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Publicidade a.C

13 Fevereiro 2008 1 comentárioescrito por Marquito

egipcio

 

Muitos teóricos dizem que o marketing e, por consequência, a publicidade, nasceram junto com a revolução industrial. A produção crescia, o pequeno alfaite do bairro dava lugar para uma grande industria têxtil, onde esse mesmo alfaiate se tornaria uma mera massa de manobra, costurando botões em série para o magnata dono da produção. Essa grande quantidade de produtos precisava ser despejada e consumida rapidamente no mercado. Qual a melhor maneira para que isso acontecesse? Mostrando o produto onde todos os potenciais consumidores poderiam estar. Nascia aí propaganda.

Pois eu discordo. Acho que ela surgiu muito antes. Quer um exemplo? Voltemos ao Antigo Egito, tempo dos Faraós como Tutankhamon. A força dos governantes era a sua posição de figura divina perante a sociedade egípcia. E qual a melhor maneira de se fazer isso que não através da publicidade?

As escavações arqueológicas hoje encontram templos, pirâmides, vales, todos repletos da escrita sagrada representada através dos Hieroglifos – os quais somente a alta realeza, sacerdotes e nobres conheciam e dominavam. E o que, geralmente, esses escritos mostravam? O poder do Deus-Faraó, além de toda a mitologia do povo egípcio. O safado do Faraó vendia cobre banhado com ouro, por que de Deus ele não tinha nada.

E na Roma antiga? Sabia que um tal de Marketing Político já existia? Os senadores corruptos (sic) do Império Romano além de conspirar o tempo todo, adotavam elaboradas estratégias para vencer a eleição e ganhar a confiança do povo. Imaginem o que o Duda Mendonça não ia ganhar de sestércios.

E Jesus, um dos maiores marqueteiros da história? O cara vendeu areia para beduínos. Pregar uma nova crença, dentro de um templo judeu, transformar-se em mártir para entrar na história como messias da religião com o maior número de fiéis em todo o mundo. Tem que ler muito Kotler meus amigos.

A diferença básica entre o que entendemos hoje como publicidade, é que ela se destina, primordialmente, a vender um produto ou um serviço. Nossos amigos marketeiros das antigas vendiam uma idéia, geralmente para promover a eles próprios.

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Marcos Marquito, 23, é publicitário formado pelo Mackenzie e adora a criação e está de volta a redação publicitária. Escreve para a Casa do galo às quartas-feiras.

marcos.cangiano@gmail.com | http://www.divagacoeseideias.blogspot.com


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1 comentário »

  • Tiago Fidelis Moralles disse:

    É Marquito, acho que é tudo culpa da concorrência.
    Até Jesus teve que se adaptar a diferentes culturas hehe.
    Abraços.

    Tiago Fidelis Moralles’s last blog post..David Lynch

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