“Você tira xerox, que eu sei…”
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Dias atrás eu estava assistindo uma reprise do filme brasileiro O Homem que Copiava, dirigido por Jorge Furtado. E uma cena me inspirou a fazer este texto.
Em certo momento, o personagem André, vivido por Lázaro Ramos, que trabalha numa papelaria e desenha tiras em quadrinhos, diz a uma menina que é OPERADOR DE FOTOCOPIADORA.
E não tem nada mais corporativo que arranjar um título bonito para sua função profissional. Algo do tipo Diretor Presidente de Recursos Tecnológicos Ligados à Prospecção de Novas Metodologias em Processos. Um blá-blá-blá que na verdade não diz nada.
E a melhor resposta para esse vício é dado pelo personagem vivido por Pedro Cardoso: “Que Operador de Fotocopiadora? Você tira Xerox que eu sei…”. Infelizmente, é comum que as pessoas se deixem dominar pelo nome do cargo que ocupam, e deixem de fazer o que realmente devem (ou podem, ou conseguem).
Pense nas seguintes questões: O que você realmente faz profissionalmente? Se você não aparecesse no trabalho, o que não sairia do lugar?
Tem muita gente em agência (principalmente os estagiários) que é “forçada” a funções menos glamurosas, como pegar cafezinho, e tirar cópias de documentos. Mas no lugar de fazer algo a respeito, gastam o tempo tentando manter as aparências, e criando nomes bonitos para as cadeiras que ocupam.
Mas com certeza o melhor trecho do filme é quando ele conversa com sua paquera (que viraria sua namorada), e diante da mesmo contexto, responde: “Sou desenhistas de histórias em quadrinhos”.
Pela primeira vez ele deixava de se definir através do meio pelo qual ganhava dinheiro, e passava a considerar o que realmente gostava de fazer.
E você? É operador de fotocopiadora, tira xerox, ou é desenhista de histórias em quadrinhos?
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Lucas Couto, 26, Co-fundador e sócio da It’s Digital, uma consultoria e produtora digital e uma das cabeças por trás do Que Tal Isso?, blog relacionado a criatividade e inovação. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quintas-feiras (no calendário de Júpiter).
lucas@itsdigital.com.br | http://www.itsdigital.com.br/
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Lucas Couto, 26, Co-fundador e sócio da 







Ah, eu já fiz isso quanto estudei economia. Era estagiário e ficava controlando todos os bens da empresa, colocando etiqueta metálica em tudo (mesas, cadeiras) e catalogando. O que eu fazia? “Controle do ativo imobilizado”.
hahaha
O outro extremo foi meu primeiro registro em carteira assinada. Trabalhava em um clube de tênis, cuidando das quadras e, quando tinha jogos, eu era gandula. E qual a descrição que o moderfoca do empregador colocou em minha carteira, e logo no primeiro registro?
“Pegador de bola”.
Chamar o cara que tira xerox de operador de fotocopiadora é a mesma coisa que chamar o homem de “Homo Sapiens”, é a mesma coisa que chamar cachorro de “Canis familiaris”, é a mesma coisa de chamar Publicitário de Comunicólogo com especialização em Publicidade e Propaganda…
Adorei o post
Fala Jock,
Minha primeira atribuição como estagiário de criação foi organizar os armários da empresa, rs…
Mas com o tempo eu fui invadindo os pedidos do atendimento, e acabei virando um “criador”…
E essa história do trabalho como gandula de tênis foi a melhor desculpinha que eu poderia imaginar para esse negócio de pegador de bolas… Quase me enganou, hehehe…
Abs!
Hehehe, tá certo Natalya, no lugar de ficar procurando nomes elegantes, o certo é botar a mão na massa…
Bjs, e obrigado pela visita…
Hahaha! Pois é. Profissao legalizada, com carteira assinada, sindicato e tudo.
É Lucas, mas nem sempre da para fazer o que gosta, antes precisamos garantir o dia de amanhã, para isso muito estagiários passam por essas coisas, mas os bons sempre vencem, passar por isso faz parte do conhecimento.
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