Quem sabe, faz. Quem não sabe, ensina
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Sou uma daquelas defensoras que acreditam que para ser publicitário tem que fazer faculdade. Apesar de saber que alguns afortunados já nascem com o dom da comunicação e que podem, muito bem, trabalhar na área sem ter tido formação acadêmica, vejo a graduação como o start em nosso meio.
Para piorar a situação, os mais tradicionais ainda não vêem com bons olhos os que decidem ingressar em uma faculdade de propaganda. Sabem que os alunos vão para as aulas, mas não entendem muito bem o que irão aprender. Para eles, faculdade boa ainda é Engenharia e Medicina. Mas, concordemos, nossa profissão nunca foi genuinamente necessária, afinal fomos nós publicitários quem criamos a nossa própria necessidade de existir, depois de ter criado milhões de necessidades na sociedade.
O que compromete a qualidade generalizada das faculdades de comunicação é a falta de conexão direta com o mercado. Parte da desatualização de informações vem de professores que perderam contato com o mercado há algum tempo, ou que não buscaram cursos de atualização profissional. Não por culpa dos professores, mas, por pura conseqüência da velocidade de mutação de nosso meio, que se renova diariamente.
E daí que você vai para a faculdade aprender a teoria, e só. Definitivamente slogans do tipo ‘Aqui você aprende na prática’ não definem nosso curso. Algumas faculdades quase fogem a regra, quando possuem uma boa infra-estrutura e corpo docente renomado, mas, certamente o mercado sempre terá dado passos à frente da sala de aula.
Penso que funciona igual ao futebol: jogador quando se aposenta vira técnico. Os grandes publicitários da atualidade só irão virar os ‘técnicos’ dos criativos quando deixarem de apresentar o mesmo desempenho de quando eram jovens. Afinal, o técnico enxerga a estratégia para coordenar os que estão em campo.
Já disse que sou defensora do bacharelado, pois, em minha opinião é ele quem dá a base, que exercita a mente para os problemas da vida real, no entanto, é a prática que completa o processo de aprendizagem.
Mestres perdoem-me, mas: Quem sabe, faz. Quem não sabe, ensina.
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Bruna Rocha, 24, é atendimento da LongPlay360°. Tem um passado meio obscuro na área comercial, onde aprendeu as maravilhas do excel. Seu sonho reprimido é ser redatora, mas nunca tentou fazer um portfólio. Escreve para a Casa do Galo às quintas-feiras.
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Bruna Rocha, 24, é atendimento da LongPlay360°. Tem um passado meio obscuro na área comercial, onde aprendeu as maravilhas do excel. Seu sonho reprimido é ser redatora, mas nunca tentou fazer um portfólio. Escreve para a Casa do Galo às quintas-feiras. 







Legal Bruna, gostei do teu artigo.
Bom, no meu caso ele se aplica um pouco diferente. Eu tenho apenas 17 anos e consegui emprego em uma agência de publicidade ainda cursando o ensino médio (risos). Começo a faculdade esse ano e já consegui emprego em outra agência na área de planejamento. Com certeza a faculdade é importante, mas eu acho que a maior parte depende da nossa disposição, interesse e força de vontade.
Falo isso por experiência própria.
Bjos
Bruno Delfino – Último artigo em seu blog: Pedigree – Dream
Pode chiar cambada de profs que nunca entrou dentro de uma agência.
Conheci estudantes que queriam ser professores sem nunca ter pisado numa AEIOU Propaganda.
Embora esse nosso mundo seja relativo, concordo com a Bruna. Desde que soube de uma mídia, ex-Thompson que fôra convidada a dar uma palestra em uma universidade. A condição era a de que ela não falasse nada a respeito da realidade de mercado.
Mauro – Último artigo em seu blog: Brief 08 – Talentos da Maturidade – Rolling Stones
Eu concordo e discordo com esse post. Acho que a faculdade é importante, sim, pois se não achasse não teria inventado de fazer mestrado! No entando, acho que a experiência conta infinitamente mais. E, no caso do Brasil, a frase título até se aplica, mas vou te dizer que por aqui (na Inglaterra) quem ensina é quem sabe DEMAIS!
Abs,
Luciana
Marketrix – Último artigo em seu blog: Tapete e cama para Havaianas
Bruna.
Conheço um Professor que já trabalhou em algumas agências, em uma delas, até tempo demais. Hoje dá aula vivendo das glórias do passado, já ouvi de outros publicitários o mesmo tipo de pensamento que o seu e levando em conta nossa cultura, não descordo.
Vendo a foto do Chacrinha, lembrei de um post engraçado (http://autoajudacinica.blogspot.com/) leia “COMO DESENVOLVER SUA CRIATIVIDADE”.
Abraços.
Tiago Fidelis Moralles – Último artigo em seu blog: Eu sou a lenda do menchandising
Luciana,
Bom (e ruim) saber que essa é a realidade somente no Brasil. Ainda há uma esperança além-mar.
Beijo,
Diego
Pois é… como eu disse, não acho que a culpa seja do professor em si. Mas em função da velocidade que as coisas acontecem por aqui, e pela falta de conexão das faculdades com o mercado, os professores ficam vendidos.
Penso que para as aulas relacionadas a disciplina do mkt, a autonomia dos professores é maior, e a diferença da teoria para o mercado não tão discrepante.
Certamente, qdo estiver com as coisas mais ajeitadas, vou aí te visitar, Luciana, pra fazer minha pós tb.
Gostei do artigo da bruna(Não é Bruna).Isso mostra bem como anda a cabeça de muitos jovens e adágios populares no Brasil.Enquanto em nações desenvolvidas(Japão,Estados Unidos e outras)quem sabe mais vai ser professor,no Brasil é o contrário.O que se tem então é um conjunto de professores que realmente refletem esse adágio.Quem sabe mais não vai querer ser professor pois, a carreira é estressante,muito mal remunerada e como se ver a percepção truculenta do tecido social não ajuda em nada.É …deletem os professores.
Bruna,
embora um tanto fora de tempo, li seu artigo por meio de uma pesquisa no Googgle e resolvi postar uma observação (grande, aliás…rs).
Não sou exatemente um profissional da área. Fiz locução publicitária em uma escola técnica e considero ter aprendido muito. Trabalhamos com pessoas que estão no mercado, inclusive de mkt político. Concordo plenamente com vc, sobre a realidade por que passa a maioria dos mestres. Mas a estrutura educacional passa pelas necessidades mercadológicas e precisam faturar. Neste ponto é que as fragilidades apontadas por vc começam a surgir.
É preciso um mkt curricular para atrair alunos à instituição. E aí, entram os veteranos profissionais, que tb são vaidosos pelo fato de estarem lecionando. Assim, se acham até acima do próprio mercado de trabalho, por estarem ditando seu comportamento. Não são exatamente amantes da profissão mas sim do que representam em seu contexto. Por isso, no mais das vezes, não conseguem ensinar ou ao menos informar os alunos. Formar, nem perto.
Sou a favor dos cursos tecnológicos, para várias profissões. Neles o aluno vai direto ao ponto. Opera, cria, desenvolve, participa ativamente. Entendo a faculdade como algo mais teórico, que aliado a uma prática apurada, pode formar empreendedores, gerentes e, aí sim, grandes mestres atualizados e antenados ao que se passa no mundo profissional.
Desculpe o longo comentário. Muito obrigado.
Anselmo,
muito obrigado pelo seu comentário.
abraço
Grande besteira.
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