The iPad Social Media Massacre
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Era inevitável, mas chegou cedo. Com o lançamento fresquinho do iPad (e sua subsequente decepção) aparece lá no horizonte uma nova bolha esperando para estourar: a queda das mídias sociais as we know it. E o novo/velho brinquedinho de Steve Jobs sintoniza um problema ainda maior: a crescente insatisfação humana. Nada mais nos agrada.
As mídias sociais já estão pagando por isso. O Google Wave recebeu críticas com menos de um ano de existência. O iPad toma pau no berço e o Twitter também não escapa. “Twitter e outros sites de redes sociais têm sofrido pressão do mercado no sentido de mostrarem se são negócios viáveis e rentáveis”, escreveu Michael Arrington no site Techcrunch ano passado.
Tempos atrás (época do ICQ), eu brincava com o departamento de mídia de uma agência dizendo que “os fins justificam os e-mails”. O trocadilho continua valendo para as mídias sociais. Das tantas que existem hoje, apenas aquelas que justificarem a sua existência irão permanecer. Será um massacre que prevê a extinção de 40% a 60% do que existe por aí (apenas uma estimativa). E a serra-elétrica está nas mãos de um consumidor cada vez mais afoito e insatisfeito que em publicidade chamamos de público-alvo ou cliente.
Exigentes como bebês hiperativos, eles se cansam rapidamente do novo, descartam na velocidade da luz a nova-idade que acabou de nascer e ansiosamente dirigem-se à próxima vibe, de barriga cheia e ainda famintos. Este é o consumidor moderno que decide quem fica e quem já foi. Sim, também somos consumidores e target de alguma empresa e produto, mas como criativos temos que tomar muito cuidado para não entrar na “mente coletiva” e seguir esse rebanho rumo ao abismo da avaliação comum e superficial. É bom ficar (e permanecer) esperto.
Criticar com qualidade é um serviço útil para todos que ajuda a economizar recursos, tempo e dinheiro. Mas o criativo de hoje deve ter o cuidado de olhar a multidão com certa distância porque todo o mundo e o mundo inteiro decidiu que tem uma opinião para dar. Já imaginou toda essa gente nas suas costas na hora de criar uma campanha? Já imaginou se o iPad fosse lançado antes do iPhone? Pois é.
Portanto, mantenha o bom senso. Se na hora do jogo todo torcedor vira juiz, eu prefiro é jogar bola. Até a próxima partida, galera.
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Marcos Oliveira, 40, é redator publicitário e casado com a Arte (porque amante já tem muito). Não acredita em corretor ortográfico e detesta acordar cedo para descobrir depois que a reunião de briefing foi cancelada. Seu blog de variedades possui apenas um seguidor: ele mesmo e suas duplas personalidades. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quartas-feiras.
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Marcos Oliveira, 40, é redator publicitário e casado com a Arte (porque amante já tem muito). Não acredita em corretor ortográfico e detesta acordar cedo para descobrir depois que a reunião de briefing foi cancelada. Seu blog de variedades possui apenas um seguidor: ele mesmo e suas duplas personalidades. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quartas-feiras. 







No caso do Ipad, a critica é principal a ele é legitima: Não ter multitasking. Um aparelho que promete “revolucionar”a maneira de navegar/interagir/etc que nao se pode se ver um pdf e ouvir musica ao mesmo tempo é risivel. A não ser é claro que esta seja a grande revolução dele… Outra é que nem entrada USB tem, e o preço dele está longe de ser tão barato assim, pois basta se informar dos preços de netbooks e notebooks nos EUA e conferir que tem notebool melhor em especificaçao pelo mesmo preço.
Que vai vender bem, é bem provável. Que é realmente bom, aí não, porque não é. A coisa boa dele mesmo é o marketing.
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Lançamento muito precipitado por parte da Apple, faltou desenvolvimento. E o Google vai se aproveitar dessas falhas para vender seu tablet, com todas as funções do iPad e mais um pouco.
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@MicheleBotan The iPad Social Media Massacre http://tinyurl.com/ycr8fyh
Gostei do artigo apesar de discordar em alguns pontos.
Em relação ao iPad creio que a Apple tentando repetir o sucesso do primeiro iPhone lançou o produto rápido de mais. Veja bem, sempre que uma empresa lança um produto, o seu sucesso está atrelado à tecnologia empregada nele, neste caso não há nenhuma tecnologia nova no iPad, somente o tamanho da tela o diferencia de um iPhone, é uma vantagem, mas nada justificaria ter os dois produtos, ou ter o iPad e ficar sem um celular. Para fazer sentido o produto deveria apresentar melhorias em relação ao seu irmão mais velho que o diferenciasse e realmente criasse uma nova classe de produtos, conforme afirmou o Steve Jobs.
Outro ponto que discordo neste artigo é em relação à morte prematura das redes sociais. Óbviamente algumas redes vão surgir e vão morrer na mesma velocidade, porém outras não. Veja por exemplo o Youtube, tempos atrás sua morte foi decretada pelos pessimistas de plantão. O Google comprou e já vem implementando algumas formas de lucrar com o produto. Pode talvez levar tempo para que o site de pague, claro que sim! Mas é uma fonte de renda para o Google e, se por ventura, o Google feche o Youtube, outro site concorrente irá tomar seu lugar.
Terceiro ponto, existe uma multidão enorme de pessoas nas nossas costas enquanto criamos campanhas publicitárias, e não estou falando dos diretores de artes, dos atendimentos, nem dos nossos clientes. Estou falando do nosso público-alvo, afinal, se você não criar uma campanha publicitária de qualidade, que satisfaça a necessidade e os desejos do seu público, este vai reclamar e cair em cima e provavelmente você perderá a conta do seu cliente. =D
Bom, é isto, toda opinião é valida.
Abs…
Agradeço o seu tempo para ler e argumentar, Fernando e a oportunidade que você me oferece de aplicar um Plus no artigo:
O ipad e as mídias sociais foram apenas um trampolim retirado da atualidade para destacar a crescente falta de paciência a respeito do progresso tecnológico e seus derivados. Infelizmente a maioria preferiu enxergar o artigo mais como uma defesa do ipad, o que não é o caso.
Como escrevi “este é o consumidor moderno que decide quem fica e quem já foi” fica óbvio também que apenas as mídias que unirem rentabilidade com audiência (caso do YouTube, Twitter e Facebook) irão resistir.
O consumidor, como sua origem já diz, “consome” muitas vezes sem critério ou por modismo. Neste caso, tenho que concordar com Steve Jobs quando ele diz: “As pessoas não sabem que querem detrminado produto até eu lhes mostrar.” Prefiro deixar os indecisos longe da mesa de criação, rs.
Gostei da sua opinião e do seu site. Continue acompanhando os artigos e bem-vindo à Casa do Galo. Abração!
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