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Um convite à reflexão: Publicidade em tempos de Lei Seca brasileira

8 Julho 2008 7 comentáriosescrito por Rafael Amaral

alcool

Há pouco tempo entrou em vigor a Lei 11.705, que prevê mais rigor contra motoristas que ingerirem bebidas alcóolicas.

A tal Lei Seca brasileira, uma das mais rígidas do mundo, dita que a partir do limite de dois decigramas de álcool por litro de sangue para os motoristas, a pessoa será multada em R$ 955, perderá a carteira e terá o carro apreendido. Acima de 6 decigramas - equivalente a uma lata de cerveja -, é crime com pena de até três anos de prisão.

Eu acho bom. Beber e dirigir nunca foi permitido. A questão é que agora, com o limite mais apertado, as pessoas talvez pensem duas vezes antes de dizer “eu dirijo bem com 3 ou 4 choppinhos”.

Do lado da comunicação, surge mais um desafio. Desafio lucrativo, por bem dizer. Seja financeiro ou criativo.

Para manter a freguesia, alguns bares da capital paulista estão criando alternativas para a clientela voltar em segurança pra casa, dentro da lei. O Bar Brahma colocará dois novos serviços em funcionamento, uma série de vans patrocinadas que levam e buscam o cliente, e um manobrista que vira motorista por uma pequena taxa.

Diversos serviços similares deverão aparecer por aí e cada um vai achar o próprio jeito de driblar a lei.

Meu convite foge à velha discussão sobre a restrição da propaganda de bebidas alcoólicas. Com todas as mudanças ocorrendo na comunicação mundial, aliadas ao fato de que a Lei Seca teve 86% de grau de aceitação em São Paulo e no Rio de Janeiro, qual será o tom e os meios que a publicidade utilizará para conseguir conversar com as pessoas?

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Rafael Rafael Amaral, 21, é redator e estudante de publicidade, pronto para encarar o TCC este ano. Escreve para a Casa do galo às terças-feiras.

omaioremaildorafa@gmail.com | http://www.estagiaridade.com/


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7 comentários »

  • Leonardo Araujo disse:

    É uma bela questão a ser abordada Rafa. É como diz um velho provérbio: “Mares calmos não fazem bons marinheiros.” Este tipo de restrição acaba fazendo com apareçam novos meios e soluções inteligentes para que as empresas não tenham maiores prejuízos.

    Abraços!

  • André Rafanhin disse:

    Eu quero ver as alterações de custos que essa lei vai causar, já que agora as pessoas tem algumas opções:

    -ir e voltar de táxi
    -ir e voltar de carro (com algum santo disposto a sair e não beber nada)
    -ir de táxi e voltar nas vans oferecidas pelos bares (custo para os donos)
    -ir de carro e voltar de táxi (já tem taxista indo até os locais com um companheiro que volta guiando o carro do cliente. Particularmente, não gosto dessa idéia)

    ou também:

    -todo mundo sai de carro, bebe e reza pra não ser parado AUEhUAEa

  • Galo disse:

    Eu também sou a favor da lei.
    E como o Leonardo comentou, vai ser realmente interessante ver a criatividade rolando solta, tanto na publicidade quanto nos serviços disponibilizados.

  • Tiago Fidelis Moralles disse:

    Com certeza a criatividade que será protagonista para driblar esses imprevistos é um show à parte.
    Aqui é mais a favor da lei.

  • Miranda disse:

    Essa é uma lei para um país de índio.
    E esse filme realmente é muito ruim.

  • Iasnara disse:

    Também acredito que a medida seja positiva,
    o brasileiro leva tudo de barriga. A atitude é válida. Ponto.
    O diálogo da propaganda é o que mais me instiga no porvir,
    como lidar com esse momento de prudência, responsabilidade.
    Como alinhar o consumo e a consciência?
    Até, escrevi um artigo sobre isso que ainda não foi pro ar, né Galo?!

  • Nauro Rezende Jr disse:

    Beleza de artigo. É disso que o mercado precisa. De gente conciente e pronta para pensar na comunicação.

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