Repete com o tio: A P-R-O-P-A-G-A-N-D-A M-O-R-R-E-U
Quando o grande Oliviero Toscani usou a frase acima, dizendo que a publicidade era um cadáver que nos sorri, ele não a usou no contexto em que eu, descaradamente, uso aqui. Ele estava sendo irônico. Eu não.
A propaganda do jeito que era feita há uns anos atrás, e da maneira que muitas agências ainda fazem, morreu. E só falta enterrar. E antes que digam por aí que eu ouvi o Leão rugir e não sei onde, eu vou esclarecer. O consumidor, com a internet, está se tornando cada vez menos passivo e tem cada vez menos paciência pra masturbação de ego de publicitário no meio da revista dele, ou atrapalhando o filme. Hoje em dia, só quem gosta de propaganda é publicitário. Ponto.
Mas porque a resistência em migrar pra um novo formato de propaganda? Primeiro: as agências não estão prontas. Não sabem como vão cobrar, se vai dar certo, e muito menos o que fazer. Segundo: a mídia tradicional não acha nada simpática a idéia de ter seus duzentos mil reais de página dupla investidos em ações de guerrilha, campanhas online ou em mídias diferenciadas. Terceiro: o cliente ainda não acredita na internet. Em parte por culpa dele mesmo, em parte por culpa da própria internet. Vou contar uma historinha que vai passar por todos esses motivos.
Ano passado a Talent fez uma campanha pro Estadão brincando com a má qualidade de algumas coisas na internet. Eu entendi como uma brincadeira, mas o resto dos blogueiros não. Eu defendia a Talent, defendia o Estadão, até o dia que vi o vídeo de um debate com o João Livi, Diretor de Criação da Talent. No debate, como vocês vão poder ver, ele fala que “não tinha muitas referências de blogs no Brasil que eu faça questão de ler”. Ou seja, ele não faz questão de ler os articulistas do próprio Estadão, do Globo, da Folha, não lê o pessoal que fazia o Nominimo nem nenhum outro blogue. Se ele não acredita em blogs, ele confia mais seus duzentos mil em uma página dupla na Veja do que em uma campanha online. Vamos aos dados então.
Segundo uma pesquisa do Ibope em parceria com a NetRatings, o tempo que o internauta passa em comunidades em geral, blogues ou sites de relacionamento, é 10.000% (DEZ MIL POR CENTO) maior do que o tempo que ele gasta em um site de uma montadora de veículos. Ainda segundo a campanha se as montadoras fizessem uma campanha para seus veículos em seu site, falaria com 2 milhões de pessoas duplicadas em um mês. Mas se os membros de uma rede social como o Orkut, por exemplo, ou o FaceBook repercutissem a mesma campanha dentro das próprias redes, eles falariam com UM BILHÃO de pessoas duplicadas. Só 500 vezes mais, ou 49.900% mais impacto. Ainda não se convenceu? Tem mais. Segundo o Ibope, 94% dos usuários que frequentam sites de montadoras são membros de alguma comunidade online. Mas os membros de comunidades que visitam sites de montadoras são só 8%.
Mas a Talent, por exemplo, parece acreditar mais na página da Veja do que, por exemplo, em uma campanha online em blogues e em redes sociais. E como se isso não fosse o bastante, a Talent veiculou semana passa no Meio e Mensagem um anúncio com o título ‘um menino da quinta série sabe mais de interatividade do que você’. Vocês quem, cara-pálida? Bom, se esse menino entender a importância dos blogues e das redes sociais, vai saber muito mais de interatividade do que muito diretor de criação por aí. Mas esse ’sabe mais do que você’ foi pra quem? Para os profissionais de propaganda que ainda não entenderam a importância da internet na aproximação das marcas com o cliente? Para os profissionais e para as agências que ainda acham que blogue só fala de fofoca e que rede social só tem adolescente? E como se não bastasse, o anúncio fala que o site da Talent é pra quem quer se informar ou se divertir. Bom, copiando descaradamente a aposta do G. Fortes, lá no Blog de Guerrilha , pago um cachorro quente na Central pra quem se divertir ou se informar no www.talent.com.br. Não to falando mal, o site é bacana, mas é estranho uma agência cujo diretor de criação afirma não ler blogues querer dar aula de interatividade no seu site. Interatividade de que, cara pálida?
Bom, é isso. Se você conseguiu ler isso tudo pode voltar semana que vem que tem mais. Eu vou falar sempre dos novos modelos de propaganda e publicidade, das novas mídias, da internet, das redes sociais, enfim, desse bebezinho que vai substituir a propaganda que conhecemos hoje quando resolverem jogar a derradeira pá de cal.
As ideias e opiniões expostas nos artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores, e podem não refletir a opinião da Casa do galo.
Se você gostou deste artigo, assine o RSS feed da Casa do galo. Você também pode receber os artigos por e-mail.
