Risque a crise e arrisque
Ter noção do quanto escrever é bastante difícil em se tratando de internet. Não há uma regra, – desculpem-me os jornalistas, pois não sou um – então tomo a liberdade de iniciar algo que não prevê laudas e caracteres. Seguirei sem limites e editarei apenas o que achar que devo.
Introduzi, pois, um artigo que pode tomar vários caminhos. No entanto, tenho um objetivo claro e espero torná-lo mais claro durante o percurso das linhas. E ele nada mais é do que mostrar que riscos são pedras a se lapidar; que medos são obstáculos a se transpor; que idéias são sonhos a se concretizar.
Partiremos da crise:
Em uma das concepções que o Dicionário Houaiss propõe, crise é “estado de incerteza, vacilação ou declínio”. E o mundo corporativo começou 2009 brincando com a palavra crise. Confesso que não me intimidei. Li um texto do Cris Dias e não quis mais ouvir sobre o assunto. Ele fez questão de dizer o que penso. E ponto.
Enfrento crises todos os dias. Pessoais, não. Profissionais. Porque tenho que encontrar soluções num ambiente de “crise”. E consigo. Aliás, para nós publicitários, crises já trazem em sua primeira sílaba um radical intrínseco à profissão: CRI-atividade. Precisamos de desafios. Desejamos desafios.
Adoramos a idéia de nos tornarmos anunciantes dia-a-dia. Assim como os anunciantes amam a idéia de terem idéias dia-a-dia. A “briga” é essa: publicitários-administradores, que tornarão a empresa a última bolacha do pacote vs. anunciantes que acordam com idéias irrefutáveis de como tornar o “marketing” mais criativo. E nos entendemos nessa odisséia.
Afinal, nada de novo. E aí consigo mostrar meu propósito: o risco.
Arriscar é “aventurar-se”. E quem não tem apreço por aventura? Você não tem? Então trabalhe com ciências exatas, meu amigo; aliás, trabalhe com ciências exatas e previsíveis. Porque arriscar é brincar de ser feliz. Você nunca se arrisca e conquista frustração, pois está nadando no mar de imprevisibilidade. Imprevisibilidade não traz expectativas concretas, mas esperanças que dependem de esforços conjuntos.
Agora vamos arriscar a pensar que, ao enfrentarmos uma crise juntos, anunciantes e agências, qual resultado teríamos?
Se você ficou sem resposta, seu espírito já começa a se preparar para o sucesso e para passar incólume pela fase difícil. Porque assumir um risco sozinho é sacrifício. Mas assumir um risco de mãos dadas é inovação.
E é isso o que sabemos fazer. Desde que sejamos melhores do que o risco; desde que sejamos imprevisíveis.
***
E, aos que pararam no primeiro parágrafo achando que este seria um artigo imenso, fica a sugestão: arrisque até o fim; a resposta pode estar mais perto do que você imagina.
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Claudinei Junior, 25, é publicitário para viver e não vive para publicidade. Na agência Marca-X, trabalha com planejamento e mídia. Coagiu seus ex-professores com métodos nada convencionais e, por isso, também é professor universitário da Faculdade de Comunicação de Pres. Prudente (Facopp/UNOESTE). De quebra, escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às sextas-feiras.
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