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Quem sabe, faz. Quem não sabe, ensina

24 Janeiro 2008 6 comentáriosescrito por Bruna

chacrinha

Sou uma daquelas defensoras que acreditam que para ser publicitário tem que fazer faculdade. Apesar de saber que alguns afortunados já nascem com o dom da comunicação e que podem, muito bem, trabalhar na área sem ter tido formação acadêmica, vejo a graduação como o start em nosso meio.

Para piorar a situação, os mais tradicionais ainda não vêem com bons olhos os que decidem ingressar em uma faculdade de propaganda. Sabem que os alunos vão para as aulas, mas não entendem muito bem o que irão aprender. Para eles, faculdade boa ainda é Engenharia e Medicina. Mas, concordemos, nossa profissão nunca foi genuinamente necessária, afinal fomos nós publicitários quem criamos a nossa própria necessidade de existir, depois de ter criado milhões de necessidades na sociedade.

O que compromete a qualidade generalizada das faculdades de comunicação é a falta de conexão direta com o mercado. Parte da desatualização de informações vem de professores que perderam contato com o mercado há algum tempo, ou que não buscaram cursos de atualização profissional. Não por culpa dos professores, mas, por pura conseqüência da velocidade de mutação de nosso meio, que se renova diariamente.

E daí que você vai para a faculdade aprender a teoria, e só. Definitivamente slogans do tipo ‘Aqui você aprende na prática’ não definem nosso curso. Algumas faculdades quase fogem a regra, quando possuem uma boa infra-estrutura e corpo docente renomado, mas, certamente o mercado sempre terá dado passos à frente da sala de aula.

Penso que funciona igual ao futebol: jogador quando se aposenta vira técnico. Os grandes publicitários da atualidade só irão virar os ‘técnicos’ dos criativos quando deixarem de apresentar o mesmo desempenho de quando eram jovens. Afinal, o técnico enxerga a estratégia para coordenar os que estão em campo.

Já disse que sou defensora do bacharelado, pois, em minha opinião é ele quem dá a base, que exercita a mente para os problemas da vida real, no entanto, é a prática que completa o processo de aprendizagem.

Mestres perdoem-me, mas: Quem sabe, faz. Quem não sabe, ensina.

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Bruna Bruna Rocha, 24, é atendimento da LongPlay360°. Tem um passado meio obscuro na área comercial, onde aprendeu as maravilhas do excel. Seu sonho reprimido é ser redatora, mas nunca tentou fazer um portfólio. Escreve para a Casa do Galo às quintas-feiras.

brunarocha84@gmail.com | http://www.longplay360.com.br


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6 comentários »

  • Bruno Delfino disse:

    Legal Bruna, gostei do teu artigo.
    Bom, no meu caso ele se aplica um pouco diferente. Eu tenho apenas 17 anos e consegui emprego em uma agência de publicidade ainda cursando o ensino médio (risos). Começo a faculdade esse ano e já consegui emprego em outra agência na área de planejamento. Com certeza a faculdade é importante, mas eu acho que a maior parte depende da nossa disposição, interesse e força de vontade.

    Falo isso por experiência própria.

    ;)

    Bjos

    Bruno Delfino - Último artigo em seu blog: Pedigree - Dream

  • Mauro disse:

    Pode chiar cambada de profs que nunca entrou dentro de uma agência.

    Conheci estudantes que queriam ser professores sem nunca ter pisado numa AEIOU Propaganda.

    Embora esse nosso mundo seja relativo, concordo com a Bruna. Desde que soube de uma mídia, ex-Thompson que fôra convidada a dar uma palestra em uma universidade. A condição era a de que ela não falasse nada a respeito da realidade de mercado.

    Mauro - Último artigo em seu blog: Brief 08 - Talentos da Maturidade - Rolling Stones

  • Marketrix disse:

    Eu concordo e discordo com esse post. Acho que a faculdade é importante, sim, pois se não achasse não teria inventado de fazer mestrado! No entando, acho que a experiência conta infinitamente mais. E, no caso do Brasil, a frase título até se aplica, mas vou te dizer que por aqui (na Inglaterra) quem ensina é quem sabe DEMAIS!

    Abs,
    Luciana

    Marketrix - Último artigo em seu blog: Tapete e cama para Havaianas

  • Tiago Fidelis Moralles disse:

    Bruna.
    Conheço um Professor que já trabalhou em algumas agências, em uma delas, até tempo demais. Hoje dá aula vivendo das glórias do passado, já ouvi de outros publicitários o mesmo tipo de pensamento que o seu e levando em conta nossa cultura, não descordo.
    Vendo a foto do Chacrinha, lembrei de um post engraçado (http://autoajudacinica.blogspot.com/) leia “COMO DESENVOLVER SUA CRIATIVIDADE”.
    Abraços.

    Tiago Fidelis Moralles - Último artigo em seu blog: Eu sou a lenda do menchandising

  • Galo disse:

    Luciana,

    Bom (e ruim) saber que essa é a realidade somente no Brasil. Ainda há uma esperança além-mar.

    Beijo,

    Diego

  • Bruna (author) disse:

    Pois é… como eu disse, não acho que a culpa seja do professor em si. Mas em função da velocidade que as coisas acontecem por aqui, e pela falta de conexão das faculdades com o mercado, os professores ficam vendidos.

    Penso que para as aulas relacionadas a disciplina do mkt, a autonomia dos professores é maior, e a diferença da teoria para o mercado não tão discrepante.

    Certamente, qdo estiver com as coisas mais ajeitadas, vou aí te visitar, Luciana, pra fazer minha pós tb.

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