Wanna be Rocky Balboa

Como muitos sabem vida de estagiário não é piece of piss, salvo raros iluminados – bem remunerados e subitamente contratados, sorte tem quem descobre isso antes subir no ringue, e treina de modo intensivo, sonhando terminar pelo menos o primeiro combate sem ser nocauteado por um vacilo.
Assim como o lutador, o publicitário forma-se por sua doação. Pela dedicação que faz exigências ao corpo e a mente. Trocar horários, comer mal, perder sono e ainda assim manter a cabeça leve-livre-e-ciente que não se ganha dinheiro de imediato e mesmo quando quase profissional mal consegue o suficiente para viver. É duro, no inicio é tudo por amor e é difícil frear essa paixão ou o desejo de “fazer luvas”.
Além dos desafios particulares, na nossa Era de Transposição nos rodeia um contingente de imprevisões. Hoje é preciso engolir o mundo e ruminar inclusive a própria fala. Carregar uma assombrosa diversidade de informações e interesses, vestir a atitude 360º – não apenas se dedicando a várias atividades, mas, portando sensibilidade, versatilidade. Ter jogo de cintura para avaliar todas as possibilidades e conseguir emanar o insight que a ocasião pede. Características assim, que outros profissionais veriam como dar soco pra todo lado, no publicitário se traduz num aspecto que está longe de significar despreparo, indica na verdade estar pronto para tudo, onde quer que seja a luta.
É preciso ter também certo espírito masoquista – como válvula propulsora, para aceitar que algumas pancadas são necessárias (os diretos de esquerda da criação, socos no estomago do mídia, o nocaute do atendimento ou uma indecente vaia do cliente). Afinal, a criatura ganhará pouco, vai ralar para caramba, apanhar, apanhar e apanhar, até entender que é mais bonito sacudir a toalha branca e pedir ajuda do que ostentar um olho roxo por ignorância. E que aquele sangue no canto da boca com gostinho de coragem, serve muito mais para aprender a se esquivar encarando, do que para virar a noite remoendo outra surra.
Então para vencer vale toda a entrega, menos ficar deprimido, se sentir abatido ou inocentemente revidar cada soco recebido no início da carreira – o que pode levar o indivíduo para lona de uma vez por todas. Assim como, colecionar inimigos não é tão bacana quanto ganhar torcida ou receber o mérito de vencer bonito, sendo o que se escolhe ser e se saindo bem com isso. É delicioso superar os próprios limites, levantar a cabeça e dizer sempre: – one more round.
As linguagens estão no mundo, nós estamos nas leituras. A publicidade é muito mais que uma infame metáfora.
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Iasnara Amorim, 29, Pré-publicitária e pseudo-contista. Abandonou a Veterinária por amor aos animais. Trocou Administração por Propaganda, numa passagem pelo Marketing quando foi esporada pela Publicidade. Atua na Promoção e Produção de Eventos, transformando figurinhas em metragens e cifrões. Vislumbra um futuro de Planner, por faltar insanidade criativa para a redação. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às segundas-feiras.
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Iasnara Amorim, 29, Pré-publicitária e pseudo-contista. Abandonou a Veterinária por amor aos animais. Trocou Administração por Propaganda, numa passagem pelo Marketing quando foi esporada pela Publicidade. Atua na Promoção e Produção de Eventos, transformando figurinhas em metragens e cifrões. Vislumbra um futuro de Planner, por faltar insanidade criativa para a redação. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às segundas-feiras. 







Seja bem vinda ao time.
Ótima estréia, parabéns!!
É… essa coisa toda de estagiário aí serve pra qualquer curso, mas a analogia foi perfeita! Texto muito bom!
Olá,
Fazia tempo que eu não lia algo tão sincero e preciso. Parabéns pelo texto.
Pauloo
Paulo, bom saber que gostou! Muito obrigado pelo comentário!
abraços,
Diego
Show, show, show Iasnara… parabéns!