Leonardo Luz, 29, é redator, cronista, roteirista, especialista em marketing digital e tricolor carioca. Já trabalhou em rádio, em agência tradicional, no Videolog.tv, e atualmente trabalha na Simples Estúdio, no Rio, na área de marketing digital. Escreve para a Casa do galo semanalmente, às segundas-feiras.
leoalcoforado@gmail.com | http://cronicastricolores.wordpress.com/
Últimos artigos escritos por Leonardo Luz
- Como a Olimpíada de 2016 pode decretar a morte do mercado carioca
- Quer ganhar dinheiro com internet? Pergunte-se como
- Sites não são só uma vitrine. São a porta de entrada
Leonardo Luz já escreveu 4
artigo(s) para a Casa do galo.
Leia as colunas anteriores do(a) Leonardo Luz.
Este artigo tem as seguintes tags: agencia, blog, Criação, digital, estadao, fortes, guerrilha, joao, livi, midia, online, polêmica, propaganda, publicidade, redes, sociais, talent

Leonardo Luz, 29, é redator, cronista, roteirista, especialista em marketing digital e tricolor carioca. Já trabalhou em rádio, em agência tradicional, no Videolog.tv, e atualmente trabalha na 







Já foi tarde.
[Responder]
Concordo com vc meu velho, mas as múmias das propaganda estão agarradas ao antigo modelo e muita grana ainda há de ser jogada fora em modelos de comunicação “papai-mamãe”.
[Responder]
É um site de agência ou um showroom de móveis? fala sério.
[Responder]
Ótimo artigo.
A propaganda está mudando, uma revolução acontece a cada dia.
Alguns publicitários enfiam suas cabeças em algum buraco e fingem que nada está acontecendo.
Outros tentam realizar algumas pequenas mudanças, mas não querem perder suas regalias.
E um pequeno grupo sugere mudanças. Como pioneiros, as vezes, são tratados como revolucionários, chatos….
Parabéns e espero os próximos.
[Responder]
Leonardo, é o seguite:
1) Que a propaganda mudou isso não resta dúvida, pois historicamente “mudar” é do cerne da comunicação já que ela não só acompanha como promove certas mudanças.
2) Que as grandes agências são viciadas na publicidade tradicional e não conseguem largar o osso, também é verdade.
3) Que as redes sociais não podem ser ignoradas, nem se fala.
Pois bem, agora vem alguns raciocínios:
1) A propaganda tradicional está falida não pela ascensão da internet, mas pela falta de criatividade de diretores de criação, redatores e outros doutos no assunto. Um exemplo disso, no Brasil, é que já não somos mais os querindinhos da publicidade no mundo. E na boa, as campanhas atuais estão muito ruins (online ou offline), não é o consumidor que ficou mais inteligente.
2) As agências tradicionais têm resistência em entrar na publicidade online porque têm dificuldade em entendê-la. No entanto, até as agências digitais também têm essa dificuldade. Porque, pelo menos pra mim, “AdWords/AdSense”, é a maior falência da propaganda. Os links patrocinados são a maior falta de criatividade que existe, puro conceito Amway. O que resta uma landing page ou hotsite legal?
3) Toda rede social que abrir para Ads vai perder o glamour. Foi assim com o Orkut, YouTube, MySpace… e com o Twitter, se mandar link patrocinado lá, não vai ser diferente. A rede social apenas complementa e facilita o trabalho de quem sempre atuou em “rede”, o resto é blá-blá-blá. Ou seja, não é a solução do mundo.
Não se esqueça: primeiro questione a net também; em segundo, pode ter certeza que o futuro será cada vez mais um mix de canais.
[Responder]
A propaganda tradicional como conhecemos de verdade já se foi, acabou. Chegou uma nova era de possibilidades na criação de mensagens impactantes, criativas e de extrema relevância ao consumidor.
O problema maior como disse o Leonardo acima, é a questão da falta de criatividade dos profissionais das agências, que parecem demonstrar mais preocupação com os prêmios em festivais do que realmente atingir os objetivos propostos pelo briefing e perpetuar seu nome como um criativo de verdade. Um exemplo é a vibe de profissionais do meio sobre Cannnes (nada contra, mas às vezes, passa de um certo limite).
Que me desculpem os saudosistas, mas as agências devem estar na vanguarda da comunicação, entendendo qualquer tipo e nova possibilidade de comunicação e, explorar da melhor forma, adequando a mensagem ao público-alvo proposto.
Quanto os profissionais que não querem largar o trivial, o mercado se encarregará de extinguí-los. Não na questão do dinheiro, mas na questão da oportunidade.
[Responder]
Da parte dos anunciantes é bom acrescentar que muitos estão com receio de serem apedrejados quando em redes sociais e blogs.
Antes de se lançar em redes sociais a empresa precisa de “equidade”. De nada adianta demitir 10 mil funcionários, despejar uma “porrada” de resíduos tóxicos em rios e depois tentar fazer campanha redes sociais, vão apanhar na certa. De nada adianta tratar mal os clientes (lembrando que as empresas também precisam aprender a fazer sac.).
