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Viagem no tempo – Marcas e seriados que marcaram minha infância

19 novembro 2008 Nenhum comentário escrito por Andre

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Hoje saio um pouco dos assuntos normalmente abordados na casa, pois sei que aqui existem pessoas muito mais gabaritadas que eu para falar sobre temas como marketing, criação, mídia ou qualquer tema relacionado.

Ontem, sentado em uma lanchonete com alguns amigos, conversávamos sobre comidas e desenhos que estavam presentes em nossa infância. Relato aqui alguns trechos da conversa em que as lembranças eram mais fortes.

Iniciando por comida, lembro até hoje das bolachas Hipopó, que além de sua coleção de bonecos, possuía o “Clubinho do Hipopó”, que enviava mensalmente um jornalzinho com algumas histórias, piadas, experiências cientificas, curiosidades e algumas cartinhas de fãs. Lembro até hoje que meu pai comprou inúmeros pacotes para juntarmos as embalagens suficientes e trocarmos pelo boneco. A dose foi repetida em seguida, quando minha irmã mais nova quis um igual.

Uma outra bolacha se chamava Fofy’s, da Nabisco se não me falha a memória, que vinha em forma de ursinhos nos sabores chocolate e caramelo (embalagens vermelha e amarela, respectivamente). Era um saquinho a cada sentada no sofá.

O famoso Kinder Ovo me rendeu uma boa coleção de brindes – e uma caixa contendo 250 unidades que foi presente de natal de um dos amigos da mesa – na época em que custava apenas R$1,00. Lembram dos cigarros e guarda-chuvas de chocolate? Esses sim, verdadeiras lendas comestíveis, provavelmente fizeram parte da vida de todas as pessoas.

E o waffer do Fofão? Parecia ser sempre mais gostoso que qualquer outro.

O engraçado é ler o artigo e ver que as melhores lembranças são relacionadas a doces.

Mudo agora para os desenhos que eu mais gostava.

No topo da lista aparecem os seriados japoneses – Jiraya, Jiban, Jaspion e Changeman – transmitidos na TV Manchete, que renderam incontáveis tardes na casa de minha avó, sempre acompanhado de algum doce relacionado acima. Lembro que a vontade de ser um super-herói era grande.

Mais dois que gostava muito são “As aventuras de Tin Tin” e “Scooby-Doo”, ambos relacionados a mistérios. No primeiro, adorava a diversidade de lugares onde ele estava e ficava ainda mais emocionado quando um capítulo não era suficiente e a história se estendia por mais dois ou três episódios. Já no segundo, os monstros, cada um mais bem bolado que o outro, e o enigma sobre quem seria a pessoa disfarçada faziam com que eu ficasse o tempo todo tentando adivinhar o suspeito. O “Caverna do Dragão” não pode ficar de fora, com seus finais polêmicos e análises em sites sobre mensagens subliminares. Até hoje fico me perguntando o que realmente aconteceu com aquela turma.

Voltando ao Japão, tenho três desenhos que provavelmente foram os mais marcantes na minha vida: Drangon Ball, Pokémon e Cowboy Bebop. Como era divertido saber o nome de todos os personagens, raças, poderes, armas e equipamentos, disputando com os amigos sobre quem era o maior conhecedor da escola. Na maioria das vezes a brincadeira extrapolava esse limite e entrávamos na pele dos personagens, montando praticamente um desenho ao vivo.

Deixei os clássicos Pernalonga, Patolino, Pica-Pau e Tom & Jerry. Esses sempre foram meus favoritos dentre todos. Não houve uma única explosão, confusão ou perseguição sem enormes gargalhadas durante toda exibição.

Como já é de costume, pergunto a vocês: quais outras marcas e desenhos fizeram sua infância?

PS: agradecimento especial aos amigos Kadu Mota, Vinicius Leite e Rafaela Pinho, pela excelente conversa de ontem à noite.

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André André Rafanhin, 22, é redator na Pitanga Propaganda e inventor do Bundoor, mídia que promete revolucionar a publicidade brasileira. Não possui prêmios importantes, peças geniais e vergonha na cara. Escreve para a Casa do galo semanalmente às quartas-feiras.

andrerafanhin@gmail.com | http://www.pitaco.com.br


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