Quem te indicou?
Que essa semana rolou o principal festival da Publicidade mundial, eu não preciso falar, todo mundo sabe (entenda “todo mundo” como todos que de alguma forma estão relacionados ou se interessam pelo assunto). Comentar sobre os vencedores e os injustiçados também não vou. Procure isso em outros blogs.
Gostaria apenas de falar um pouco sobre essa questão de “ganhar prêmios”.
Essa semana, fui até a ESPM assistir a uma apresentação de TCC (lá chamado de PGE) de umas amigas. O trabalho estava excelente, as meninas tiraram 10, com méritos, e, de quebra, ainda foram indicadas a três prêmios: Melhor Apresentação, Melhor Plano de Marketing e Melhor Plano de Comunicação. Legal! O 10 significa que os professores da banca entenderam que o trabalho (ou projeto), se fosse aplicado realmente, teria grandes chances de alcançar os objetivos de marketing e comunicação, ou seja, venderia. Considerado case, vamos premiá-lo.
Okei, tudo politicamente correto. Um caso de sucesso e vendedor merece ser premiado. Mas nós sabemos que não é bem assim em algumas das verdadeiras premiações publicitárias. A começar por indicações. Substitua essa palavra por inscrições (indicação, na Publicidade, só é usada para, digamos, preenchimento de quadro de colaboradores de uma agência). As peças ou campanhas, na maioria dos festivais, não são indicadas, mas inscritas. Quer dizer:
- Vamos criar uma peça duca e inscrevê-la em tal festival.
- Mas onde vamos veicular?
- Onde você mora tem algum jornal de bairro?
- Não, mas conheço um tablóide do Acre que é daqui ó.
Resolvido. Peça fantasma? Que nada! O pessoal de Rio Branco adorou.
O que quero dizer? Não sei. É, não sei mesmo. Nunca ganhei um prêmio, adoraria ganhar e invejo quem já ganhou. Não sei qual é a sensação, mas imagino que deva mexer muito com o ego. A única coisa que questiono é esse sistema de inscrições. Dezenas de agências inscrevem dezenas de peças – fantasmas ou não – e o júri acaba ficando sobrecarregado e pressionado. Afinal, é uma verdadeira maratona de análises de conceitos, formatos, mídias etc. Isso, talvez, possa provocar estresse por parte dos jurados, que por sua vez, pode acarretar baixa qualidade e atenção na hora de julgar as categorias.
Mas essa é apenas a minha percepção, alguém que está de fora e não sabe o que, realmente, se passa nesses eventos. Só acho que deveria existir mais festivais em que houvesse indicados e não inscritos. Não sei você, mas eu sempre acompanho peças e campanhas do mundo inteiro e quando vejo os vencedores de festivais como Cannes me pergunto: onde eu estava que não vi essa peça?
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Alessandro Ribeiro, 25, publicitário por formação e redator por profissão e falta de opção. Já passou por Submarino, Ideal Interactive e agora cola na Gruda em Mim (Que o Boi Não Te lambe). Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às segundas-feiras.
aleribeiro13@gmail.com | http://www.obolacheiro.blogspot.com
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grandes executivos aproveitam para estreitar relações e fechar novos negócios. Outros aproveitam para cair na esbórnia mesmo. Além, é claro, de movimentar-se muito dinheiro. Para o festival, muitas das peças que concorrem são fantasmas, como falou o Alessandro Ribeiro essa semana aqui na Casa do Galo. Eu questiono muito isso. Para que inscrever essas peças? Para afagar o ego inflado do criativo? A propaganda não ajudou ninguém a melhorar a sua imagem, a vender mais ou mesmo transmitir seus
Alê,
O pior é que há mais sujeira do que a gente imagina nesse meio. Começaram com as campanhas fantasmas, e agora com isso de veiculação no jornal do bairro de Santo Agostinho…
Se no Festival de Cannes de cinema já parece que houve uma “fraude” quando o David Linch era um dos jurados, imagina no Cannes Lions!