Também acredito no fim da propaganda como a conhecemos, mas creio que agências e anunciantes estão como cego em tiroteio.
[Responder]
Leo, cara, curti pacas o artigo.
Não generalizemos, mas que a propaganda e sua expressão arcaica de se manifestar, está com os dias já mais do que contados, não tenha dúvidas.
Abraços.
[Responder]
A propaganda tradicional está falída, não é apenas pela internet ou pela falta de criatividade dos publicitários.
A verdade é que o público agora tem diversos meios para entretenimento ou buscar conteúdo.
Ele não precisa ficar preso a TV e suas propagandas que, “tirando publicitário tradicional”, ninguém gosta.
Ela está falída, pois usa o conceito de “jogo uma mensagem para a multidão faminta comer”.
Hoje a multidão não está mais tão faminta, na verdade ela está empanturrada de mensagens e o conceito tradicional irá morrer.
Vou usar um termo chulo, peço desculpas, mas ilustra bem este momento:
Você sabe por que o publicitário tradicional era o cara e tinha o ego tão inflado?
Por que o publicitário era a enfermeira gostosa que te dava carinho, quando você estava levando aquela injeção bem dolorida, que é a “propaganda tradicional”.
Ele é aquele ketchup que engana o gosto do sanduíche vencido (propaganda tradicional) que te obrigaram a comer.
Hoje, o cliente não precisa levar injeção, nem comer sanduíche passado para absorver conteúdo. Por isto não precisamos mais “destes publicitários”.
A função daqui para frente do publicitário não é enganar o cliente para ele tomar a injeção, mas oferecer um remédio doce, com gosto de morango e efeito rápido.
Ou ainda oferecer um sanduíche classe A, só com produtos selecionados, que tenha o ketchup apenas para realçar.
[Responder]
Leo Luz, maravilha de artigo. Um texto iluminado
Interessante também é o que tá rolando de propaganda negativa nas
redes e partindo dos usuários (talvez até de concorrentes camuflados).
Tipo, no Twitter o profile @clarofail, @vivofail, entre outros, ganha muitos seguidores por segundo – detalhe, “evangelistas”.
Num investimento digamos assim, “sem preço”, mas de proporções imensuráveis.
[Responder]
O X da questão não é nem abolir as mídias tradicionais, mas saber que propaganda não é só isso. Mídia digital sozinha não faz chuva, mas com uma comunicação integrada (online e offline), pode-se fazer uma enchente.
[Responder]
O X da questão não é nem abolir as mídias tradicionais, mas saber que propaganda não é só isso. Mídia digital sozinha não faz chuva, mas com uma comunicação integrada (online e offline), pode-se fazer uma enchente.
Ah, bacana o texto. Muito bom.
[Responder]
Abolir bão, de jeito nenhum. Só adaptar. E mesmo assim já tá difícil…
[Responder]
Perdão pelo uso errado da palavra. Em momento algum você falou isso, eu que me expressei mal. Mas, como você falou “mesmo assim já tá difícil”.
Pra abrir a cabeça dos clientes, as agências precisam, antes de tudo, abrir as suas.
[Responder]
Eu bem que tentei, mas não consegui me divertir no site.
Esse cachorro-quente vai ficar pra uma próxima.
[Responder]
Adorei o texto. Aguça a reflexão das pessoas.
Comu muitos disseram, não acho que a propaganda tradicional esteja decadente. O que já caiu na mesmice é a fórmula que às agências utilizam para atrair a atenção dos consumidores.
A criatividade é a base de tudo. Seja em uma campanha online, seja em uma página dupla na Veja, seja em um blog, seja em um viral, e por aí vai.
Para mim o maior desafio da propaganda é estar no lugar certo, na hora certa e com a mensagem certa, para o público certo.
Cada “case” é um “case”. Tudo é adaptável.
E ainda bem que existem e continuam a surgir alternativas que se encaixem exatamente com o que nós precisamos.
E se mesmo assim, você não achar um formato para a sua campanha, não tem problema.
Você é livre para criar o formato que quiser!
Let’s think outside of the box!
[Responder]
Primeiramente quero agradecer à CASA DO GALO pela oportunidade que oferece ao cidadão seja ele publicitário ou não, de comentar os artigos publicados pelos colunistas. Quero deixar claro que não há a mínima intenção de minha parte em polemizar, desrespeitar e muito menos agredir verbalmente o autor deste artigo. Apenas pretendo ser respeitado no meu ponto de vista quanto ao que o mesmo escreveu assim como respeito sua visão sobre o assunto. Tenho, no entanto, o direito de discordar e argumentar sobre isso. Informo também que omeu comentário foi feito basicamente “parágrafo a parágrafo” em cima do escrito pelo autor. Qualquer dúvida, basta consultar o texto do mesmo.
