Um argumento com salada e Coca-Cola, por favor
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Em mesa de restaurante, queixa nenhuma é bem-vinda. Engraçado, porque parece que na mesa de quem cria também. Mas entre os ingredientes de um prato que chegou errado e um job mal feito existe muita diferença. No restaurante, o máximo que o garçom pode fazer é cara feia e repetir o pedido. Numa agência, o mínimo que um criativo pode fazer é se superar e ter bons argumentos, ou então, sentar a bunda na cadeira e refazer o job.
Não quero dizer que existe receita para criar. Porque não existe. Mas da mesma forma que um bom chef de cozinha prepara um prato com a plena consciência do que colocar, quantidade e por quanto tempo, redator e diretor de arte têm o dever de ter a defesa do que criou na ponta da língua. Já vi cara-de-pau falar que a ideia é muito boa e, pronto, vai vender. Mas boa por quê, meu querido? Você pesquisou? Sabe quem é o público? Buscou referências e conhecer sua linguagem? Pelo jeito, não. Se a criação não tem argumento, não tem cabimento levar pro cliente. Eu penso assim. Quem cria só por criar são aqueles artistas de rua, que desenham cem vezes uma cachoeira bizarra, céu cinzento, três luas e dois saturnos, só pra ficar meio louco mesmo. E o pior, tem louco que gosta e compra. Acontece. Assim como tem louco que mesmo sem entender, aprova a campanha só por aprovar. Quem faz isso acaba sendo reprovado no quesito qualidade. Igual serviço de botequim, ninguém controla, ninguém sabe o que entra e o que sai. Dá até vontade de sair sem pagar.
Nós estamos falando de propaganda, onde se investe em pesquisa, profissionais, estrutura e ferramentas para aprimorar cada vez mais o resultado. Nós estamos falando de Comunicação, aquela que, infelizmente, alguns Comunicólogos esquecem de praticar dentro do próprio local de trabalho. Aí é foda, difícil de engolir. Numa agência é imperdoável não conversar, fazer por fazer, criar por criar. Mais que isso, se queixar de outra pessoa que quer tentar melhorar todo o trabalho. Deixe esse individualismo com os escritórios de contabilidade ou de advocacia.
Bote uma coisa na sua cabeça: é função do Atendimento questionar a criação, afinal, não é a cara dele que vai ser colocada à tapa na apresentação? Ele não quer ser chato, quer se sair bem também. Se quem atende a conta for pra reunião sem entender a campanha, vai sobrar pra quem não soube explicar. Você. E nessas horas, uma conversinha básica conta muito. Salve sua pele. Quer ir além? Abra o Word e escreva a defesa da peça com pesquisas, dados, informações bacanas para o cliente. Ele adora, é uma maneira dele enxergar que a OS CARAS DA AGÊNCIA sabem o que estão propondo. Discutir, analisar, ouvir sugestões, rever, avaliar. Adicione uma pitada de defesa com a criatividade que Deus lhe deu e mãos na massa, vai dar certo. Troque uma boa pizza por um bom argumento. É muito mais prazeroso e, cá entre nós, não engorda.
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João Pitanga, 25, é capixaba e se formou em Publicidade dizendo que no final tudo ia dar certo. Não deu, virou redator. Não se imagina fazendo outra coisa a não ser escrever e por isso conta os dias para trocar uma ideia com a gente na Casa do galo quinzenalmente, às sextas-feiras.
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João Pitanga, 25, é capixaba e se formou em Publicidade dizendo que no final tudo ia dar certo. Não deu, virou redator. Não se imagina fazendo outra coisa a não ser escrever e por isso conta os dias para trocar uma ideia com a gente na Casa do galo quinzenalmente, às sextas-feiras. 







Sensacional, jão!
Artigo FODA.
Desses de parar e refletir, boa João!
Gostei dessa visão do atendimento.
Soou bem mais simpático eles hehe.
Boa João.
Bem legal.
Dá pra refletir, pra gente pensar. Se em uma agência de comunicação, faltar a bendita comunicação como convenser o cliente?
Não dá só pra criticar atendimento, até porque são eles que botam a cara pra bater na frente do cliente.
Da mesma forma que nós(criação)ficamos loucos quando recebemos briefing ruim (e mandamos para os Piores Briefings rsrs),também temos a obrigação de defender a criação. De explicar a idéia etc.
A melhor coisa é não ficar criando climinhas dentro da agência, procurar culpado por um job não aprovado.
É cada um fazer sua parte, bem feita.
Bem legal seu texto, pra tomar como base e puxão de orelha.
Jão, cê sabe né. Concordo e assino embaixo. Eu, particularmente, adoro fazer defesa de criação. Até ajudo o atendimento com os ppts! rsrs
Muito bom o artigo, criativo e certeiro. Ao ponto, chef!
Bjs!
Boas comparações, man. O “meu querido” ficou meio esquisitão, mas o importante é ter saúde… e também que a argumentação foi muito bem feita.
Tipo de texto que deve ser lido e adaptado para qualquer área de um ambiente empresarial. Está de parabéns meu amigo.
Tão simples evitar a cara de paisagem, né… É essa a diferença entre o bom profissional e o medíocre.
Show de bola, Pitanguinha!
Bjs
Caro Diego..
Se um garçom traz seu pedido e por algum motivo ele não está do seu agrado, você teria coragem de devolvê-lo e pedir no mesmo restaurante que refizem seu pedido??
Bom.. eu não.. pois não sei o que poderiam fazer com minha comida.. nem com minha bebida.. mas com certeza EU nunca mais volto ao local.
Acho que isso acontece com muitos clientes em diversos setores.. vão e não voltam.. e muitas vezes por falta de comunicação da primeira pessoa que o atende na empresa… ” um atendente “, que por sua vez não se preocupa quem nem com quem vai se queimar..
Agora te pergunto.. você, um comunicador, tem alguma dica para todos??
Adooro.. seus comentários.
Abç.
Adorei o seu artigo, muito bom mesmo. Faz com que as pessoas reflitam um pouco sobre esse “problema” que a maioria das agências enfrentam, fazendo com que a criação em vez de enxergar que “lá vem o chato do atendimento”, possam tê-lo como uma pessoa que vai somar para que a criação volte aprovada e com louvor!!!! ;D
Valeu pelos comentários, galera.
parabens, gostei do seu ponto
de vista sobre, o antendimento. joão
ótimo texto!
Oi João, que bom ver um profissional da criação analisando essa questão de um outro ponto de vista. Porque fala sério, se o cliente não aprova o trabalho, é porque o atendimento não soube captar o que o cliente queria, não soube passar pra criação a essência do que o cliente necessitava ou então não soube vender a idéia ao cliente. Dificilmente se questiona se a idéia apresentada pela criação é adequada às necessidades do cliente. Sou totalmente a favor do questionamento, em todas as áreas, a discussão saudável de idéias e opiniões. O bom atendimento tem que ser integrador e tem que ter um bom diálogo com todos os departamentos, mas sem uma pequena parcela de colaboração de egos inflados fica difícil. Um pouquinho de humildade é bom e o bom andamento dos trabalhos agradece!
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