Relações públicas acabarão com a propaganda?
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Publicidade menos intrusiva, envolver o consumidor, diálogo, confiança, relacionamento, engajamento. Se colocasse ‘inovação’, ‘viral’ e ‘buzz’, talvez a lista de palavras mais usadas atualmente no mundinho publicitário estivesse completa.
Acontece que nos novos rumos da publicidade está acontecendo muita coisa e, em síntese, o megafone das empresas deu lugar ao banquinho na mesa do bar. E o publicitário que só entende de propaganda está perdendo espaço para o que entende de web, promoção e, principalmente, relações públicas.
É, isso mesmo. O colega RP, que sempre esteve atrás das cortinas, ou pelo menos atrás da propaganda, deu passos à frente para ‘duplar’.
Basta você prestar atenção aos cases mais recentes no mundo todo e ver que além de bom conteúdo, boa mensagem, as campanhas estão com um foco mais acertado na repercussão do material. E aí as funções se mesclam.
Seria então RP o futuro da publicidade? Eu acho cedo dizer.
Embora as relações públicas venham enchendo os olhos, já que a credibilidade dos anúncios caem e a dos editoriais crescem, a propaganda, por fatores culturais, é muito mais bem aceita socialmente. Tanto entre consumidores, como entre empresários. O que faz das duas facetas, complementares. Isso sem contar toda a reviravolta no mundo midiático que sobrevive de publicidade e o país da vênus platinada.
Arrisque um palpite. No Brasil, a propaganda está fadada a perder terreno para as relações públicas? Quais fatores farão a balança se mexer?
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Rafael Amaral, 21, é planner na Super Produções e blogueiro do Estagiaridade. Escreve para a Casa do galo às terças-feiras.
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Este artigo tem as seguintes tags: assessor, assessoria, buzz, dupla, imprensa, midia, pr, publicas, publicidade, relacoes, rp, viral

Rafael Amaral, 21, é planner na 







Há 3 anos eu participei de um projeto de pesquisa no Mackenzie, onde buscamos analisar justamente isso. Chegamos à conclusão de que há no Brasil realmente um movimento de fusão, de ampliação do escopo das ações de uma antiga empresa de “assessoria de imprensa” – hoje cada vez mais uma “Agência de comunicação”.
Talvez num futuro próximo só existam mesmo agências de comunicação, envolvendo desde RP até agência de publicidade.
Olha, recentemente dei aulas para turmas de terceiro ano de RP… e sou publicitário por formação, mas atuando como fotógrafo e pesquisador. Sabe o que acho? Que nunca deveria ter havido nenhuma divisão entre RP e PP, não faz sentido, ambos tem que trabalhar defendendo a visão de um cliente, ambos tem a função de melhorar o desempenho de marcas no mercado, share, reputação etc, ambos utilizam-se de canais pagos para veicular suas mensagens… enfim, a proximidade entre as duas áreas é enorme e nunca deveria ter havido separação.
Um publicitário não ter noção de como se organiza um evento ou de como se escreve um press release é tão ruim quanto um RP que não tem noção de como colocar um título legal num anúncio ou pensar numa fotografia mais vendedora do que informativa.
Esse tempo de profissões separadas em caixas estanque já acabou, profissional bom é o que resolve o problema do cliente, seja lá formado em que área for.
Um dia vai acontecer de uma faculdade re-descobrir a roda e perceber que um curso de 5 anos ao invés de 4, e que se chame apenas “gestão da comunicação”… ao invés de PP ou RP, ou mesmo RTV… ou seja, um curso completo para profissionais completos… esse curso, quando for inventado, irá bombar, pois ele irá oferecer o que o mercado precisa.
Eu já fiz campanhas de publicidade e já fiz ações de relações públicas para meus clientes, não vejo problema em transitar nas duas áreas, agora, quem tiver dificuldade nesse trânsito, irá morrer no mercado, não é a profissão PP ou RP que levará vantagem, mas sim o profissional mais hábil, como diria Darwin, o mais adaptável sobrevive.
