Publicidade para publicidade
Todo publicitário e muitas outras pessoas já fizeram aquele exercício de vender a si próprio. Aliás, quem está procurando emprego está num constante processo de “auto-venda”. É preciso ser diferente dos demais candidatos, é preciso surpreender, chamar a atenção, exaltar as qualidades e diminuir os defeitos.
A profissão de publicitário pede que façamos isso para outras empresas dos mais diversos segmentos. É preciso ser criativo para conquistar a atenção do target. Mas não quero, neste artigo, falar do publicitário. Quero falar sobre a publicidade e sua casa, ou seja, a agência.
No artigo anterior comentei sobre o “algo mais” que a publicidade pode oferecer aos clientes, indo além da publicidade e, mesmo sem os pré-requisitos profissionais básicos, adentrar em outras áreas como administração de marketing e de empresas como forma de auxiliar o anunciante.
Quando nos deparamos com aqueles rankings como “qual a melhor empresa para se trabalhar” ou mesmo ”qual agência é mais cobiçada pelos profissionais do ramo”, pensamos no motivo que levam as pessoas a desejarem fazer parte do quadro de funcionários de tais empresas. Vemos, admirados, a sede do Google e suas flexibilidades na lida com seu RH, ou estratégias piradas de estudantes que fazem de tudo para conseguirem um estágio numa empresa na qual querem uma oportunidade. Sugerimos e, muitas vezes, planejamos mudanças e campanhas internas para nossos clientes a fim de criar um ambiente melhor e mais produtivo.
Somos tão criativos e inovadores com os projetos que atendemos e, por isso, nos orgulhamos da profissão. Mas e a agência? É uma empresa como qualquer outra. Tanto é que os entraves e dificuldades empresariais existem como em qualquer outro ramo de atividade. Porém, será que não conseguimos ser criativos e inovadores com nosso próprio negócio? Será que não conseguimos ser diferentes e surpreendentes a ponto de termos que admirar e aplaudir outros empreendimentos e ações? Será que não conseguimos ser mais flexíveis?
É inerente à publicidade, por exemplo, os departamentos de criação e arte reclamarem dos horários estendidos. Mas conheço poucos que trocariam de profissão e, mais ainda, a maioria afirma preferir o horário noturno, mais tranquilo e mais propício ao surgimento de ideias. Então, vejo eu, é mais cômodo reclamar e continuar como está do que formatar uma maneira mais inovadora e diferenciada de trabalho.
Sou publicitário e não administrador de empresas. Mas, como diz um cliente da agência em que trabalho: “o não eu já tenho”. Tente, sugira, inove. É nossa obrigação sermos criativos e diferentes, até dentro de casa. E aí, quem sabe a sua não será a próxima empresa a ser vista com olhos de admiração.
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Claudinei Junior, 25, é publicitário para viver e não vive para publicidade. Na agência Marca-X, trabalha com planejamento e mídia. Coagiu seus ex-professores com métodos nada convencionais e, por isso, também é professor universitário da Faculdade de Comunicação de Pres. Prudente (Facopp/UNOESTE). De quebra, escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às sextas-feiras.
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Claudinei Junior, 25, é publicitário para viver e não vive para publicidade. Na agência Marca-X, trabalha com planejamento e mídia. Coagiu seus ex-professores com métodos nada convencionais e, por isso, também é professor universitário da Faculdade de Comunicação de Pres. Prudente (Facopp/UNOESTE). De quebra, escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às sextas-feiras. 







[...] This post was mentioned on Twitter by Cintia Bariquelo, Karina. Karina said: Coisas de publicitários: http://bit.ly/91hDg [...]
Nesse novo modelo de agência, quem não se destacar com certeza vai se descartar. A mais pura realidade.
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Acho meio incoerente a afirmação “(…)os departamentos de criação e arte reclamarem dos horários estendidos. Mas conheço poucos que trocariam de profissão e, mais ainda, a maioria afirma preferir o horário noturno(…)”
A conclusão que eu chego é que a minoria reclama do horário estendido, já que a maioria prefere.
Me incluao nesta minoria. Chega de exploração, trabalho aos finais de semana e turnos de 15 horas.
[Responder]
incluam*
[Responder]
Carlos, essa é a ideia. Ou seja, por quê ninguém pensa numa forma de mudar isso? É impossível? Se depois de esgotadas todas as possibilidades não houver saída para os horários, por exemplo, não tem jeito de deixar isso menos cansativo para os criativos?
Valeu pelo comentário.
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