Qual o medo do publicitário de hoje?
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A resposta é: o futuro.
Primeiro, vamos ligar o capacitor de fluxo e colocar uma data no painel do DeLorean, de preferência para daqui a algumas décadas.
Ao chegar nesse futuro, podemos ver duas grandes forças que ameaçam o publicitário (lembram do Porter?). No futuro, as pessoas pagarão para não ver, receber ou interagir com as propagandas e as mídias sociais vão estar bombando como nunca.
Não pagar por propaganda? Já estamos vendo esse movimento em alguns segmentos. Por exemplo, alguns softwares que cobram para não exibir suas propagandas, jornais online que exibem somente a notícia, sem nenhuma interferência publicitária (através da assinatura dos seus leitores) e o “conhecido” TiVo (serviço de gravação de programas de televisão) que ajuda você a gravar seus programas favoritos pulando todos os comerciais.
Mídias sociais bombando? Bom, elas já estão aí. Hoje, os produtos que são bons (bons mesmo) são vendidos pelas pessoas. Não são mais necessárias as maiores agências com seus grandes contratos com as grandes empresas, para vender seus produtos não tão grandes assim. Quando temos um produto que gostamos em mãos, temos a necessidade de falar para todos meus amigos comprar o mesmo, pois é muito bom! (converse com quem tem um iPhone e verá meu ponto).
A publicidade irá mudar, e hoje estamos vendo primeiro grande passo. Não tem como evitar isso, é um processo natural. Afinal, antes eram gastos esforços com o rádio e hoje as empresas tentam se encontrar no Twitter.
Então, é o fim do mundo? Os profissionais desse ramo já podem se jogar dos prédios? Não, nada disso. (Ufa!)
Para não ser atropelado pelo futuro, temos que observar o mundo com calma. Observar os clientes (não estou falando das empresas como cliente, e sim o consumidor) e ver como eles se comportam. Esses consumidores irão evitar os “reclames do plim-plim” e cada vez mais, vão confiar em amigos e marcas.
Com isso, o publicitário terá que exercitar seu lado sociólogo, nunca se esquecer do branding e sempre olhar um ou dois passos na frente, para o futuro.
Se olhar para o futuro, não será engolido pelo mesmo.
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Patrick Estrabom, 25, Co-fundador e sócio da It’s Digital, uma consultoria e produtora digital e uma das cabeças por trás do Que Tal Isso?, blog relacionado a criatividade e inovação. Escreve para a Casa do galo na esperança de um dia dar um autógrafo na rua.
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Patrick Estrabom, 25, Co-fundador e sócio da 







Fiz questão de grifar o trecho: “No futuro, as pessoas pagarão para não ver, receber ou interagir com as propagandas e as mídias sociais vão estar bombando como nunca.”
O triste é que antigamente publicitário era sinônimo de gente informada, moderna, pra frente, que via tendências.
Hoje são avestruzes que não vêem o futuro, ou conservadores radicais, ou estão morrendo de medo.
O futuro, seja onde for, é onde vamos passar a maior parte das nossas vidas.
“Com isso, o publicitário terá que exercitar seu lado sociólogo, nunca se esquecer do branding e sempre olhar um ou dois passos na frente, para o futuro”.
Vamos ter que despertar os planners que temos dentro de nós. E isso é inevitável.
Ou seja, o bicho vai pegar.
Fala Jock,
Diz ae, além da parte grifada, existe outro movimento que vc vê que vai mudar no futuro?
Abraços!
Fala Alex, blz?
Cara, se antes era sinônimo de gente informada, pq não continua sendo? É só ficar antenado nas mudanças e saber como reagir a elas!
E o título de “avestruzes que não veem o futuro” vale p/ muito presidente de empresa, viu? Tem muita empresa por aí que se diz inovadora só pq tem 1 profile no Twitter (sério, eu já ouvi isso).
Fico chateado em saber que muitos se preocupam muito com o dia de hoje e não gastam 10 minutos (da semana, não precisa ser do dia) para pensar no futuro.
Abraços!
Suzana e Jock,
Mas me diz uma coisa, é de todo mal ser um pouco planner?
[...] futuro, podemos ver duas grandes forças que ameaçam o publicitário … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
Olá Patrick,
Uma das coisas mais horripilantes que percebo nestes tempos de mudança é saber que existem muitos publicitários que chegam ao mercado e que não possuem essa característica de pensar para frente e também, não tem o hábito de estabelecer um ciclo de inovação de tempos em tempos.
Esse ato de pensar no futuro não é uma das prerrogativas mais importantes de qualquer mercado? Triste também é ver muitos presidentes e donos de empresa agirem de forma “inovadora”, achando que ter um perfil no Twitter é sinônimo de presença. Um cruel pensamento, não?
Hoje o conteúdo é gerado a partir de conversar informais entre pessoas comuns e o consumidor deixou de ser passivo em relação ao impacto de uma mensagem. Conversar e buscar referências com alguém que teve experiência com algum produto ou marca é muito mais importante do que qualquer coisa.
Nesta questão de pensar no futuro, lembrei de um momento na faculdade em que um professor sempre dizia: “Para pensar no futuro, precisamos ter em mente 3 visões: Uma otimista, uma pessimista e uma realista” (não necessariamente nesta ordem). Isso pode ser uma garantia de enxergar uma panorama mais amplo a respeito de uma situação e pode tornar o sentimento de medo numa possível expectativa.
Parabéns pelo artigo!
[]’s
Patrick,
É de todo o bem, porque vai ser um desafio imenso dentro das agências e de nós mesmos.
Fala Rodigo, blz?
Sabe uma coisa que eu me preocupo? É achar que não dá para inovar e se renovar (conforme o ciclo que vc comentou). Caramba, a informação está tao acessível, e podemos encontrar tanta coisa interessante na net, que muita gente não percebe. Para uma galera (excluo quem acha que internet é só ferramenta) internet é feita de pornografia e vídeos engraçados.
Ver o futuro é uma atividade de qq ramo. Mas parece que acabamos esquecendo como fazer isso, afinal “é chato pensar”. Mas vale uma discussão com amigos do tipo: O que vamos estar fazendo daqui a 10 anos? Numa mesa de bar, faça isso e observe as respostas (se houver).
Como vc falou, comprar e comparar os produtos mudou. Não tenho dúvidas.
Sobre seu comentário das 3 visões, eu vi o mesmo conceito, porém mas no lado do planejamento. É importante, quando vamos tomar uma decisão ou decidir o norte de uma empresa/ação, devemos traçar 3 cenários. O otimista, o neutro e o pessimista, para ponderar quanto sua decisão está no caminho certo ou não.
Mas isso é assunto p/ outro dia!
Obrigado pelo elogio e pela visita! Volte sempre!
Suzana,
Haha, então, mãos a obra! Pelo menos vc pode colocar mais 1 linha no CV!
Abraços!
[...] vez falei aqui na casa que no futuro as pessoas vão pagar para não ver propagandas e isso ainda vale. Eu pagaria para não ser interrompido no meio do filme. Os responsáveis por [...]
uhauahua…o mundo está em constante mudança. Com a velocidade com que as coisas acontecem o futuro é hoje a tarde.
Quem fica atento as novas possibilidades, oportunidades e todas as "ades" é que vai ter àquela sacada mirabolante que vai revolucionar o mercado como vemos na história da humanidade.
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