Viral de Ferrari: desvendado
Você doido pra saber o que esses malucos estão, realmente, fazendo com esses vídeos e eu aqui te enganando com o título do artigo de hoje.
Não, eu também ainda não sei sobre o que se tratam esses vídeos, mas sei muito bem a importância de um título, seja em um texto qualquer ou em uma peça publicitária.
Lendo a coluna da Bruna Rocha semana passada sobre o ENEM, lembrei da época que eu quebrava a cabeça pra impressionar os avaliadores dos vestibulares – que, não sei por que, sempre achei que fossem as mesmas pessoas que contavam cédulas nas Eleições.
Em qualquer texto dissertativo, o título tem que tentar traduzir, em pouquíssimas palavras, o tema a ser tratado. Deve instigar o potencial-leitor, é fundamental para os argumentos que serão defendidos no texto e blábláblá.
Mas e nas peças publicitárias, qual a importância do título?
Bem, há muito tempo que o título não vive sem a imagem e vice-versa. Ambos se completam. Mas o título é aquele que estampa, descaradamente, qual o conceito que se quer passar com determinada campanha. Um bom título apresenta e defende o conceito, além de estimular o receptor da mensagem a ler e passear pelo resto da peça.
Mas não pense que criar um bom título seja só fazer uma piada com uma sacada legal. O bom título é aquele que conversa com seu target, que fala a sua língua. Se o produto for um sabão em pó para a dona de casa, não tenha vergonha de ser popular. Do mesmo jeito que se o produto for para um público considerado mais “esclarecido”, você pode abusar um pouco mais da criatividade.
Não pense, também, que criar títulos seja fácil. Pra salvar um bom, é possível que você tenha que criar, no mínimo, uns 60 diferentes. No mínimo. Só mesmo a escrita posta em prática estimulará sua criatividade. Poucas são as vezes em que se sai de um brainstorm com o título pronto e perfeito pra idéia.
Mas e os trocadilhos? Todos adoram trocadilhos. Eu também adoro. Acho que quem me acompanha por aqui já percebeu isso. Mas redator que vive só de trocadilhos morre de fome. Tem que saber usar. Assim como soube a NBS, em sua peça para divulgar a exibição do filme O Diabo Veste Prada na Rede Telecine.
Portanto, o bom título não é aquele apenas criativo, mas, sim, o que comunica. O que se entende. Se você conseguir unir criatividade com entendimento, ótimo. E se ainda conseguir convencer o cliente disso, meus parabéns!
Pra terminar, um conselho: se algum diretor de arte ou designer engraçadinho vier te pedir uma “chamadinha”, finja que não é com você. Afinal, redator nenhum é Super 15 ou telefonista pra fazer chamadas.
Viralzinho da semana: como já falei sobre os vídeos do possível viral da Ferrari no título (assista aqui), aproveito para registrar, também aqui na Casa do Galo, o 1º Encontro dos Blogueiros Publicitários, que ocorreu no último sábado, dia 15/09. Grandes, médios e pequenos nomes da blogosfera publicitária se reuniram pra encher a cara, digo, para se conhecer pessoalmente e trocar idéias. Tive a honra de ser convidado e comparecer, representando a Casa, juntamente com o Marcos Cangiano e o Rafael Amaral. Dessa loucura, acabou nascendo o Clube dos Blogueiros Publicitários. No que vai dar nisso? Ainda não sabemos. Mas que dá pra ficar bêbado com isso, dá. Mais detalhes naquilo que eu insisto em chamar de blog.
Technorati Tags: titulo, ferrari, desvendado, encontro, publicitarios, diabo, prada
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Alessandro Ribeiro, 25, publicitário por formação e redator por profissão e falta de opção. Já passou por Submarino, Ideal Interactive e agora cola na Gruda em Mim (Que o Boi Não Te lambe). Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às segundas-feiras.
aleribeiro13@gmail.com | http://www.obolacheiro.blogspot.com
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nussa… Título é muito foda… Mas como qualquer outro tipo de criação requer muito do criador, pois não vamos fazer qualquer merda lógicamente, mas enfim seus texto foi bastante esclarecedor.
Título é realmente muito importante. E não só na publicidade, mas em tudo que “o requer”.
Livros, cds, filmes, por aí vai…
Até os de capitalização ou o número de unidades de anticorpo por unidade de volume de soro.
Acho q trocadilhos ficam bem em peças para desencannes.
E criar título é isso mesmo. Muito bom esclarecer que um título qse nunca é uma primeira idéia, ou segunda. E isso só o repertório pode denotar.
FALA ALE!!
QUEM FOI Q DISSE Q O VIRAL FOI DESVENDADOO????HAUAHUAHA
TE PASSEI MAIS UM VIDEO…E AGORA???RS
O Alessandro é o rei dos trocadilhos infames.
O Alessandro é uma rameira vendida.
Hã? Hã?
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