Com certeza não disse nem a mais e nem a menos sobre a vida dos estágios, de quem está ai na luta pelo mercado que tanto quer e espera. Infim!
Mais uma coisa eu falo. A vida é dura pra quem é mole. E é lutando que chegamos ao início de inumeras vitórias. E são muitas!
Abração,
parabéns!
Parabéns pela metáfora, além de criativa é motivadora.
Ótima estreia.
Wanna be Rocky Balboa | CASA DO GALO – O animal da publicidade….
Como muitos sabem vida de estagiário não é piece of piss, salvo raros iluminados – bem remunerados e subitamente contratados, sorte tem quem descobre isso antes subir no ringue, e treina de modo intensivo, sonhando terminar pelo menos o primeiro com…
Muito bom, tenho certeza que esse foi o primeiro de muitos textos que vamos ter o prazer de estar lendo.
E estagiário é isso ai mesmo, se alguem tem que ralar que seja o seu estagiário não é ?? rsrs
Se fosse facil todo mundo era, se fosse de graça todo mundo tinha.. rsrs
Beijos Grandes
No meu primeiro job lá em MT eu me senti o próprio Rock subindo as escadarias.
Haja fôlego.
Parabéns!!!!! Ótima estréia!!!!!!!!!!!!
é essa vida de um estagiário e dos publicitários…..
é uma vida muito louca, sem hora pra nada……
mas vale a pena, quando se faz o que gosta
bjs!!!!!!!!!!! Parabénsssssssssssssss
Iasnara bombando na estréia!
uhuuuuuuuuuuuuuu………
Abalou as estruturas garota!
Como sempre um exemplo de superação!!!
Beijussssss
Diego,
obrigadão, por abrir as portas da sua casa. umbeijodomeutamanho.
Ailton;
e há quem diga que RP não sofre… em eventos então… hehe. obrigada, querido. bjão.
Mestre Sales;
Agradeço o incentivo e o apoio de sempre, com vc na torcida fica fácil. abraço carinhoso.
W.A.;
cara, vc que é bom de briga. abraço, campeão.
Thiago;
a casa é bem freqüentada, preciso fazer bonito, né?!. valeu a força.
Jeff;
priiiimo, só vc pra curtir da sova alheia, fica aí fotografando as gostosas, só tem sorte estagiário teu. beijoenoooorme (depois te pago a cerva).
Tom;
aposto que vc deu altas pancadas por lá e até ficar com a canhota certeira. beijão.
Tulinha;
e como vc sabe disso não é amiga? sorte aí tbm. obrigada!
GG;
ê parceira… só nós mesmo! eu sou caruda, fala sério!? beijo dona maria!
Galo,
mais uma vez, obrigada.
p.s.: coisa boa, é ter amigo.
Cantou alto!
Iasnara.
Seu artigo cantou alto, a exemplo daqueles galos que ao romper do dia estufam o peito e abrem bem o bico! O texto não é (essencialmente) poético, como aqueles outros seus que eu já tive a prazerosa oportunidade de ler. Nem poderia ser, já que a proposta aqui é outra. Li o seu lado mais objetivo, sua linguagem mais concreta, sua fala mais crítica e porque não, irônica. Gostei, em especial, do título e da fina casca de humor (quase sarcasmo!) com que você você abordou a embrionária vida de um publicitário, esse terceiro gênero da raça humana. Não precisa pedir outro “round”, você já venceu a luta! Louvemos à Santa Criatividade, em especial a sua!
Encantado,
Isaac.
Isaac querido,
esse nick é coisa afrodisíaca – pra mim.
mas, minhas bochechas estão vermelhas do comentário, obrigada.
teamuvarius, sua caótica-nara.
Indicação certa para ocupar a próxima vaga aberta na Academia Brasileira de Letras !!!
lolol, só se for a do Paulo Coelho…
Ai. ai. ai Túlio, bem menos.
Obrigada pela visita.
Foi claro, preciso e conciso…
parabéns.
muito sucesso
Obrigada Fernando. Bjo
Quando li teu texto foi como se estivesse saboreando uma boa sobremesa, não se consegue concentrar em mais nada.
