Reforma Ortográfica – Pare o trem!
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Eu quero descer na próxima parada, antes da bisonha estação da reforma ortográfica. Onde já se viu acabarem com o acento agudo no pára?
Pára com acento agudo é uma das palavras mais charmosas da língua portuguesa.
A justificativa para a mudança é que o contexto indica o sentido que a palavra quer passar. Acontece que o contexto só é 100% entendível em uma conversa com voz. Através da escrita, o risco da falta de entendimento é grande, principalmente se não usarmos o português correto e, além disso, nos comunicarmos através de meios que priorizam a mensagem curta e direta.
Considero inapropriadas apenas as mudanças que podem alterar o sentido das palavras escritas e não faladas. A exclusão do acento circunflexo na palavra vôo, embora desnecessária, não afeta o sentido de um texto, portanto é aceitável. Já a retirada do circunflexo do pêlo é equívoco semelhante ao pára.
Pêlo é uma coisa. Pelo, é outra
Pára é uma coisa. Para, é outra.
Vôo é uma coisa. Voo é a mesma coisa.
O fato é que as mudanças vão acontecer e os brasileiros vão ter que reeducar sua gramática. No ano de 2009, o uso da nova ordem ortográfica é facultativo, mas em 2010 passa a ser obrigatório.
Quem trabalha com as palavras todos os dias e não pode se dar ao luxo de escrever errado precisa aproveitar o próximo ano para se acostumar com as mudanças. Sugiro que comecemos a praticar a nova gramática ainda em 2009. Isso permite que erremos sem estar de fato errados. Dessa forma, em 2010, jornalistas, redatores, relações públicas, escritores e revisores estarão preparados.
Enquanto isso aproveitem qualquer oportunidade para escrever pára com acento. Nem que seja através de um texto fraquinho como este.
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Matheus Adami Perozzo, 23, é redator do Panda Branding. Adora trabalhar quando chove e odeia ficar trancado na agência em dias ensolarados. Seu melhor amigo é o café preto. Escreve para a Casa do galo às quintas-feiras.
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Matheus Adami Perozzo, 23, é redator do Panda Branding. Adora trabalhar quando chove e odeia ficar trancado na agência em dias ensolarados. Seu melhor amigo é o café preto. Escreve para a Casa do galo às quintas-feiras. 







para para pensar, é muita peloquência.
Matheus Adami Perozzo
Em seu pequeno artigo vc usa a palavra através três vezes, e de forma incorreta. Não estou polemizando com vc. Apenas alertando para o uso correto dessa palavra, que por sinal muita gente a emprega de maneira errônea. Ela significa de lado a lado, atravessadamente, transversalmente. O mais acertado e sempre trocá-la por: por meio de; pela; com etc. Por exemplo: pela escrita…; pelos meios que…; Nem que seja em texto.
Sucesso para vc.
ai,ai,ai,será uma dificuldade!!! será que já estão vendendo dicionários “reformados”? fico pensando…se para nós brasileiros vai ser bem dificil imagine para os estrangeiros que já sabem falar e escrever o português antigo? caos total! =S
Matheus,
Você está coberto de razão.
Olha que confusa esta frase: “João, com o livro na mão, diz em voz alta ao amigo que conversava: para Pedro”.
No texto, temos que tentar entender. Ele pediu para o Pedro parar de falar ou quis entregar-lhe o livro?
O mesmo acontece com a palavra côrte. Quase tive um infarto lendo a manchete da folha de hoje: “Corte decide que ex-procurador pode ser processado por presos após 11 de Setembro”
É ou não é um absurdo?
Creio que a reforma é necessaária para aproximar os povos, mas nos casos de diferentes palavras, sou contra.
Belíssimo exemplo, Mike!
foi ótimo ficou mais facil eu adorei tudo mesmo
POOOOCHAAAAAAAAA NÃO DA PARA SER MAIS FACILLLLLLLLLL EUUU PELO MENOS NÃO ENTENDIIII NADAAAA NADAAAAAAAAAAAAAAAA ISSO NÃO AJUDAA EM NADA VC PEDE UMA COISA APARECE OUTRA TOTALMENTE DIFERENTE DO QUE VC QUER ISSOOOOOO É UOOOOOOOORR…:(
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