Propaganda também desce a serra
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Publicitário que se preza fica doido só de ouvir a expressão ‘Feriado Prolongado’.
Doido¹: para ‘emendar’ ou ‘fazer ponte’ e tentar supostamente descansar do corre-corre diário, o indivíduo trabalha igual ao governo do JK e realiza o seu ‘1 semana em 3 dias’ (para quem não sabe, JK promoveu um plano de metas em seu governo de 50 anos em 5). Cria, finaliza, aprova e libera todas as peças na quarta à noite para cair no seu tão conhecido trânsito, mas, que desta vez tem sabor especial de maresia.
Doido²: acaba saindo de si quando pensa que se não terminar o trabalho a tempo, terá que fazer plantão.
Para os bem aventurados que terminaram seus jobs, lá da praia nudista onde quase tudo é liberado, se deparam com uma overdose de criação. E o que era pra ser um descanso do trabalho começa a virar ‘lição de casa’ porque, sem perceber, já estão julgando o layout ou a mecânica promocional alheios.
Não só nos feriados, como no período de férias, é possível encontrar nas praias brasileiras, mocinhas vestidas de biquínis (se é que é possível usar o termo ‘vestida’ para quem usa apenas um biquíni) acompanhadas de caras de bermudões e regatas, prontos para lhe entregar uma amostra grátis com um folheto explicativo de um produto qualquer. Isso sem falar dos aviões com faixas, dos quiosques alcoólicos ou não, espaços Zen, tendas de ginástica, etc.
Se você também já se perguntou o porquê disso acontecer, em minha opinião, duas respostas são apropriadas: 1º tem gente que ainda acha que ação de praia é um suuuper diferencial; 2º ação de praia é necessária.
Pode parecer exagero, mas é caso de ver a mesma pessoa com uma viseira da Credicard e um frisbee da Visa se a ação não for bem planejada e evitar micos de disputar o mesmo m² com algum concorrente direto. Mais uma vez, a criatividade se faz necessária, e vou lhe falar que sinto que o público que freqüenta as praias, por ter se habituado com tantas ações, passou a ser mais exigente. A maior bobagem que podemos cometer é, simplesmente, tentar ‘encaixar’ uma ação de praia só pra cumprir o plano de mídia que ficou desfalcado no verão.
Sabendo usar os prós a seu favor, conversará com alguém deitadão sob o sol, de bobeira, que basicamente divide a atenção entre o mar e a areia, e que o único conteúdo para se prestar atenção é a exposição de corpos do sexo alheio (ou, de repente, do mesmo sexo).
Então, não é pecado nenhum botar o pé na areia com layout e prancha na mão, porque, melhor do que amor de praia é propaganda de praia, que se for bem feita sobe a serra, sim senhor.
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Bruna Rocha, 24, é atendimento da LongPlay360°. Tem um passado meio obscuro na área comercial, onde aprendeu as maravilhas do excel. Seu sonho reprimido é ser redatora, mas nunca tentou fazer um portfólio. Escreve para a Casa do Galo às quintas-feiras.
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Bruna Rocha, 24, é atendimento da LongPlay360°. Tem um passado meio obscuro na área comercial, onde aprendeu as maravilhas do excel. Seu sonho reprimido é ser redatora, mas nunca tentou fazer um portfólio. Escreve para a Casa do Galo às quintas-feiras. 







Publicitário é publicitário 24h por dia!
Isso é bom né? Diz que sim, diz que sim.
Sim.
(não, é péssimo!)
Oi Bruna! Você tem razão! Ações de última hora se confundem com desespero e acho que muitas vezes o saldo disso pode ser não muito produtivo e mesmo negativo. Um exemplo, falando de praia. Em Santos, praia do Gonzaga, dia 15. A Nivea – dos cremes mesmo – fazia uma ação com rapazes e garotas uniformizados como caça-fastasmas, com enormes bombas nas costas que de um longo tudo saia o creme direto na mão do suspect, ou do prospect..rsrs.Lembravam até detetizadores….rs Até aí tudo bem! Mas estava frio, ninguém na praia e chuviscava. Me aguentava debaixo de uma barraquinha e já estava desesperado que não ficava pronta a minha caipora. Algumas senhoras que mesmo no tempo nada agradável resolveram se acotovelar comigo na barraca foram abordadas a experimentar o novo creme para praia e uma senhora na hora rebateu: “Nossa, mas nesse frio e vocês trabalhando?” Passaram o creme, agradeceram e a conversa depois se estendeu para entender, mesmo depois de algumas caipirinhas como a ‘empresa’ pode fazer uma coisas dessas, com aqueles jovens? Sim, elas ficaram com pena dos promotores. O creme que fora lançado, escorria com a leve chuva.
Oii esse blog eh fantastico além do formato possuem grandes temas.Parabéns
Olá amigos do EAD,
Muito obrigado pela visita e pelo comentário!
abraço!
Sabe Sandro, essa história da Nivea, me fez lembrar que as pessoas também costumam sentir penas dos promotores de farol, quando estão sob um sol forte entregando folheto ou segurando bandeiras. No fim, quem fez a ação é que é o cruel.
Como a gente não pode controlar o tempo, e provavelmente a ação já estava comprada, o jeito seria pensar com antecedência em uma jaqueta personalizada da marca. Mas, agora, só nos resta lamentar.
Valeu pelo post.
bjs.
sempre desce. o que passava desapercebido agora salta aos olhos depois de entrar no ramo. é tanta ação tosca.
em janeiro do ano passado fui pra maresias e tinha um quiosque da Sprite em forma de lata. Lá vc jogava um jogo numa telinha em que você tinha que molhar o biquini da garota na tela. Era horrivel! Muito mal feito.
bom… no final vc ganhava um plastico termico pra latas e um copinho de sprite com gelo.
tah certo que toda noite aquele quiosquinho ficava pulando na vertical. encontraram melhor utilidade pra AÇÃO na praia.
parabéns Bru!
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