Home » agências, institucional, política, vida de publicitario

É, tem que ser agora!

11 Agosto 2008 11 comentáriosescrito por iasnara

lhamas01

Propaganda de Governo sempre teve aquele tom didático, quase aula de reforço. Mas, o cenário vem mudando – ainda bem. A última campanha do Tribunal Superior Eleitoral, assinada pela W/Brasil, mostra como inteligentes e inteligíveis podem ser as estratégias informativas. E mesmo metaforizado o diálogo, a mensagem - “perder uma oportunidade pode fazer você perder muito tempo” - chega limpinha e certeira (veja aqui e aqui).

Das já esperadas e torturantes chamadas para época eleitoral, a agência pegou um gancho pouco explorado ao provocar e fazer o povo “pensar” (abrindo o enlatado e deixando a massa tomar um ar).

Não! Não vou falar de eleições, e sim, de oportunidades. Já dizia meu avôzinho, “boi que acorda cedo beba água limpa”.
A W/ acertou - como sempre, e em se tratando de aproveitar situações, é impossível não traçar paralelos com as caras, ocasiões e resultados de muitos de seus trabalhos com o mote. Certamente com poucas horas de sono - monitorando o mundo, a agência garante pontaria eficiente nos anúncios de ocasião idealizados.

A grande vantagem nesse tipo de publicidade são as mídias espontâneas decorrentes do momento, fenômeno que todo viral sonha ter ao lado. Por isso é preciso agilidade no gatilho, sentido aguçado para ver além e aparecer na hora certa. Os anúncios complementam ou mudam o tom da matéria jornalística, ganhando impulso e pauta com a notícia.

Dependendo do tema, a saturação às vezes é inevitável, muitos tendem a ir junto. Então, o chegar antes é fator determinante. Assim como o causar impacto sem complicação, tomar carona na naturalidade dos fatos, deixar a coisa fluir sem custos extras e aproveitar a repercussão – nisso o consumidor se envolve e o cliente agradece.

Fazendo um adendo: E você, como aproveita o seu “agora”, seu avatar nas redes sociais, seus comentários nos grupos de discussão? Fica esperando alguém te convidar para entrar na roda? Ou se esconde em respostas monossilábicas por temer seus próprios argumentos?

Muitas vezes você não percebe, se distrai por bobeira, perde uma grande chance simplesmente por não prestar atenção num pequeno detalhe, ou por olhar tão cegamente para ele e esquecer todo o resto. Pelo simples fato de não virar pro lado, ver além do umbigo ou até mesmo correr o olho na geral.

Pense. Pense bastante e sempre faça algo depois!

As idéias e opiniões expostas nos artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores, e podem não refletir a opinião da Casa do galo.

Se você gostou deste artigo, assine o RSS feed da Casa do galo. Você também pode receber os artigos por e-mail.

Iasnara Iasnara Amorim, 29, Pré-publicitária e pseudo-contista. Abandonou a Veterinária por amor aos animais. Trocou Administração por Propaganda, numa passagem pelo Marketing quando foi esporada pela Publicidade. Atua na Promoção e Produção de Eventos, transformando figurinhas em metragens e cifrões. Vislumbra um futuro de Planner, por faltar insanidade criativa para a redação. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às segundas-feiras.

iasnara@gmail.com | http://www.ossentidos.blogspot.com


Últimos artigos escritos por iasnara

Artigos relacionados

iasnara já escreveu 9 artigo(s) para a Casa do galo.
Leia as colunas anteriores do(a) iasnara.

Este artigo tem as seguintes tags: , , , , ,

11 comentários »

  • Walter André disse:

    Falou e disse Iasnara!
    Acho que desse vez estamos vendo uma propaganda de verdade, e não um rosto maquiado com palavras ao vento.
    É o que dá quando temos uma agência de porte por detras. Sai algo criativo e vendável.

    Parabéns pelo artigo, show!

    bjo

  • Galo disse:

    É, o Vitinho mandou bem! :P

  • Leonardo Araujo disse:

    É, I, só que nem sempre somos nós mesmos os responsáveis por nossa cegueira. Às vezes, o ambiente é tão hostil que não se vê nada além de 10 cm do nariz. Aí o melhor é ter atitude e sair para olhar além de onde está. Muitas vezes sacrificando até mesmo um momento, para tentar ir atrás do novo. É preciso mais que estar atento às oportunidades, é preciso se mover em busca delas.

    Bjs

  • Tom Queiroz disse:

    Iasnara, sinto em não concordar contigo desta vez. rs.
    Achei o comercial sem ritmo, mas realmente pode levar ao eleitor a pensar bem antes de apertar os botões na urna eletrônica. Beijos

  • haphelson disse:

    verdadeiramente a campanha e esclareçedora , mas acabamos esquecendo que num ambito geral o povo tem problemas de escolah e de memoria
    VC lembra em quem votou na última eleição? lembra e na penultima
    , tambem não …
    ias vcpode ate lembrar mas o fato e que o povo ta no ferro e no cabresto a muito tempo .
    ainda bem que estão tentando ao menos conscientizar o povo com campanhas mais contundentes …]
    bjos e valeu
    haphelson musico ,historiador e andarilho

  • Iasnara disse:

    W.A.
    logo-logo chegaremos lá. obrigadasempre! abração!

    Diego
    é o tal DNA dos Olivetto’s. ;)

    Leonardo
    “um passo à frente, e vc não está mais no mesmo lugar”, não é verdade? bjo.

    Tom
    não concorde comigo, por favor! me ajude a pensar. será que a passagem de tempo, mais de filme europeu do que norte-americano, não é o que leva à reflexão? e se levar o eleitor a pensar não alcançou o objetivo? beijokas.

    Haphelson
    meu nobre filósofo, até lembro de alguns. e realmente, com a maioria vivendo “no ferro e no cabresto”, sobra pouco tempo pra pensar, mas, ficar na apatia não dá em nada. Então pau na máquina que o Brasil é nosso.

  • André Rafanhin disse:

    O comercial atingiu o objetivo? Acredito que sim. O Problema, na minha opinião, é que o público atingido e instigado a pensar não é aquele que elege o candidato, mas apenas uma pequena parte dele.

  • Galo disse:

    André, será mesmo?
    Não tenho as estatísticas aqui agora, mas imagino que a TV esteja em quase 100% dos lares.

  • Pam pam disse:

    Parabéns,

    o artigo foi “gostoso” de ler rs…

  • Iasnara disse:

    André
    a W/ apostou em uma linguagem pouco usual para as massas.
    Como disse o Tom, falta ritmo. Mas, a mensagem é simples
    e direta, e o meio o mais popular (bem lembrado Galo).
    Será que o povo tem assim tanta preguiça de pensar?
    Podemos/Devemos instigar isso?

    Não creio que aprovaram a peça mais pela emoção, como eu,
    que gostei também dos silêncios, ruídos e cores dela.

    bjo.

  • Iasnara disse:

    Pam-Pam!
    A CASA é cheia de coisas gostosas de ler.
    Volta mais, tá?! bjus.

Deixe seu comentário!

Adicione seu comentário abaixo ou faça um trackback diretamente de seu site. Você pode também pode acompanhar os comentários deste artigo via RSS.

Você pode usar as seguintes tags:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Esse blog utiliza o sistema Gravatar. Caso sua foto não esteja aparecendo em seu comentário, registre-se.

*
To prove you're a person (not a spam script), type the security word shown in the picture. Click on the picture to hear an audio file of the word.
Click to hear an audio file of the anti-spam word