Uma conversa ½ séria por um pouco mais de humor na propaganda
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“Composição VIII” – Wassily Kandinsky (1923)
Senhor paraninfo… Prezados professores… Distintos convidados… Admiráveis formandos… Queridos amigos… E pais, que finalmente(!) não precisam mais pagar a faculdade do filho.
O humor na publicidade é meio por aí. Traduzido em gargalhadas, seria algo como um sorriso. Daqueles no cantinho da boca.
Propaganda não é piada – esbravejou o Diretor de Criação de Elite no melhor filme da série de virais. Por isso, o humor na propaganda deve ser feito de um toque leve, mas suficiente para causar algum frisson. Metaforicamente, algo como a união dos toques celeste e terrestre em uma frase, uma ação.
Aprecio os filmes que usam o humor sem dizer uma palavra. Eles sempre trazem leões da Riviera. Seu segredo: o timing. Executar em 25 – 27 segundos um roteiro que vai se traduzir em uma só frase (muitas vezes escrita) a respeito do produto, é a alegria das duplas de criação.
Pago pau para os anúncios com humor que, confesso, me tiram bem mais do que um sorriso. Seu conjunto “arte-redação” intensifica-se com o sabor da aprovação do cliente. Todo mundo sabe que o culhão para a aprovação é tão tesão quanto a própria criação.
O humor na propaganda é uma forma espirituosa de se comunicar. Não se aplica em tragédias, como oportunidade, sob pena de o consumidor ficar do lado do mais fraco, mas é excelente para quebrar tensões e não cabeças, como também para apresentar soluções que estão diante dos olhos, mas só quem tem sensibilidade as vê.
Sem o humor a propaganda seria só lágrimas. Verdadeiro dramalhão mexicano.
Sem o humor a propaganda estaria fadada aos informes publicitários. Zero-onze-catorze-zero-meia.
E nem teríamos o danado do Peralta e suas sacadas certeiras.
Estamos mais para Tom Cavalcanti do que para um sujeito piegas.
Enfim, esse texto precisou ser um pouco sério para dizer que se o menor caminho entre dois pontos é a curva, numa reverência ao approach emocional – imbatível frente ao apelo direto –, também é fato que essa mesma curva lembra um sorriso, daqueles que a gente abre diante de umas peças como estas:
Bom feriado.
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Mauro Sérgio de Morais está redator e tem alguma experiência. Também tem alguns prêmios e uma dificuldade tremenda em escrever currículos na terceira pessoa. Escreve de vez em quando para a Casa do galo, às sextas-feiras.
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Mauro Sérgio de Morais está redator e tem alguma experiência. Também tem alguns prêmios e uma dificuldade tremenda em escrever currículos na terceira pessoa.
Escreve de vez em quando para a Casa do galo, às sextas-feiras. 







Isso ai Mauro,
Assim como seus artigos, com um boa pitada de humor, sempre na medida certa!
“Olha a cabeleira do zezé…”
Mauro, é sempre bom saber que algumas pessoas (na verdade muitas), preocupam-se com o humor na publicidade, mas, como o Galo disse: “sempre na medida certa!”.
Uma bela ação sempre é bem vinda quando mascarada (só para entrar no ritmo do carnaval) de bom humor.
Abraços.
Tiago Fidelis Moralles – Último artigo em seu blog: Cirque du Soleil
Mauro – Último artigo em seu blog: DEZ VEZES UMA CERTEZA
Bom blog, adorei este artigo sobre marketing humorístico. simplesmente fantástico. seria boa ideia fazer uma compilação de publicidades como esta ^^ !!
keep the good work going! ^^
Aguerrero,
Valeu a visita e os elogios! Espero que volte mais vezes…
abraços!
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