Creio que o autor deva ter se expressado mal quando disse que “a propaganda do jeito que era feita há uns anos atrás, e da maneira que muitas agências ainda fazem, morreu.” (sic)
A boa propaganda não morrerá nunca. Estará sempre “vivinha da silva” na mente do consumidor e o leão ruge sempre de alegria pra quem vai premiar. Com trinta anos de propaganda em agência simultaneamente a 17 entre sala de aula, coordenação acadêmica, direção de agência modelo de universidade e muitos painéis, fóruns de debate, seminários e congressos idealizados, supervisionados e realizados penso que tenho embasamento profissional o suficiente para emitir uma opinião sobre esse assunto.
Durante todos os anos em que atuo na profissão nunca me foi dita nenhuma frase ou algo que se possa parecer com “o consumidor está cada vez menos passivo e tem cada vez menos paciência para masturbação de ego de publicitário.” Digo igualmente que não vou concordar nunca com uma afirmação assim uma vez que o consumidor contemporâneo é que está tendo mais informações sobre criativos, agências, produções (making of) e sobre todo o processo que envolve uma campanha publicitária. Isso ocorre a partir da veiculação (há alguns poucos anos) de programas nas TVs abertas e por assinatura, brasileiras e estrangeiras, sobre o tema. Portanto, hoje, opinam mais e conhecem mais sobre propaganda. Em boa parte a internet ajudou e ajuda muitíssimo a propaganda de produtos, serviços e idéias. E sempre ajudará. A questão é: quem faz os planejamentos estratégicos? Quem é o responsável pela criação das peças? O profissional de propaganda, é claro. Se este não for criativo, não estudar e não planejar nem programar como deve, não vai adiantar nada. O problema não é o veículo nem o consumidor, mas sim, o planejamento, a adequação e a criatividade.
Internet, TV, rádio, seja o que for a campanha deve ser veiculada na mídia correta, para o público adequado, com a mensagem que ele espera ouvir e na sua linguagem. Ah! Outra coisa: se hoje em dia o público, o consumidor, por assim dizer, ficou mais inteligente, informado e seletivo é claro que gosta de propaganda, sim. A boa propaganda. Da mesma forma que publicitário gosta.
Primeiro: Neste ponto concordo com o autor. Há uma certa resistência, sim, de algumas agências a migrar para a internet (nesse ponto eu prefiro o termo ‘utilizar também’) por não estarem prontas (ipsis literis) e nem saberem como irão cobrar seus honorários para esta plataforma.
Segundo: A mídia impressa não tem que achar ou deixar de achar coisíssima nenhuma. Se há uma programação para ela, tudo bem, se não há é porque o mídia percebeu que outros meios seriam mais eficazes e pronto. Não há BV que vá mudar isto, apenas e tão somente porque se não houver o resultado obtido pelo uso do veículo escolhido quem “samba, literalmente” é o mídia, uma vez que a conta vai migrar (aqui, sim, o uso da palavra procede) para outra agência, rapidinho.
Terceiro: O cliente acredita no que dá retorno a ele. Aos seus produtos, serviços ou idéias que divulgou através de contrato com uma agência.
Articulistas não necessariamente têm que refletir a opinião popular sobre um produto, serviço ou idéia anunciado em uma campanha publicitária. Além disso, creio que cada um deva ter o livre arbítrio para escolher suas leituras e não é sua dedicação à leitura de artigos de articulistas que contribuirá para o aumento de seu potencial criativo.
O diretor da TALENT disse que não tinha “referências” de blogs que “ele” fizesse questão de ler. Gosto pessoal dele, pura e tão somente. Não citou nenhum blog que falasse de maneira amadora ou mesmo “correta” sobre publicidade, que ele gostasse ou não gostasse de ler.
Que eu saiba nada justificaria o sujeito dedicar tanto tempo assim a um site de montadora. Além disso, existe a “segmentação de mercado” e até mesmo a “fragmentação de mercado”, cada vez mais respeitadas e por consequência cada vez mais utilizadas atualmente. Há casos e casos e “pulverizar” está cada vez mais descartado hoje em dia. Quem sabe os “duzentos mil” investidos em página dupla da Veja proporcionarão melhor resultado ao cliente por falar diretamente com o público que lhe interesse?
Frequentar sites de montadoras não significa necessariamente ser o target com o qual o anunciante necessita falar e/ou interagir. É necessário, antes de julgar ou mesmo rotular, analisar e verificar se é a plataforma adequada.
Creio que uma vez mais o Leonardo deva ter se equivocado quanto à mensagem no anúncio da TALENT uma vez que a intenção provavelmente foi a de chamar à atenção o leitor do anúncio, como podemos observar em tantos outros títulos tais como os exemplos que coloco para meramente ilustrar este comentário: “Você é burro, é?” ou “Que cara feia, hein?” ou ainda “Vá tomar banho.”
