Seu voto é secreto. Sua marca não precisa ser
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Domingo é dia de escolher o prefeito e os vereadores da sua cidade. Aqui isso não interessa nem um pouco, a não ser que…
Este artigo simplesmente jogará uma idéia que, para conhecedores da legislação eleitoral, pode terminar nas primeiras linhas. Eu nem imagino se o que vou expor é viável ou não. Porém, como exercício de estratégia publicitária, pode resultar em algo surpreendente. Tenho esta idéia engatinhada há algum tempo, mas resolvi compartilhar com os leitores da Casa só hoje, às vésperas das eleições, num misto de oportunidade com malvadeza. Para os mais acostumados e antenados, o próprio título do artigo já é revelador. Chega de drama, vamos em frente.
Muitas vezes motivo de risadas seguidas de indignação, um brief pedindo ações que contemplem o público masculino e feminino acima dos 16 anos até o sem-fim é de levantar os cabelos de qualquer planejador ou criativo.
Como vou conversar com públicos tão diferentes numa mesma linguagem?
Que tipo de approach devo ter para conquistar pessoas tão diferentes?
Geralmente a solução é encontrar um posicionamento comum e entregá-lo de maneiras diferentes para cada grupo mais ou menos pré-determinado, de acordo com características comuns.
Pois eu digo que há uma oportunidade assustadoramente positiva para um caso desses. E ela se chama Eleições.
Posso estar extremamente enganado, mas nunca vi nem nunca fiquei sabendo de uma marca que se aproveitasse da situação eleitoral para se promover. E até onde sei, o que é proibido às portas dos colégios eleitorais são propagandas boca-de-urna, visando conquistar votos dos eleitores para determinados candidatos. Mas desconheço qualquer restrição à promoção de uma marca e seu(s) produto(s).
Foi assim que várias ações, desde as mais simples às mais absurdas, começaram a pipocar na minha cabeça. E de maneira geral, qualquer marca que queira aproveitar a situação para se promover está com o campo livre para conduzir a bola como quiser, agradar o estádio todo e marcar um gol de placa.
Marcas grandes, marcas menores, é tudo uma questão de adequação e de encontrar a melhor forma de conversar com as pessoas durante um dia considerado “morto” e chato pela maioria. Nada é tão propício para atrair a atenção de um grupo do que um cenário como este.
O público está todo ali, todo diversificado mas reunido num só lugar, e o melhor para nós, estrategistas: com uma idéia negativa do momento. Saí de casa num domingão, meu dia de descanso, fui “obrigado” a vir até aqui apertar algumas vezes alguns botões, dar meia-volta e ir pra casa. Que saco!
Essa é a hora de tirarmos as cartas da urna e conquistar os votos para uma marca.
Em tempo: e você? Este artigo inspirou alguma idéia de ação para uma marca específica? Divida com a Casa.
Em tempo 2: já viu alguma ação deste tipo, com a marca se aproveitando do movimento nos colégios eleitorais para se promover? Conte pra gente.
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Claudinei Junior, 25, é publicitário para viver e não vive para publicidade. Na agência Marca-X, trabalha com planejamento e mídia. Coagiu seus ex-professores com métodos nada convencionais e, por isso, também é professor universitário da Faculdade de Comunicação de Pres. Prudente (Facopp/UNOESTE). De quebra, escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às sextas-feiras.
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Claudinei Junior, 25, é publicitário para viver e não vive para publicidade. Na agência Marca-X, trabalha com planejamento e mídia. Coagiu seus ex-professores com métodos nada convencionais e, por isso, também é professor universitário da Faculdade de Comunicação de Pres. Prudente (Facopp/UNOESTE). De quebra, escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às sextas-feiras. 









Muito interessante.
Nessas eleições pensei em outra coisa. O tal do leite em pó "amarelinho". Na campanha do Kassab ele diz que esse leite é o melhor, infinitamente superior que o outro. Ou seja, a Nestlé já ganhou uma grana na venda do leite, e agora um puta merchan.
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