Sapatinho de plástico
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Estive pensando, desde a coluna da Azaléia e Dakota, o que a Grendene fez de diferente para se consolidar como uma marca forte em diversas áreas de calçados no Brasil? Conforme já falei, diferentemente da Azaléia que trabalha a marca para consumo do universo feminino, a Grendene se preocupou em estender sua linha de produtos para atender diversos públicos.
Penso que ela seja um caso de não-miopia de marketing. Para quem nunca ouviu falar de Miopia de Marketing, este é um texto do ex-professor de Harvard, Theodore Levitt. Ele fala sobre a incapacidade das empresas de enxergarem suas áreas de atuação. (Clique aqui para fazer o download do texto Miopia em Marketing, em inglês)
E por que não são míopes? Bom, eles surgiram em Farroupilha no ano de 1971, como fábrica de plástico para embalagens e vislumbrando que seu negócio era o plástico e não apenas as embalagens, em 1979, lançaram a 1º Melissa, que de cara ganhou fama nos pés de Sônia Braga na novela Dancing Days. Na década de 80 tiveram seus maiores insights: explorar o mercado de calçados infantis e associar a marca Melissa aos grandes designers e estilistas.
O pensamento que teve início na década de 80 permanece até hoje. A empresa defende e expõe em seu site que a aposta é abusar dos licenciamentos de marcas como Barbie e Hot Wheels, uma vez que estas imagens expõem um apelo emocional e lúdico fortíssimo junto às crianças. Com as mulheres, a fórmula é quase a mesma, a diferença é que a mulher quer ser como a bonitona da propaganda. Ou seja, todo o diferencial das campanhas começa muito antes das criações bacanudas da W/Brasil, vem lá dos primórdios do planejamento, da visão marketeira e empreendedora dos donos da Grendene. Confiram alguns vídeos por aqui.
Para nossa sorte o Relatório Anual 2006 está sendo divulgado nestas semanas. Lá vocês poderão conferir linha do tempo, dados sobre abertura de capital, análise e discussão gerencial, entre outras coisas que apenas demonstram a potência que esta empresa se tornou.
Já questionei o uso de garotos-propaganda e já apoiei o uso deles, desta vez, penso que ele seja o coração de cada campanha da Grendene. Não sei até que ponto isso pode limitar a liberdade de criação, mas que a W/Brasil soube fazer a lição de casa direitinho, isso soube.
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Bruna Rocha, 24, é atendimento da LongPlay360°. Tem um passado meio obscuro na área comercial, onde aprendeu as maravilhas do excel. Seu sonho reprimido é ser redatora, mas nunca tentou fazer um portfólio. Escreve para a Casa do Galo às quintas-feiras.
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A Melissa é da Grendene?!?!?!?!
Tô chocada!!!
Obvio que me lembro que a Melissa no começo era fraquinha e tal, mas, agora eles conseguiram criar uma marca que tem “estilo”!
Fizeram a lição direitinho mesmo. E esse mercado é um baita ninho de cobras.
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