O título, deva-se entender, não teve a intenção de agredir a ninguém em particular e nem direta ou indiretamente. Até porque um título tem como função despertar o interesse do leitor para o anúncio em si e será devidamente respondido, esclarecido, com um texto e/ou uma foto e/ou ilustração que responderá a ele, conforme disse acima. Tenho absoluta certeza que o Leonardo concordará comigo por ser um redator e ter amplo conhecimento de causa sobre isso, um dos princípios básicos da redação publicitária. Não se ofenda por isso Leonardo, não foi nada pessoal e muito menos direcionado a alguém especificamente. Me refiro ao título do anúncio da TALENT.
Quanto ao texto, conforme expliquei logo acima, complementa o título e esclarece o leitor sobre a importância da interatividade e como as crianças de hoje são precoces em seus raciocínios (até por uma evolução natural da espécie) por terem a vantagem de já nascerem podendo contar com um meio de comunicação e um instrumento de informação e aquisição de cultura como é a internet.
No seguimento do comentário tenho certeza que nem agências e muito menos profissionais de agências acham que “blogue só fala de fofoca e que rede social só tem adolescente” (sic). Sabe por quê? Porque todo bom publicitário sabe que o “povo do qual ele fala mal hoje pode ser o target que ele precise atingir amanhã.”
Então, em vez de falar mal, o bom publicitário lê, analisa e sabe da existência, portanto, desses blogs e blogueiros estudando-os, por conseqüência, para saber como funcionam, para se, um dia, conforme citado acima, precisarem se comunicar com eles saibam como fazê-lo. Além disso, lêem porque não são, não querem e não têm o direito de ser alienados. A isto se chama vivência profissional, maturidade e respeito pelo próximo e por suas opiniões mesmo que essas não coadunem com o modo de pensar do bom publicitário em questão.
Em relação ao site da TALENT talvez tenha havido alguma distorção. O que é distração para uns não necessariamente significa “distração” para outros. O site de uma agência de propaganda não é um site de entretenimento; agora, para muitos, entretenimento significa obviamente games da internet. Já para profissionais, boa informação, atualização profissional, crescimento constante pode perfeitamente ser entretenimento e até mesmo uma excelente diversão. Trata-se apenas de visão.
Além disso, acrescento que não seja ético questionar a funcionalidade ou lá o que seja, num meio mundial de comunicação, do site de uma agência de propaganda mais que conhecida no Brasil e no exterior, mais que premiada no Brasil e no exterior. Gostar ou não gostar é uma coisa, denegrir a imagem intencionalmente é outra.
Fazendo uma visita ao Blog de Guerrilha pude observar que houve uma rotulação ao Diretor de criação da TALENT. Quando ele disse que “não tinha muitas referências de blogs no Brasil que faça questão de ler” não afirmou que não lia blogs, mas sim, que nada o marcara, no bom sentido da palavra, para vir a ser uma referência em sua mente. Isto não significa que não leia blogs, repito.
Quero deixar claro que não estou aqui advogando para ninguém; apenas expresso a minha opinião sobre fatos relacionados direta e indiretamente à minha profissão de publicitário. Em relação ao site da TALENT (ou de qualquer outra agência; isso não vem ao caso aqui e agora), ainda bem que o Leonardo não falou mal, não é mesmo? Ia ser desagradável dizer que ele não teve a cordura necessária para se expressar num meio de comunicação, sobre uma empresa, o trabalho de uma empresa e um profissional dessa empresa. Eu, por exemplo, não me imagino falando mal publicamente, ou melhor, escrevendo, acerca do site da SIMPLES ESTÚDIO. Primeiro porque nada tenho a falar de negativo, segundo porque não me cabe denegrir (quanto mais em público) a imagem de uma empresa e muito menos de seus proprietários ou mesmo funcionários, e terceiro, porque educação é fundamental para comentarmos sobre qualquer assunto, em qualquer hora, em qualquer lugar e para qualquer pessoa, grupo, comunidade, nação ou lá o que seja.
Com certeza “esse bebezinho” não substituirá “a propaganda que conhecemos hoje”, mas, sim, trabalhará (como já trabalha) em conjunto. Existirão ainda os meios impressos e tantos outros, assim como novos meios surgirão na intenção de gerar lucro para as empresas que os idealizaram, informar, gerar empregos, gerar e formar opiniões e funcionar como novas opções em mídia.
Ah! E quanto ao cachorro quente, prefiro o que faço em casa. Obrigado.
[Responder]
Marco,
Antes de mais nada, obrigado pelo comentário, mas acho que, com tanta experiência, não seria de mau grado se identificar de verdade.
Trabalhei em agência tradicional aqui no Rio, duas, e digo: a comissão, o BV, pesa tanto quanto o resultado, e infelizmente, na maioria dos casos pesa até mais.
Por que não é ético criticar? Eu critiquei me identificando. Aí em cima tem meu e-mail e meu nome. Eu critiquei embasado, não joguei nada pro alto pra ver se cola. E não disse que um site TEM que entreter, mas se o seu não entretém, não alardeie isso. Eu não fiz uma resenha do site deles, só rebati a afirmação da agência de que o site deles informa e entretém. Informa o que?
