Twitter - Eu, você e everyone - E nossos encontros passaram a ser exercícios de síntese
A febre já é antiga. Há muito leio aqui e acolá, mas, faltava tempo para me dedicar a mais uma rede, mesmo assim a pergunta vinha “What is Twitter?” (O que é o Twitter?), primeiro que aquela explicação rápida na home não me motivou a criar uma conta, fiz na curiosidade mesmo. E só depois de ler o artigo do Ricardo Cavallini descobri que não fui a única no mundo a experimentá-lo esperando uma revelação.
Confesso que responder “What are you doing?” não incomodou tanto quanto ler os primeiros updates, alguns contatos vão mesmo na literalidade, registrando passo-a-passo cada evento do dia – até então nem sabia se seria essa a missão do Twitter. Tanto que o deixei encostado, recusando publicação da minha agenda e sem muito saco para ler a rotina dos outros. Seguia poucos e ficava imaginando o estômago de quem teria muitos para seguir, putz, beiraria a tortura. Mas, observando a rede de um e outro, descobri que o problema na minha era exatamente ela - “diz-me quem tu segues”. Nessas horas a gente sente a importância de um network.
Ajustando o following, me aceitei “twittando”, passei a acompanhar outras mídias por meio dele, fui entendendo e gostando. Como costumo dizer vivo cochilando nas redes sociais, mas, o encaro agora como uma necessidade, que não chega a ser um vício (tá, tudo bem, só uma pequena dependência).
“Mas afinal, pra quê que serve?” Uma pessoa a quem enviei convite me fez a pergunta. - “Ah, é mais uma social media, tipo orkut, com algumas diferenças e vantagens como os instant messengers” , respondi não muito segura.
A princípio o imaginei como um micro-blog, nada mais justo para quem tem pouco tempo e muita coisa para ler. E lá fui eu, cronometrar postagens. Isso sim, achei legal. Divertido pela forma sucinta e rápida de comunicar. De diário adolescente a ferramenta de comunicação. Títulos soltos ou aforismos à parte, algumas máximas publicadas, têm concisão, precisão, idiossincrasia e até uma guinada certeira que casam bem com o link indicado. Um novo formato de jornalismo? Não creio, apesar dos grandes veículos figurarem por lá. Com o mesmo perfil emissor – exclusivamente, as mídias tradicionais ainda não acertaram o diálogo, publicam, mas, não seguem ninguém – por enquanto: via de mão única, e para isso existem os leitores de feeds. Talvez faltem espaços publicitários convencionais para bancar a dedicação.
Não, não. Ele é mais que isso e alguns já sacaram. Os blogueiros mais antenados e influentes o transformaram num grande espaço para troca de idéias e muitos dos assuntos discutidos em seus blogs são antecipados ou surgem por lá. Fonte de informação peneirada, busca certeira, bastando claro ter uma boa rede no fornecimento de dicas, onde só é preciso aprender a compartilhar o que for útil ou não.
Podemos ter dúvidas e até inseguranças, a bem da verdade nem Bill Gates acreditava na internet. Mas, aos poucos, esse conceito de se comunicar vai conquistar defibnitivamente seu espaço, inclusive entre os anunciantes tradicionais. E a comunicação que de um modo geral, ficou mais fluída, ágil e objetiva irá mais além, principalmente na época em que o consumidor ou usuário “comum” tem poder sobre divulgação de conteúdo.
“The online world exists to make the offline world more interesting, NOT vice versa”.
@gapingvoid - Hugh MacLeod.
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Iasnara Amorim, 29, Pré-publicitária e pseudo-contista. Abandonou a Veterinária por amor aos animais. Trocou Administração por Propaganda, numa passagem pelo Marketing quando foi esporada pela Publicidade. Atua na Promoção e Produção de Eventos, transformando figurinhas em metragens e cifrões. Vislumbra um futuro de Planner, por faltar insanidade criativa para a redação. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às segundas-feiras.
iasnara@gmail.com | http://www.ossentidos.blogspot.com
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Eu também vejo o Twitter como um lugar para troca de idéias e links. Confesso que demorei a entrar na onda por não entendê-la a principio, mas me acostumei. E olha que eu viciei, cansei e hoje estou moderado, twittando pouco e evitando deixar que ele roube o meu tempo. Eu considero o twitter um grande ladrão, de tempo! No mais é ótimo para sabermos o que pensam os que admiramos e para conseguir uns bons links.
É bom para o network e para passar o tempo por aí, navegando.
Beijos! E boa semana!
Ótimo artigo.
Parabéns para a autora.
Com certeza também gostei do Twitter, acho que mais pela sua objetividade.
Exemplo recente disso pode ser dado com a criação do concurso de Microcontos, acabei arrumando um novo hobby.
ainda não me empolguei com o twitter, mas voi vc quem me apresentou
Leo, “ladrão de tempo”, mas, super do bem.
Paulo, obrigada.
Tiago, ai os Microcontos, tô até com saudades.
Maurão, não ia te entregar no diálogo lá de cima, né?
O que é Twitter, desculpe minha ignorância…
O que é twitter?
Julio,
também estou “conhecendo” o Twitter,
citei as utilizações mais freqüentes:
microblog e rede social.
minha pág lá: https://twitter.com/IasnaraAmorim
Para saber mais:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Twitter
http://www.youtube.com/watch?v=ddO9idmax0o&feature=user
e pra um test drive: https://twitter.com/
Até.
Após criar a conta no Twitter deixei ela desativada por meses. A motivação de usar era zero e eu não entendia muito bem qual era a função da ferramenta. Até entendia, mas não conseguia visualizar produtividade naquilo. Na verdade, hoje, mesmo conhecendo os prós, só escrevo lá de vez em quando. Será que o que eu faço não é tão interessante assim a ponto de eu não querer compartilhar?
Eu tenho um pouco de pavor com novas redes, tive uma impressão do twitter e até agora não consegui mudar isso. Mas depois de ler o artigo vou ver se consigo mudar isso..
belo artigo. parabéns.
Matheus, me vi no teu comentário.
Aluisio, então até lá. Obrigada!
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