Publicidade Pós-Internet
Esse será meu primeiro ‘post’ em que a dica não virá através de ‘links’ interessantes, mas para alertar que, muito provavelmente, a oportunidade pode estar a um clique de distância.
Já não é mais novidade que o ofício de publicitário sofreu uma plástica total frente às mudanças aceleradas na comunicação. O glamour deixou de ser “inspiração”, restando apenas a “transpiração” de longas jornadas de trabalho. A principal mudança, como se sabe, foi gerada pela disseminação da internet. A estrutura das agências, também, já não é mais a mesma. As novas mídias incluem Links Patrocinados, Search Engine Optimization (SEO), Social Media, Trafficking, Mobile, dentre outras.
Para Walter Longo, mentor de estratégia e inovação do Grupo Newcomm, mais conhecido como o “consultor do Roberto Justus” no programa Aprendiz, exibido pela Rede Record, as agências terão que passar por essa reestruturação como a única forma de ganhar longevidade no mercado – terão que dominar diversas novas áreas para atender os clientes com eficiência.
No quesito “capital humano”, a necessidade de atrair talentos inovadores e mantê-los passou a ser questão de sobrevivência. Aquele plantel de bons empregados, que faziam tudo certinho, mas sempre mais do mesmo, já criam ônus para um melhor desempenho das agências. Há algum tempo atrás li, em algum semanal que não me recordo o nome, que é possível encontrar até três gerações de expectativas muito diversas dentro de uma mesma empresa – o que se aplica também para algumas muitas agências. E essas gerações foram exemplificadas:
- Os cansados: é a geração mais madura, com mais de 45 anos. Estão saturados da frenética evolução tecnológica, da globalização e da competição encarniçada.
- Os estressados: é a geração intermediária, com trintões e quarentões, que fazem cursos e procuram se reciclar. Apesar de tudo, sentem-se inseguros, sobrecarregados e infelizes. Sua rotina é quase toda ocupada com atividades operacionais.
- Os jogadores: é potencialmente a geração mais criativa, passaram da adolescência para a idade adulta já com a internet. São capazes de realizar simultaneamente diversas tarefas. Trabalho para eles tem muito mais a ver com game – querem logo passar para o próximo nível de dificuldade do jogo.
Essa turma está sendo abordada freqüentemente nas palestras e seminários sobre “Era Digital”, “Web 2.0”, “Redes Sociais” e tantas outras. Assim como os adolescentes, ouvem música, navegam na internet e falam ao telefone ao mesmo tempo em que estão “twittando” para uma centena de seguidores.
E tanto as agências, como principalmente, a grande maioria das empresas, de maneira geral, frustram e espantam esses potenciais talentos porque não conseguem montar um ambiente de realização e estímulo permanente no trabalho. Esses “jogadores” esperam missões, desafios e recompensas. Não espere mantê-los na agência só pela promessa de um plano de carreira, como as antigas gerações. Os mais criativos são os mais difíceis de reter, porque eles costumam criar suas regras. São eles que dão “game over” para a agência e partem para outros desafios.
Portanto, a minha dica para aqueles que acabaram de entrar na faculdade, ou até mesmo para os recém-formados, é não esperar a salvação através dos programas de estágios, pois os departamentos de RH, principalmente, não estão prontos para lidarem com essa nova realidade profissional. O importante é criar um ‘networking’ consistente para você poder se “jogar” no mercado, e eles podem ser os amigos de faculdade que estão no seu MSN, ou mesmo, através dos Twitters* da rede.
*Twitter e seus genéricos na rede:
Gozub – www.gozub.com
Jaiku – www.jaiku.com
Plurk – www.plurk.com
Pownce – www.pownce.com
Tumblr – www.tumblr.com
Twitter – www.twitter.com
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Wilson Roberto, 29, é publicitário-caçador ou vice-versa na área de Planejamento. Vive caçando de tendências, jobs, baladas; mas está à procura mesmo do 'ócio criativo' e de chefes que o tenham como filosofia. Está se especializando em Estéticas Tecnológicas da Comunicação na PUC/SP. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente às terças-feiras.
wilsonroberto@gmail.com | http://www.mediacontacts.com/
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Wilson, belo artigo! E creio que essa é mesmo a tendência.
Estamos passando por um momento único, daqueles que serão estudados e lecionados daqui a alguns anos…
Ótimo artigo.
Acredito também que os “cansados” que se “estressam” e acabam virando “players” com mais experiência são de grande valia.
É mais questão de espírito e força de vontade que de geração.
Tem gente que nasce cansada. Tem gente que não cansa nunca.
Antes de comentar ao Rafael Amaral, a palavra anti-spam que me caiu foi “amaral”!
Bem, foi só um comentário de uma outra matéria que também não se posicionava contra os mais experientes, somente que há uma resistência maior entre eles em modernizar processos, aceitar que MSN já é uma ferramenta de trabalho como tantas outras…
Realmente a valia de aprendizado e experiência são valores intangíveis.
Contra o cansaço, nada melhor que o equilíbrio, “não cansa nunca” é mentira!
Abraços
Muito interessante esse artigo. Só acho essa coisa de network ingrata e as vezes um tiro no pé! Muitas pessoas nem tão criativas ou competentes ganham oportunidades por serem amiguinhas de outras, enquanto muita gente boa ta fora do mercado por não ter alguém que a ponha nele.
Façam um processo de seleção que exija criatividade, iniciativa e outros atributos necessários. Garanto que muita gente do mercado não passaria e outros tantos que, agora estão fora, entrariam com um pé nas costas!
rfmalucom.blogspot.com
Concordo com você. Só acho q a divisão dos perfis tem muito mais a ver com a cabeça do que com a idade. O marcelo Tas, por exemplo, tem quantos anos? Qual o perfil dele?
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