E me desculpe, esse corporativismo nefasto de que não se pode criticar agência já era. Eu não falei mal, eu CRITIQUEI. Como você criticou meu artigo. Simples assim. E eu não sou maluco: eu SEI que a Talent é uma das maiores agências do Brasil, mas acho que nessa ela escorregou. E como eu disse, eu critiquei abertamente, com meu nome, e-mail e etc. Crítica velada é fácil demais. Qualquer criança faz. E como já disse, trabalhei em agência tradicional, e poucas das que eu conheço entendem a internet e vêem a sua importância. Já disse onde trabalho, onde trabalhei e meu nome verdadeiro. Seria de ótimo tom se você fizesse o mesmo. Abs.
[Responder]
É, meu amigo, já vi que você não é muito calmo e centrado para apresentar seus argumentos, questões, pontos de vista e etc. Só lamento. Fico imaginando você numa palestra com abertura de perguntas ao público. Tsc, tsc.
Me identifiquei como Marco, pois este é realmente o meu nome e não me sinto na obrigação de inseri-lo completo num comentário (e não, crítica, como disse) que faço em um blog. Para seu conhecimento (apesar de eu saber que sabe disso) meu e-mail está disponível (se não foi publicado é uma opção da administração da CASA DO GALO) e desde já autorizo a sua publicação nesse blog para quem quiser se comunicar comigo. E o seu e-mail está disponível, obviamente porque escreve para este blog.
Não sou um curioso qualquer, nem vagabundo e muito menos “múmia da propaganda” como alguns insistem em rotular as pessoas. Sou sócio e presidente de criação da TRADE CONSULTORIA E SOLUÇÕES EM MARKETING (www.tradeagencia.com), professor, consultor de marketing e escritor (REDAÇÃO PUBLICITÁRIA: o que faltava dizer – agora lançado em Portugal também).
Quanto a comissões, BV e tudo o mais não vou discutir com você. Me dou esse direito. Você que estude, aprenda para não falar bobagem e nem agredir os outros de graça.
Em relação ao que chama de “corporativismo nefasto” penso que necessita urgentemente consultar mais o dicionário para utilizar as palavras adequadamente, no momento certo e para quem realmente mereça recebê-las.
Você disse o que disse e sabe muito bem o que foi e o significado das suas palavras. Assuma isso. Se não sabe a diferença entre falar mal, criticar e comentar volte para a escola. E se se acha maluco é problema seu. Não lhe atribuí tal adjetivo e nem fui em momento algum desrespeitoso com você. Apenas discordo de seu ponto de vista e nem por isso “joguei nada pro alto pra ver se cola.”
Você age como cego fazendo as afirmações que faz. Não é ético criticar, não, Leonardo. Você não gostar é uma coisa (já disse isso) e meter o pau, para usar a sua linguagem, é outra. Não lhe cabe agir dessa forma em um meio de comunicação. O site da agência informa o que ela acha que deve informar e da maneira que ela achou melhor. Deixe de ser grosso, rapaz. Aja como adulto e honre o nome da empresa onde trabalha. Não envergonhe a classe que lhe abastece o bolso com seu salário, mas sim, defenda-a ou pelo menos tenha a decência de se segurar nas suas colocações tresloucadas e sem motivo.
Se você achou que a TALENT “escorregou” é um direito seu, agora não esculhambe com a empresa e muito menos com as pessoas que lá trabalham que devem ser respeitadas tanto quanto você, na empresa onde ganha o seu pão de cada dia. E se já trabalhou em “agência tradicional (?)” deveria entender o procedimento de um profissional para não precisar escutar de mim como deve agir.
Não sou criança e muito menos moleque para que me dirija a palavra da maneira como o fez. Tenha dignidade, humildade e aprenda com quem não lhe quer mal e apenas emitiu sua opinião em relação a uma matéria que você escreveu. Se você se diz “cronista” deveria saber como age um.
Dou por encerrado este desagradável episódio entendendo que não há condições de manter um diálogo civilizado com você por sua imaturidade e falta de educação.
A própria vida irá lhe ensinar a ser mais humilde e condescendente com as pessoas e mais respeitoso com você próprio.
Marco.
[Responder]
Marco,
Eu sei que seu e-mail está disponível para a administração, mas nãoe stá público, e foi isso o que eu quis dizer e disse. Eu em momento algum disse que você era curioso, vagabundo ou múmia. Não errei ao usar corporativismo nefasto, e me dirigi a quem merece. Tenha certeza disso. E quem parece não saber a diferença entre criticar, falar mal e comentar não sou eu, e para um professor, empresário e autor de livro (nem todo autor é escritor, concorda?), isso deveria estar mais claro. Critiquei sim, mas não falei que o site é ruim. Só disse que não condiziz com o anúncio em questão. E nesse ponto, quem é que não era calmo com os argumentos por aqui?