Realmente o texto prende não só pela analogia à luta dos \”Rock Balboas\” da vida, mas também pelo abrangência do tema.
Eu por exemplo sou da área de tecnologia e mesmo assim me senti tocado pelo texto, porquê de estagiário todos já tivemos e temos um pouco.
Muito bom, parabens pela boa estréia.
Tuno, que delícia teu carinho. Obrigada.
Ias, antes de mais, parabéns por este teu texto. Não sei se o teu caminho vai passar por seres copywriter, mas talento para o seres tens. Ser copy não se resume a saber escrever bem, mas a brincar com as palavras, a fazer passar a mensagem de uma forma criativa. Um designer estrutura um layout para que este fique apelativo ao consumidor, o mesmo tem de o saber fazer um copy com o uso das suas palavras e, sem sombra para dúvidas, tu conseguiste tornar este texto apelativo, e muito criativo. A mensagem passou, e de que forma! Arruma as malas e vem mas é para Portugal.
Beijinhos
Alien querida, és um carinho doutro mundo. Obrigada.
Pode deixar, logo apareço – segura a vaga.
Bjinhos.
O artigo avalia, de um modo geral e bem colocado, a ‘raça estágiário’. Infelizmente é assim que somos tratados.
Claro que dependendo do ponto de vista das injustiças que são cometidas. E dependendo de quem ‘bate’, é uma satisfação tamanha a oportunidade de aprender com um profissional de peso.
São dois lados da moeda que foram bem explorados. Parabéns Iasnara pelo seu bom gosto, você irá longe assim, mesmo sendo estagiária. rsrs
ai Richardo, um dia o jogo vira, ah se vira. Obrigada, beijos.
os sentidos apurados que esta garota (a) representa são fabulosos, rocky um tipo destemido, iasnara não menos que isso. Talvez um único comentário de um Portuga que se apaixonou pelo talento intercontinental. Sempre que haja tempo para cultivar a nossa amizade cá estarei eu para te dizer. Continua, vais no bom caminho, mesmo que ele toque outras culturas outro país quem sabe PT. Bjs um Bem-haja…
Patrice, para um carinho grande, um OBRIGADA enorme. Sê feliz, tbm. Beijos.
É isso ai Iasnara, parabéns pela matéria, falou tudo…. sucesso e continue assim com belos artigos…. bjs
Rafa, obrigada garoto. Bjos.
Iasnara,
Vida de estagiário realmente não é fácil.
1º-Começa tudo errado quando a única e exclusiva oportunidade de estágio, inicia-se de forma complemente equivocada. Ou seja, Estagia em uma área que não tem nada a ver com o curso que faz.
2º-É obrigado e se sujeita a um péssimo salário e quando não é explorado. Só não vai para o tronco.
Mas tem uma coisa: por todas as dificuldades, somente atingimos o auge da carreira após essas agonias. Lá no meio persiste ainda o sonho. São elas é quem nos dá todo o conteúdo necessário para brilharmos. Daí e com certeza não existirá o 3º round. Somente o pódio.
continue brilhando. Lhe adimiro muito.
Sucesso
magela
Magela, coisa boa é chefe bom. Obrigada pela força. Abraço.
oooh sim, não é nada diferente mesmo não. Mas enfim, mesmo com todas as piadinhas e tudo mais, nunca vi neinhum bom publicitário que não foi um bom ou mal estagiário, realmente tem que endurecer a cara, pq eh ae que começa as pacandas que nunca param.
by the way, um belo texto.
abs iasnara.
=D
Rodolpho, dá-lhe pancada.
1,78 de pura sensibilidade
Nussa!!!
É preciso ser grande de alguma maneira,
não é Mauro?
[...] corretos parecia ser uma medida para regulamentar apenas a indústria automobilística. Wanna be Rocky Balboa Posted in colunistas, dia-a-dia, estudantes, vida de publicitario on 9 junho 2008Como muitos [...]
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