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Triângulo de amor e ódio na publicidade

11 fevereiro 2009 6 comentários escrito por Andre

amor love publicidade thumb Triângulo de amor e ódio na publicidade

Hoje, a partir de uma reportagem que li em umas das Meio & Mensagem do mês passado, vou linkar três grandes conhecidos nossos: a crise, a indústria automobilística e a publicidade digital.

Bom, todo mundo está vendo e sentindo os efeitos da crise econômica, que acaba de nos pregar um baita susto com a notícia do fechamento da agência Famiglia, fundada em 2006 pelo publicitário Átila Francucci. Todos também sabem que as grandes montadoras de veículos são as que mais estão sofrendo, com algumas registrando prejuízo pela primeira vez em sua história. E o meio digital?

Por ser a mídia que mais cresce atualmente, é justamente para lá que estas empresas estão indo buscar seus consumidores, atingi-los no exato momento que estiverem pesquisando sobre a futura troca de automóvel.

A GM, por exemplo, cortará US$ 600 milhões de sua verba total nos EUA (US$ 3,2 bilhões). A Toyota, segundo a reportagem, deverá seguir o mesmo caminho. No caso da Volkswagen, Tim Ellis, diretor de marketing das marcas da Volks nos EUA, diz que a empresa investiu muito em TV no ano passado, e que a crise os trouxe de volta à realidade. Em 2009 ele promete um aumento no investimento em redes sociais, vídeos e conteúdos via web, atingindo compradores e possíveis clientes nos próximos meses.

Eu fiquei bem entusiasmado quando li essa notícia. O marketing das empresas finalmente está direcionando seus esforços para um meio que todos viam como de grande retorno, mas que até agora sofria com o receio de investimento. Cada um dando os seus pulos para diminuir ou retardar os efeitos da crise. Infelizmente a matéria não falava muito sobre o mercado brasileiro, mas como as empresas em questão são mutinacionais, é bem provável que as estratégias não sejam tão diferentes por aqui.

Olho atento nas agências 100% web, se a moda pegar tem muita gente por aí que só vai ter alegrias em 2009.

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André Triângulo de amor e ódio na publicidade André Rafanhin, 22, é redator na Pitanga Propaganda e inventor do Bundoor, mídia que promete revolucionar a publicidade brasileira. Não possui prêmios importantes, peças geniais e vergonha na cara. Escreve para a Casa do galo semanalmente às quartas-feiras.

andrerafanhin@gmail.com | http://www.pitaco.com.br


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6 comentários »

  • Claudinei Jr. disse:

    Já que o artigo fala da indústria automobilística, quero deixar uma contribuição que li no NYT semana passada e que retrata bem o que eu disse no meu artigo “Risque a crise e arrisque”. O artigo fala da estratégia da Hyundai, que está conseguindo lugar de destaque no mercado norte-americano por conta de sua estratégia de marketing ousada mas muito bem focada naquilo que o consumidor precis nestes tempos mais difíceis.
    Leiam a matéria completa aqui: http://www.nytimes.com/2009/02/05/business/media/05auto.html

    Abraços.

  • iasnara disse:

    É inegável a resistência de muitos ao e-commerce e outras transações on (semana passada o Ziggy do Sim,Viral assumiu ter feito a primeira operação bancária – choquei: http://twitter.com/rafaelziggy/status/1186293477).
    Em contrapartida como plataforma de comunicação, especialmente de relacionamento o cenário já é outro – pena que precisou uma crise para vivermos isso.

  • Tiago Moralles disse:

    ISA, infelizmente não é só com a crise que a evolução se faz presente, uma grande guerra também foi necessária para que os ideais humanóides atingissem níveis elevados, os quais geraram mais problemas para enfim, uma segunda grande guerra ser despertada.

    Só espero que essa crise não gere mais problemas como aqueles.

    André, e o pior é que não é só no meio da comunicação que as coisas estão ficando feia.

    Quem sabe a web não venha mais uma vez salvar as esperanças e anseios da sociedade. Torceremos.

  • Galo disse:

    Isso sem contar que o meio digital é mais barato que as mídias ditas “tradicionais”.

  • iasnara disse:

    Tiago, as estratégias bélicas sempre colaboraram para a comunicação (vice e versa) e assim como os problemas decorrentes das guerras, a atual crise econômica (fruto em parte dos conflitos) tem feito marcas buscarem meios mais viáveis.

  • André Rafanhin (author) disse:

    Exatamente Diego, as empresas estão vendo com outros olhos a migração para o digital justamente por ser mais barato e tão eficiente quanto.

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