Eu não ajo como cego, mas também não ajo como cínico. Não é ético criticar? É ético fazer o que? Puxar saco de agência grande? Eu não falei mal gratuitamente. Me cabe agir em um meio de comunicação de maneira ética e VERDADEIRA. E não sendo corporativista. E que eu me lembre, não esculhambei a empresa. Muito menos as pessoas. O João Livi é um profissional sensacional, mas por isso eu não podia criticá-lo por esse episódio? Já trabalhei em agência, e quanto a escutar de você como devo agir, cada um fala o que quer. Não que eu vá seguir, e não vou. Nem eu sou criança nem moleque, e se lhe dirigi a palavra desse jeito, foi pelo jeito de “super-profissional dono de agência que fatura milhões por mês”. E isso não me aprece proceder. Eu tenho dignidade e humildade, tanto que falei que admiro a Talent e outras agências tradicionais, como a F/Nazca, a W, a NBS etc.
E um professor deveria saber disso: não foi uma matéria, foi um artigo. Acho que como “escritor” e professor, deveria consultar um dicionário ou voltar à escola. Como já disse, sou humilde e tenho dignidade, mas não sou covarde nem corporativista. Pode ter certeza disso. Pode ter certza que a minha imaturidade e falta de educação não são maiores que seu ar professoral superior e sua empáfia. Parece que a vida vai me ensinar algo que não ensinou a você: humildade. Léo.
[Responder]
Caro Leonardo:
Conforme lhe informei em comentário anterior, por mim e para mim, o assunto está definitivamente encerrado. Não insista com ele.
Sorry, periferia. Os cães ladram e a caravana passa.
Marco.
[Responder]
Ok. Boa sorte com a sua caravana. E espero que esse “periferia” não tenha sido preconceituoso.
[Responder]
Caros Leonardo e Marco,
Quero agradecer por tão esclarecedora discussão. Esse ponto de discórdia, esse nó górdio, esse impasse celestial, que acabamos de acompanhar acima é simplesmente o espelho de tudo o que nós estamos vivendo atualmente no mercado publicitário. De um lado nós temos uma nova geração ávida por novos conhecimentos e exclusividades, de outro a maturidade de profissionais que já atravessaram a estrada da propaganda.
Em relação aos primeiros, a sede por novidades nada mais é do que a idade, os hormônios. A criatividade, o feeling de criação, a construção de conceitos, isso não morre nunca, mas a maturidade chega ou essa “aceleração” passa. Em relação aos maduros, é notório que ocorra o choque de geração. Algo que a gente também nunca imagina que possa acontecer, porque apesar de ter um currículo gigantesco e uma vivência profissional de destaque, não nos consideramos velhos, mesmo ao passar dos 30.
Olha, Leonardo, eu sou netmaníaco, mas tenho refeito meus conceitos como te disse anteriormente em outro post. A estréia da nova temporada do CQC, o Ronalducho no Corínthians, a nova campanha da TIM e tantos outros exemplos que eu poderia utilizar de marketing, propaganda e comunicação não surgiram na internet. Pelo contrário, a twittersfera ficou vazia de brasileiros no momento de todas essas veiculações. Assim que elas acabaram, os usuários trouxeram as mesmas para dentro do Twitter. Vê que interessante. A fantasia nunca morre.
Já o Marco, eu sei exatamente o que você está sentindo. Eu também já perdi minha paciência. Quantas vezes tive contratempos como este em outros canais. Acabei de viver um no Twitter esta semana. Mas com toda franqueza o seu desentendimento com o Leonardo não me interessa, a questão é a forma como você expôs o seu raciocínio em relação à atividade. Você está correto. Posso, então, fazer uma sugestão? Enquanto profissional tal como você é levante essa bandeira. Junte-se com outras grandes cabeças do segmento, crie um contraponto. Faça ferver um caldeirão de propostas, de novas ideias.
Pela apresentação que vocês dois fizeram de si mesmos, eu acredito que estou no meio. Mas não tá fácil, pois sou velho demais para ser rebelde e novo demais para ser velho. E que tá faltando um golzinho de bicicleta de ambas as partes, isso tá.
[Responder]
Luciano, falou tudo. E eu não sou tão novo, tenho 29. Fui redator em agência tradicional, mas não adianta nadar contra a maré, né?! Só dois ps´s: o vídeo da briga dos membros do CQC e o site mentessemfronteiras.com.br, da TIM, vieram da internet. No site tem três vídeos de um minuto, rsrs. Mas internet não é tudo, claro. Mais uma vez, falou tudo. Abraços.
[Responder]
Este artigo rendeu. Coloquei uma opinião na Segunda Feira e quando retorno está deste jeito.
Concordo com o Luciano, estamos em uma revolução, está mudando….. isto é fato. Em que? Ninguém sabe, existem diversas tendências, poucas certezas.