[]’s
Armando
Concordo com o Aramndo ali de cima, muito bom o pensamento dele !! Gestão da comunicação… excelente idéia ! Quer se especializar, faz uma pós…
RP vai acabar com a propaganda? http://tinyurl.com/cj7z6m
Este tema é o foco do livro “A queda da Propaganda – da mídia paga à mídia espôntanea”, de Al Ries e Laura Ries.
Acredito que o caminho é juntar a publicidade e a relações puúblicas.
O problema é que no Brasil as RP´s não são utilizadas, atuando como coadjuvante.
O curso de RP é um belo exemplo.
Sem contar que RP no Brasil é mal remunerada.
Compare o orçamento que uma empresa destina a sua agência de publicidade e a sua empresa de assessoria…
Nos EUA isso é diferente.
O Diego tocou em um ponto crucial, a verba pra RP é minúscula se comparada.
Não vejo o fim da propaganda, só o uso cada vez mais integrado das ferramentas e maior valorização individual, como aconteceu com a Promoção.
Uma agência que tem o modelo de planejamento multitarefa é a Zicard, lá eles chamam “in-line”. Bem bacana.
Através da explosão da WEB 2.0, mídias colaborativas e da nova tendência administrativa mundial da supervalorização do intangível, ou seja, da manutenção pró-ativa da imagem corporativa, ficou evidente a chance do RP mostrar serviço, este que desde o fim do regime militar, vem sofrendo desgastes sistêmicos promovidos pelos colegas jornalistas que, desprestigiam a imagem e ocupam os espaços destinados a estes profissionais nas organizações não jornalísticas. Sem dúvidas profissionais da publicidade sempre terão espaço através da comunicação integrada.
Não acredito em morte da propaganda num sentido geral, nem mesmo o Al Ries me deixou transparecer que acredita nisso, Ries só reposiciona a propaganda em sua nova função, que é manter as marcas que foram criadas e fortalecidas pela RP, se usarmos apenas propaganda em uma sociedade conjestionada por exesso de comunicação, e por isso com credibilidade cada vez mais reduzida para essa feramenta (a propaganda), não consiguiremos criar marcas fortes, mas se depois de lançançarmos uma marca e torna-la forte com RP não utilizarmos propaganda, nossa marca vai morrer, pois nenhum programa de RP pode sustententar uma marca que não é mais novidade
OLa tou a fazer o curso de relacoes publicas
por favor me ajudam
preciso de entregar um trabalho no tema
“etapas para a criacao de agencia de RP
Amigos, do que estão falando?
Todos os comentários(fora a ótima pontuação do Armando) parecem esquecer a CRIAÇÃO e tratar a PP como uma simples sequencia burocrática para atender o cliente. RP pode e tem a ver com PUBLICIDADE(tornar público)mas não com PROPAGANDA. Vejo isso como uma inversão ou redução do valor de cada área profissional.
E sempre que isso acontece, quem perde é o profissional que agrega mais tarefas para não ficar sem trabalho. Porém, não possui histórico como criativo ou experiência relavante como RP. Ai, no final, o mercado acaba ganhando um “amador de talento”. É a velha história que se repete quando o RH de uma empresa tenta fazer o papel de agência de propaganda para fazer “economia porca” como dizem. Simplesmente não funciona a longo prazo.
Existe muito “lobby” dentro das duas áreas para atingir diferentes resultados, tanto em PP quanto em RP. Os novos profissionais que estão entrando no mercado agora vão ter que lidar com isso. Mas é sempre bom lembrar que o homem que se poe um preço, vale menos do que cobra. Então é melhor cobrar pelo profissional que você é e assumir o seu lado. Mesmo porque, um criativo de PP faz RP o tempo inteiro, rs.
Abs.
Sou estudante do último ano de Relações Públicas e acredito que hoje as empresas perceberam a importância das RP’s, o que não quer dizer que a publicidade perde terreno, pelo contrario, um vem complementando o outro. Tb ñ acredito que irá a propaganda irá acabar, até porque “a propaganda é a alma do negócio” né? Reafirmo, um vai complementar o outro a cada dia mais e em mais empresas.
Plataforma RP
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