Quem disse que é assim?
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Acabamos de sair do Wave Festival, realizado no Rio de Janeiro, e estamos a menos de quinze dias para entrarmos na maior festa da publicidade mundial, o festival de Cannes. Lá, as maiores feras da propaganda marcarão presença e julgarão tudo o que há de melhor no mundo dos comerciais. Tudo muito bonito, muito charmoso.
Por outro lado, recebi uma edição da Revista da Criação, publicação da Meio & Mensagem contendo a opinião de grandes nomes do mercado sobre um tema que me chamou muito a atenção: o que define se uma propaganda é boa ou ruim? Quais critérios são utilizados na hora de premiar ou eliminar determinada peça? A direção de arte é boa, a idéia genial, mas quem determinou que isso seja bom e aquilo não?
O texto discorre sobre as fórmulas inventadas por grandes profissionais e que, quando adotadas, funcionam. Assim, se todos fizerem daquela maneira, tudo correrá como planejado. A dificuldade em se julgar a publicidade atual também vem da criação de novos meios de comunicação, abrindo um leque de possibilidades muito maior ao que se era acostumado.
Pessoalmente, acredito que estes sejam apenas alguns dos fatores responsáveis. Não é por acaso que milhões são gastos todos os anos em pesquisas de opinião e comportamento, relatórios de tendências e inovações tecnológicas. O que determina a qualidade de uma peça é, além de todo um conceito envolvido, o monitoramento freqüente do consumidor e seus hábitos, descobrindo-se o que ele pensa e do que gosta. Por isso os novos formatos de mídia dificultam o trabalho dos jurados: entramos em terreno desconhecido, onde não existe nenhum dos estudos citados acima com alto grau de aprofundamento.
Acredito que a propaganda boa é diretamente proporcional ao tempo em que se gasta estudando aqueles que a consumirão.
(N. do E.: leiam também este excelente artigo do Washington Olivetto)
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André Rafanhin, 22, é redator na Pitanga Propaganda e inventor do Bundoor, mídia que promete revolucionar a publicidade brasileira. Não possui prêmios importantes, peças geniais e vergonha na cara. Escreve para a Casa do galo semanalmente às quartas-feiras.
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André Rafanhin, 22, é redator na Pitanga Propaganda e inventor do Bundoor, mídia que promete revolucionar a publicidade brasileira. Não possui prêmios importantes, peças geniais e vergonha na cara. Escreve para a Casa do galo semanalmente às quartas-feiras. 







cara, confesso eu dei uma parada no tempo há qse dois meses…
e seu artigo me fez despertar pra vida: semana q vem já tem Cannes.
yeah!
muito bom!
“Acredito que a propaganda boa é diretamente proporcional ao tempo em que se gasta estudando aqueles que a consumirão.”
Eu não poderia discordar mais!
Acredito, evidentemente, no valor das pesquisas e na compreensão do target, mas acredito muito mais naquilo que a pesquisa não revela, naquela necessidade que a pessoa (sempre uso PESSOA e não CONSUMIDOR) ainda não sabe que tem, naquele serviço que ela não conhece e nem imagina, ainda, mas que vai mudar a sua vida, seu modo de se relacionar com outras pessoas, com marcas, com produtos, consigo mesma… ou mesmo pretensões menores, mas ainda assim que causem impacto positivo no cotidiano.
Repito: eu não desprezo o valor da pesquisa, mas acho que o que ela não revela é mais valioso do que aquilo que ela revela, e portanto, acredito que a propaganda boa é diretamente proporcional ao tempo em que se gasta criando/planejando o novo desejo/necessidade das pessoas, descobrindo e dando soluções para as necessidades que elas ainda não sabem que tem.
O que vou escrever aqui é básicamente o mesmo que você, Rodrigo, pois mantenho meu ponto de vista mas em momento algum discordo do que você fala, muito pelo contrário, produtos que hoje são sucesso de vendas foram criados dessa maneira.
A verdade é que eu escrevi sobre um lado da propaganda e, você, sobre o outro. A pergunta que me veio a cabeça neste exato momento foi: não seria possível, através de pesquisas, detectar possíveis necessidades ainda inexistentes?
Abraços!
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