Quem já pediu criatividade ao bom velhinho no natal, levanta a mão!
Levanta a mão quem pelo menos uma vez na vida não teve medo de ser abandonado pela criatividade. Bem-vindo ao clube, pois eu também estou aqui, com uma mão no teclado e a outra levantada, pois todos os dias ao ligar o computador tenho medo de que descubram que sou uma fraude.
Mas o que seria de fato a criatividade? Que fogo divino é esse que crepita dentro de nós e nos impulsiona?
Então eis que no domingo de manhã, acometida da ausência do fogo divino para escrever esta coluna, abro o caderno Mais! e dou de cara com um texto do Marcelo Gleiser sobre adivinhe o quê? CRI-A-TI-VI-DA-DE, sim senhor!
O insight, que para ele é uma palavra cuja a tradução em português, compreensão, não é das melhores, culmina na criatividade. Ele opta por sacada, ou genial que, aliás, são muito mais adequadas. Sobre o insight, Gleiser diz que ele é uma espécie de alívio de uma tensão mental a qual nossos cérebros são submetidos quando se encontram a pleno vapor, fazendo conexões várias entre fatos, memórias auditivas, olfativas, visuais etc. O insight, ou seja, o momento do ahá, é o ápice do processo cerebral. O momento em que a ficha cai, quando algo no cérebro passa a funcionar por ele mesmo.
Poderíamos então dizer que a criatividade se trata de um atributo inerente ao cérebro humano?
Não sei. O fato é que o mistério com relação ao processo mental ainda está em estudo, visto que antes de resolver questões, a atividade cerebral se concentra num lado diferente do que quando a questão já está solucionada. Sendo assim, as informações, as referências às quais somos submetidos diariamente consistem em combustível para fazer girar esta engrenagem.
Tudo bem que essa coisa de levantar a mão é meio chata, mas pela última vez, okay? Quem nunca sentiu alívio ao acabar de escrever um título bacana ou ter feito um leiaute ideal, levanta mão!
Pois, é. Dizem que Arquimédes ficou tão eufórico ao desvendar, por meio da densidade, o enigma da coroa de seu rei ser de ouro ou ouro misturado com prata, que saiu pelado pelas ruas de Siracusa.
Bem, enquanto a ciência se esmera em descobrir conclusões sobre o mecanismo mental, nós por aqui vamos alimentando essa fogueira chamada criatividade para que ela nunca se apague. Nada de sair por ai pelado depois de criar um anúncio do caralho, heim? Ah, e uma última coisa, já pode abaixar a mão.
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Lenise Regina, 30, está redatora publicitária até o próximo anúncio, quando então seu chefe descobrirá que "Lenise" é um pseudônimo e que "Regina" é apenas um desejo antigo de nobreza; sendo assim, ele não hesitará em lhe dar um pé na bunda e revelar-lhe-á que a monarquia no Brasil foi extinta desde 1889. Escreve para a Casa do Galo quinzenalmente às segundas-feiras.
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Este artigo tem as seguintes tags: Criação, criatividade, criativo, ideia, ideias, insight









Muito massa o artigo Lenise. Realmente a luz da lâmpada chamada criatividade acendeu por aí, heim!
É aquela história de muita transpiração e um pouco de inspiração. Às vezes o tal do ‘insight’ aparece depois de um café, uma volta no quarteirão, um jogo de tênis ou uma ‘brincada’ no guitar hero.
Vai entender.
Abraços!
Parabéns Lenise!!!
to me inspirando em vc, hehe
logo terá texto meu ai chegando!!!
Lê, “nada vem por acaso”.
Uma pressãozinha básica,
o prazo vencendo e eis que aí,
miraculosamente surge a solução?
Nope! Joga lenha na moleira não, pra ver. Hehehe.
Bjo.
Pois eh,Iasnara,
Como já dizia a vovô,carro apertado é que anda! hehe
Não sei o que é mais bacana, se o seu post ou o seu mini-curriculum.
Abraços
Eu sou mais bacana, leonardo!
hahahahahaha
beijo.
Se não pode sair pelado gritando pelas ruas, qual a graça de achar uma ótima solução? (hehe)
Ótimo post.
Lenise!
Esse medo de ‘perder a criatividade’ ou até mesmo não ser sulficientemente criativo ,creio que esteja presente na vida de todos que estão nesse meio da publicidade.
Ótimo texto!
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