Um convite à reflexão: Publicidade em tempos de Lei Seca brasileira
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Há pouco tempo entrou em vigor a Lei 11.705, que prevê mais rigor contra motoristas que ingerirem bebidas alcóolicas.
A tal Lei Seca brasileira, uma das mais rígidas do mundo, dita que a partir do limite de dois decigramas de álcool por litro de sangue para os motoristas, a pessoa será multada em R$ 955, perderá a carteira e terá o carro apreendido. Acima de 6 decigramas – equivalente a uma lata de cerveja -, é crime com pena de até três anos de prisão.
Eu acho bom. Beber e dirigir nunca foi permitido. A questão é que agora, com o limite mais apertado, as pessoas talvez pensem duas vezes antes de dizer “eu dirijo bem com 3 ou 4 choppinhos”.
Do lado da comunicação, surge mais um desafio. Desafio lucrativo, por bem dizer. Seja financeiro ou criativo.
Para manter a freguesia, alguns bares da capital paulista estão criando alternativas para a clientela voltar em segurança pra casa, dentro da lei. O Bar Brahma colocará dois novos serviços em funcionamento, uma série de vans patrocinadas que levam e buscam o cliente, e um manobrista que vira motorista por uma pequena taxa.
Diversos serviços similares deverão aparecer por aí e cada um vai achar o próprio jeito de driblar a lei.
Meu convite foge à velha discussão sobre a restrição da propaganda de bebidas alcoólicas. Com todas as mudanças ocorrendo na comunicação mundial, aliadas ao fato de que a Lei Seca teve 86% de grau de aceitação em São Paulo e no Rio de Janeiro, qual será o tom e os meios que a publicidade utilizará para conseguir conversar com as pessoas?
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Rafael Amaral, 21, é planner na Super Produções e blogueiro do Estagiaridade. Escreve para a Casa do galo às terças-feiras.
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Este artigo tem as seguintes tags: acidente, alcool, bebida, carteira, lei, pontos, prisao, seca, transito


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É uma bela questão a ser abordada Rafa. É como diz um velho provérbio: “Mares calmos não fazem bons marinheiros.” Este tipo de restrição acaba fazendo com apareçam novos meios e soluções inteligentes para que as empresas não tenham maiores prejuízos.
Abraços!
Eu quero ver as alterações de custos que essa lei vai causar, já que agora as pessoas tem algumas opções:
-ir e voltar de táxi
-ir e voltar de carro (com algum santo disposto a sair e não beber nada)
-ir de táxi e voltar nas vans oferecidas pelos bares (custo para os donos)
-ir de carro e voltar de táxi (já tem taxista indo até os locais com um companheiro que volta guiando o carro do cliente. Particularmente, não gosto dessa idéia)
ou também:
-todo mundo sai de carro, bebe e reza pra não ser parado AUEhUAEa
Eu também sou a favor da lei.
E como o Leonardo comentou, vai ser realmente interessante ver a criatividade rolando solta, tanto na publicidade quanto nos serviços disponibilizados.
Com certeza a criatividade que será protagonista para driblar esses imprevistos é um show à parte.
Aqui é mais a favor da lei.
Essa é uma lei para um país de índio.
E esse filme realmente é muito ruim.
Também acredito que a medida seja positiva,
o brasileiro leva tudo de barriga. A atitude é válida. Ponto.
O diálogo da propaganda é o que mais me instiga no porvir,
como lidar com esse momento de prudência, responsabilidade.
Como alinhar o consumo e a consciência?
Até, escrevi um artigo sobre isso que ainda não foi pro ar, né Galo?!
Beleza de artigo. É disso que o mercado precisa. De gente conciente e pronta para pensar na comunicação.
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