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Publicidade x Arte (de rua)

6 Novembro 2007 6 comentáriosescrito por Rafael Amaral

Música, cinema, dança. A arte, do Latim ars (significando técnica ou habilidade), compreende toda atividade relacionada a manifestações estéticas do ser humano. Nada mais natural como ser uma das maiores referências para o mundo publicitário.

Passo a bola da discussão entre a publicidade ser caracterizada como arte, ou não, para outro artigo ou mesmo outro colunista. Quero abordar a apropriação da arte pela publicidade. Especificamente a arte de rua.

A arte de rua, que compreende várias formas de expressão como o graffiti, stencil, stickers, posters, pintura e escultura, é a arte criada em espaços públicos, muitas vezes sem permissão.

Particularmente, adoro as investidas publicitárias que utilizam a arte de rua, ou ao menos a tem como temática. Como exemplo, é impossível não lembrar a ação feita para o PlayStation Portable em 2005, que virou assunto até para a conceituada revista Wired.

 

Psp1   psp2

 

Tal tipo de publicidade potencializa a abrangência da arte e atinge públicos que, talvez, não tivessem este tipo de contato não fosse a propaganda. Além disso, a publicidade demonstra respeito à arte e ajuda a modificar a imagem errônea de vandalismo que, infelizmente, ainda perdura sobre a arte de rua.

Somado ao estigma vândalo que a arte carrega, alguns grandes centros culturais enfrentam desafios ainda maiores, como é o caso da capital paulista que absorve os impactos da Lei Cidade Limpa. Que por sinal, será tema de um documentário americano que retratará a perseguição ao grafite após a lei, segundo coluna da Mônica Bergamo.

Toda a beleza da arte urbana é abordada também como temática em mídias impressas ou até spots de televisão, como fez recentemente a Goodyear para reposicionar sua imagem no mercado latino-americano.

 

goodyear1

goodyear2

 

A mescla de arte e publicidade agrega valor a ambas, aumentando o impacto das mensagens. Seja a publicidade arte, ou não, é válido afirmar que há espaço suficiente para uma integrar a outra.

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Rafael Rafael Amaral, 21, é redator e estudante de publicidade, pronto para encarar o TCC este ano. Escreve para a Casa do galo às terças-feiras.

omaioremaildorafa@gmail.com | http://www.estagiaridade.com/


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6 comentários »

  • Galo disse:

    Rafa,

    Eu adoro essas quase “intervenções”. Entre as duas, prefiro a do PS.

  • Rafael Amaral (author) disse:

    A campanha conta com um hotsite bacaninha também.

    Rafael Amaral - Último artigo em seu blog: Cadê o trote da Sabrina?

  • Marquito disse:

    Meu trabalho de conclusão teve muito disso.

    Marquito - Último artigo em seu blog: O conto de Jack, o Criativo no Condado do Marketing - Ato Final

  • Bruna disse:

    Cara, não tinha visto esta do PS, muito boa.

    Além dos graffittis usados para a publicidade, costumo ver os que criticam o Kassab pela lei cidade limpa, desenhos muito bacanas com as msg quase que subliminar.

  • Sem Rótulo disse:

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  • Victor Cardoso Aguiar disse:

    Olá Rafael Amaral tudo bem?

    Adorei esse artigo..

    está tratando justamente sobre o meu trabalho
    final de curso deste ano…

    A apropriação da arte urbana pela publicidade

    Tenho muitas marcas, como a Kuat, Havaianas, entre outras..
    Gostaria que se você tiver mais textos, marcas..
    que estão apropriando..
    da arte urbana.. e me passasse…

    Assim um amigo que está formando em publicidade
    não concorda, e não irá usar esse tipo de
    técnica em contratar grafiteiros
    devido ao gasto)em campanhas,
    pois o photoshop e ilustrator simula
    muitas coisas feitas com grafite”

    A muita coisa a se pensar..

    Mas na minha opinião eu aprovo totalmente as
    agências usarem este meio da arte urbana,
    como forma tirar ideia da mente das pessoas
    que essa forma de expressar é vandalismo!!!

    até mais!!

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