Publicidade x Arte (de rua)
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Música, cinema, dança. A arte, do Latim ars (significando técnica ou habilidade), compreende toda atividade relacionada a manifestações estéticas do ser humano. Nada mais natural como ser uma das maiores referências para o mundo publicitário.
Passo a bola da discussão entre a publicidade ser caracterizada como arte, ou não, para outro artigo ou mesmo outro colunista. Quero abordar a apropriação da arte pela publicidade. Especificamente a arte de rua.
A arte de rua, que compreende várias formas de expressão como o graffiti, stencil, stickers, posters, pintura e escultura, é a arte criada em espaços públicos, muitas vezes sem permissão.
Particularmente, adoro as investidas publicitárias que utilizam a arte de rua, ou ao menos a tem como temática. Como exemplo, é impossível não lembrar a ação feita para o PlayStation Portable em 2005, que virou assunto até para a conceituada revista Wired.
Tal tipo de publicidade potencializa a abrangência da arte e atinge públicos que, talvez, não tivessem este tipo de contato não fosse a propaganda. Além disso, a publicidade demonstra respeito à arte e ajuda a modificar a imagem errônea de vandalismo que, infelizmente, ainda perdura sobre a arte de rua.
Somado ao estigma vândalo que a arte carrega, alguns grandes centros culturais enfrentam desafios ainda maiores, como é o caso da capital paulista que absorve os impactos da Lei Cidade Limpa. Que por sinal, será tema de um documentário americano que retratará a perseguição ao grafite após a lei, segundo coluna da Mônica Bergamo.
Toda a beleza da arte urbana é abordada também como temática em mídias impressas ou até spots de televisão, como fez recentemente a Goodyear para reposicionar sua imagem no mercado latino-americano.
A mescla de arte e publicidade agrega valor a ambas, aumentando o impacto das mensagens. Seja a publicidade arte, ou não, é válido afirmar que há espaço suficiente para uma integrar a outra.
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Rafael Amaral, 21, é planner na Super Produções e blogueiro do Estagiaridade. Escreve para a Casa do galo às terças-feiras.
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Rafa,
Eu adoro essas quase "intervenções". Entre as duas, prefiro a do PS.
A campanha conta com um hotsite bacaninha também.
Rafael Amaral – Último artigo em seu blog: Cadê o trote da Sabrina?
Meu trabalho de conclusão teve muito disso.
Marquito – Último artigo em seu blog: O conto de Jack, o Criativo no Condado do Marketing – Ato Final
Cara, não tinha visto esta do PS, muito boa.
Além dos graffittis usados para a publicidade, costumo ver os que criticam o Kassab pela lei cidade limpa, desenhos muito bacanas com as msg quase que subliminar.
Olá Rafael Amaral tudo bem?
Adorei esse artigo..
está tratando justamente sobre o meu trabalho
final de curso deste ano…
A apropriação da arte urbana pela publicidade
Tenho muitas marcas, como a Kuat, Havaianas, entre outras..
Gostaria que se você tiver mais textos, marcas..
que estão apropriando..
da arte urbana.. e me passasse…
Assim um amigo que está formando em publicidade
não concorda, e não irá usar esse tipo de
técnica em contratar grafiteiros
devido ao gasto)em campanhas,
pois o photoshop e ilustrator simula
muitas coisas feitas com grafite”
A muita coisa a se pensar..
Mas na minha opinião eu aprovo totalmente as
agências usarem este meio da arte urbana,
como forma tirar ideia da mente das pessoas
que essa forma de expressar é vandalismo!!!
até mais!!
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