Publicidade a.C
Muitos teóricos dizem que o marketing e, por consequência, a publicidade, nasceram junto com a revolução industrial. A produção crescia, o pequeno alfaite do bairro dava lugar para uma grande industria têxtil, onde esse mesmo alfaiate se tornaria uma mera massa de manobra, costurando botões em série para o magnata dono da produção. Essa grande quantidade de produtos precisava ser despejada e consumida rapidamente no mercado. Qual a melhor maneira para que isso acontecesse? Mostrando o produto onde todos os potenciais consumidores poderiam estar. Nascia aí propaganda.
Pois eu discordo. Acho que ela surgiu muito antes. Quer um exemplo? Voltemos ao Antigo Egito, tempo dos Faraós como Tutankhamon. A força dos governantes era a sua posição de figura divina perante a sociedade egípcia. E qual a melhor maneira de se fazer isso que não através da publicidade?
As escavações arqueológicas hoje encontram templos, pirâmides, vales, todos repletos da escrita sagrada representada através dos Hieroglifos – os quais somente a alta realeza, sacerdotes e nobres conheciam e dominavam. E o que, geralmente, esses escritos mostravam? O poder do Deus-Faraó, além de toda a mitologia do povo egípcio. O safado do Faraó vendia cobre banhado com ouro, por que de Deus ele não tinha nada.
E na Roma antiga? Sabia que um tal de Marketing Político já existia? Os senadores corruptos (sic) do Império Romano além de conspirar o tempo todo, adotavam elaboradas estratégias para vencer a eleição e ganhar a confiança do povo. Imaginem o que o Duda Mendonça não ia ganhar de sestércios.
E Jesus, um dos maiores marqueteiros da história? O cara vendeu areia para beduínos. Pregar uma nova crença, dentro de um templo judeu, transformar-se em mártir para entrar na história como messias da religião com o maior número de fiéis em todo o mundo. Tem que ler muito Kotler meus amigos.
A diferença básica entre o que entendemos hoje como publicidade, é que ela se destina, primordialmente, a vender um produto ou um serviço. Nossos amigos marketeiros das antigas vendiam uma idéia, geralmente para promover a eles próprios.
As idéias e opiniões expostas nos artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores, e podem não refletir a opinião da Casa do galo.
Se você gostou deste artigo, assine o RSS feed da Casa do galo. Você também pode receber os artigos por e-mail.
Marquito, 23, é publicitário formado pelo Mackenzie e adora a criação e está de volta a redação publicitária. Escreve para a Casa do galo às quartas-feiras.
marcos.cangiano@gmail.com | http://www.divagacoeseideias.blogspot.com
Últimos artigos escritos por Marquito
- Visa4You - A dura batalha de se conseguir um Visto para Londres
- Vida de publicitário - Ensaio sobre um passado distante
- Vida de publicitário - Ensaio sobre um futuro próximo
- Arthur C. Clarke - 2001: Que odisséia que nada, era tudo verdade!
- Queridos Publicitários
- A Biblioteca da Casa - Na Toca dos Anéis
Artigos relacionados
- Cadê os investimentos em publicidade das agências?
- A fantástica fábrica da publicidade
- Publicidade em jogos
- Blogs e sites sobre publicidade
- BBDO - Addicted
Marquito já escreveu 42
artigo(s) para a Casa do galo.
Leia as colunas anteriores do(a) Marquito.
Este artigo tem as seguintes tags: deus, farao, jesus, Kotler, publicidade, religiao, sestércios, Tutankhamon











É Marquito, acho que é tudo culpa da concorrência.
Até Jesus teve que se adaptar a diferentes culturas hehe.
Abraços.
Tiago Fidelis Moralles’s last blog post..David Lynch
Deixe seu comentário!