Sobre os dois grupos….. tradicionais x interativos…. pelo menos uma vez por mês participo de algum entrave. Senti que o Luciano, mesmo em uma posição neutra, puxou um pouco para o lado dos tradicionais.
Então falo aqui também, em uma posição neutra, mas puxando para o lado dos “jovens” interativos.
Sou novo, mas o diferencial meu e destes jovens que questionam…….não é hormônios…. é que vivemos com muita interatividade na nossa vida………. até antes de entrarmos na faculdade de comunicação.
Trabalhava com internet antes de entrar na faculdade e quando fui apresentado aquele conceito de agência tradicional, pensei……
“é só isto?”
Imagina hoje, os jovens, que entram na faculdade e que praticamente só ficam na internet. Agora até a globo está colocando a novela na internet……
Sobre a TIM, é um bom exemplo como pensamento tradicional é importante, mas hoje está incompleto.
O vt foi lindo, “chorei” quando ví no “youtube”, pq me falaram.
Fui procurar no site e qual não é a decepção…. três vídeos, sendo que “um” era o que ví no youtube, e os outros dois tinha uma “partizinha” diferente. Legal… fui embora.
O que está errado?
Pensamento tradicional.
Que é o que……… “fiz uma campanha linda para meu cliente e quero que todo mundo veja o máximo possível, vamos repetir ela em diversos locais.”
O que traria maior retorno?
Pensamento tradicional “como suporte para” Pensamento Interativo.
O usuário tem muitos “canais” para ver. A repetição não funciona como na época dos tradicionais. Hoje a repetição é chata.
Pode ser a peça mais interessante, mas com tanto conteúdo que posso absorver nos meios atuais, ver mais de uma vez cansa, outro ponto também, pra que ver se posso experimentar.
Está é a idéia, lançava o conceito nos meios tradicionais e nos meios interativos, não colocava apenas vídeo, mas criava canais de interatividade para experimentar o conceito.
Algumas idéias interessantes séria colocar alguns formadores de opinião para postar artigos sobre as mudanças em um canal e abrir para comentários.
Ou ainda abrir o canal, chamando para a pessoa colocar situações que mudaram em sua vida.
Tem infinitas possibilidades… só abrir a mente um pouco, esquecer de só “falar” e “falar” e passar a “ouvir” e abrir para o consumidor “falar”, para o consumidor “ser criativo”, “dar prêmios” é para o consumidor. Não precisa ser jovem para isto.
[Responder]
yeah!
eu acho que esse assunto deveria ser encerrado com um combate no PSV.
qq coisa, tamos aê.
A propaganda morreu e tá lá no céu fazendo companhia para meu padim padi-ciço.
[Responder]
Primeiramente infelizmente não li todos os comentários (talvez muitos não tenham lido). Que a comunicação está sofrendo (seria essa a palavra correta? Talvez não.)constantes e revolucionárias mudanças é inquestionável. Que essas mudanças estão vindo pra ficar, ninguém discorda. Se elas serão positivas ou negativas, há controvérsias. Mas, é fato, e somos prova disso (tudo o que existe é), que mudar é evoluir e que evoluir é preciso e é satisfatório. Entretanto, isso não significa a “morte da propaganda”, nem da “propaganda convencional”. Nos primórdios da história, aliás, na “pré-história” se fazia propaganda inconscientemente, sem sabê-lo. Comunicar é essencial e indispensável ao ser humano independente da forma e dos meios. Além do mais: “Viva la (R)evolución”.
[Responder]
Deixe seu comentário!
Assine o RSS da Casa do galo
2305 assinantes
Publicidade
Leia também
Eu ainda estou com a minha cabeça no carnaval. Mas não é pelo criativo desfile da Tijuca e muito menos pelas desnecessárias gafes da Glenda Kozlowski na transmissão da Globo. Tudo se resume a uma ida ao supermercado e, logo depois, uma olhada na TV.
Sou daqueles que carregam o carma de não largar a profissão [...]
No contexto atual do mundo, discute-se muito a respeito da falta de ética no campo da política, das ciências e das relações humanas. Sabe-se, cada vez mais, da necessidade de tornar o Brasil um país mais humano e fiel aos seus preceitos de igualdade e respeito ao próximo, ainda que estes valores estejam distantes do [...]
Leia também:
Agência de publicidade por dentro – 02 – Atendimento
Agência de publicidade por dentro – 03 – Mídia
Agência de publicidade por dentro – 04 – O Cliente, esse ignorante
Então, quem aproveitou se deu bem e quem não, só no ano que vem. Carnaval agora é conversa do lado do bebedouro, na porta da [...]
Vagas para publicidade
O que ando dizendo no Twitter
Posting tweet...
Powered by Twitter Tools
Artigos recentes
Mais comentados
Mais lidos
Casa do galo by Diego Jock is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at casadogalo.com. Permissions beyond the scope of this license may be obtained by contacting this blog editor.