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Só vou ADD se você realmente existir

23 julho 2009 8 comentários escrito por patrick

perfil fake thumb Só vou ADD se você realmente existir

Observem. Quando sair uma nova campanha, não importa a mídia, e essa campanha tem um personagem, existe uma força desconhecida e maior que a força do bom senso em “colocar” esse personagem online. O personagem pode ser qualquer coisa, uma pessoa, um macaco ou uma pedra com dois olhos, que ele já tem aval para existir na sua ferramenta social favorita.

De repente, aquele simpático (ou não) personagem tem seu próprio Twitter, Blog, Facebook, conta no Last.Fm, Flirck, LinkedIn e quem sabe até Orkut. E com isso, chego aquela pergunta que faz tremer alguns leitores. Para que tudo isso?

Sem hesitar, vem a resposta padrão. “Tudo faz parte do conceito da campanha, é uma forma de humanizar o personagem apresentado, criando um ponto de contato entre o anunciante e o consumidor. O uso dessas ferramentas online chama a atenção de mais consumidores.” Escolha sua melhor desculpa e coloque nesse parágrafo.

Mas antes de sair atirando pedras, vou considerar por alguns momentos que a ideia de colocar o personagem no mundo online é uma boa estratégia. Feito isso, vêm uma avalanche de momentos de falta de verossimilhança. O personagem não existe, mas tem que manter todos seus profiles atualizados e interessantes. Nós, pobres mortais, não conseguimos atualizar nem os nossos profiles, então imaginem um personagem de uma campanha.

No fim, alguém (provavelmente o esforçado estagiário), fica responsável por atualizar “essas coisas de internet”.  Essa pessoa passa por um processo de dupla personalidade para manter o personagem vivo. Quando vamos ver, nos resta um profile que fica atualizado por no máximo três meses, morrendo antes que a própria campanha. Chega ao fim nosso querido (ou não) personagem, que morre sem fazer um amigo. Ops, errei, ele faz amigos sim, o contratante e contrato são os únicos amigos desse personagem.

Será que ficar criando profiles para personagens de campanhas é uma solução inteligente? Tenho receio que o esforço é muito grande para um resultado medíocre, e que não vai fazer o produto vender mais ou atingir mais pessoas.

E se essa mania continuar vamos ter um cemitério de personagens. Um mar de pessoas que só existiram por um breve momento, que não tinham nada para falar, a não ser encher nossa vida de links desnecessários, SPAMs e piadinhas sem graças.

Quero ver se alguém aqui da Casa compra um produto só porque apareceu um novo “amiguinho comercial” no Twitter, Facebook ou Orkut.

As ideias e opiniões expostas nos artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores, e podem não refletir a opinião da Casa do galo.

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Patrick Só vou ADD se você realmente existir Patrick Estrabom, 25, Co-fundador e sócio da It’s Digital, uma consultoria e produtora digital e uma das cabeças por trás do Que Tal Isso?, blog relacionado a criatividade e inovação. Escreve para a Casa do galo na esperança de um dia dar um autógrafo na rua.

patrick@itsdigital.com.br | http://www.itsdigital.com.br/


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8 comentários »

  • Iasnara disse:

    bOa, Patrick!
    “miguchos” que juram relevância é tedioso.

  • Tiago Moralles disse:

    Nem fu.

  • Fique por dentro Animal » Blog Archive » CASA DO GALO – O animal da publicidade. » Blog Archive » Só vou … disse:

    [...] · Auto-Ajuda e Desenvolvimento Humano · Ciências Biológicas e Naturais … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]

  • Cyntia Bravo disse:

    Tadinhos dos bichinhos!rsrsrs
    Pensando assim, faz sentido. Mas achoq ue quando eles são bem elaborados e além de tudo criam uma relação consistente com o consumidor, a ideia se torna válida. COmo você disse, o medo é termos vários personagens bonitinos em uma vala de falta de criatividade.
    Que os estagiários tenham liberdade para criar JÁ! rsrsrs
    xD

  • Fique por dentro Animal » Blog Archive » CASA DO GALO – O animal da publicidade. » Blog Archive » Só vou … disse:

    [...] e maior que a força do bom senso em “colocar” esse personagem online. … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]

  • Fernando Luz disse:

    Se a gente começasse a tratar internet como mídia de gente grande, quem sabe.

    Um “bichinho virtual” é tão útil quanto um filme de 30 segundos, só que mais barato.

    E, se formos combinar que ninguém compra um produto por causa de um filmezinho de 30 segundos… profissão sem vergonha essa nossa, héin?

  • Patrick disse:

    Olá pessoal!

    Iasnara, tudo bem?
    Tedioso é pouco. Poderia falar outras palavras, mas quero manter o puritanismo (?) da Casa. Haha!
    Bjs e valeu pela visita!

    Fala Thiago!
    Nem fu? Olha não entendi, vc é contra ou a favor? Bom, mesmo assim, o louco meu, fica o recado da galeraaa! (Imagine o Faustão falando isso!)
    Abraços!

    Olá Cyntia!
    Isso eu sou a favor! Mas fico chateado que possam dar uma falsa ilusão de trabalho grandioso ficar atualizando profile e respondendo pergunta mala… Hehe! Mas espero que os estags criem, e sempre!
    Bjos!

    Fala Fernando, blz?
    Cara, eu acho que a relevância desse personagem no mundo da “nuvem” é muito pequena. E prefiro muito mais gastar a energia em um filme de 30 segundos bem feito do que ficar atualizando profile de gente que não existe!
    Abraços e até!

  • Fique por dentro Animal » Blog Archive » CASA DO GALO – O animal da publicidade. » Blog Archive » Só vou … disse:

    [...] esse personagem online. … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...] … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]

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