Opa… grande tema que esse ano foi mais discutido do que nunca… Os “fantasmas” assombraram e muito o Cannes 2007!
Na pessa aqui mencionada da Publicis para o Mackenzie eu garanto que foi um fantasminha, pois eu estudo lá e já fui da Agência Jr. Tenho quase certeza de que foi veículada apenas nas próprias revistas de circulação interna do Mackenzie… E também a diferença da peça que o Mackenzie aprovou (com o texto em tamanho grande falando sobre o curso) e a campanha pra Cannes (onde há um logo que não existe, MACKENZIE UNIVERSITY e também há apenas um “slogan”)…
E quanto ao prêmio, eu também quero! hehehe
Fala Gui,
Pois é, também sou mackenzista formado. também percebi na diferença das peças, e até pensei nisso ao colocar uma versão diferente…
E eu também quero um prêmio em Cannes, mas do Festival de Cinema mesmo!
Eu concordo com o Alê mas imagina o seguinte: se com apenas UM festival deste porte já acontece muita coisa suja, imagina com vários? É complicado.
PS: também tive o prazer de assistir ao PGE das meninas da ESPM. Reamente foi uma grande apresentação e um grande projeto. Mas a arte deixou a desejar…
Ia virar bagunça o negócio.
Perdi esse PGE!
Passou da hora de criarem a categoria Ghost Lion.
Acho que eu tenho uma solução momentânea para suprir a carência de leão:
http://pra-ontem.blogspot.com/2007/06/se-no-d-para-colecionar-lees-burros-e.html
inté
Falou pouco,
mas falou BONITO!!!
A da Harley que eu falei na quinta passada e que levou o único Leão de Direct do Brasil em 2007, é quente.
Vcs criativos, vcs colocam uns fantasmas na pasta tb ?
Bom, eu nunca trabalhei com criação, então nem tenho pasta. Mas tenho certeza que TODO criativo coloca fantasma nas pastas. Mas é que pasta é muito diferente…
Não pude ver esse PGE que o Mazzo tinha comentado, mas cara, acho q a gente tem que se contentar em fazermos uma peça com nosso potencial, saca. Sei lá, eu acho q a premiação vem como uma possível consequência.
Mas q eu tbm gostaria de ganhar um prêmio por uma campanha…ia ser duca!
abraço!
A frase inicial do site dessa agência diz tudo:
http://www.gringo.nu/
Pessoal, desculpem não poder responder aos comentários antes.
Mauro, o “Ghost Lion” vai entrar para a minha galeria “Como não pensei nesse trocadilho antes!”
Van, já fiz, sim, muito fantasma para colocar na minha pasta, mas isso acontece mais quando você é estudante e quer arrumar um estágio, ter a primeira oportunidade e tal.
E Mazzo, nem vou responder ao seu comentário sobre a arte do PGE. Estava ótima e totalmente de acordo com o target. Os textos eram ótimos também (não resisti, mal minha)
Abraços
PGE PAN Rocks !! Esse prêmio figurinha … é seu tbm !!! =)
que orgulho ver vc comentando do nosso PGE … =)
Thanks por tudoooo !!
Oi Pri,
Obrigado pela visita. Agora que já sabe o caminho, volte sempre!
Por um lado, eu concordo totalmente com você: Cannes e tantos outros são uma sujeira danada.
Tem coisa até pior do que peça fantasma que leva o GP: tem lugares que uma agência enche o carrinho de prêmios porque patrocina o evento ou é um cliente all star da promotora do festival.
Enfim, tirando o London Festival, que ME PARECE limpo, não ligo muito nem p’ra Cannes (sim, quero ganhar o Leão um dia… mas p’ro salário subir, né! Hehehehe).
Em contrapartida, é inegável que as tais peças fantasmas trazem à tona idéias MUITO BOAS, que podem e devem ser aproveitadas.
Afinal, tudo se copia, né? Veja o Guaraná Antartica, que copiou uma campanha da Coca-cola da década de 70.
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