Propaganda II – O Retorno
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Olá pessoal do Galo. Hoje vou falar das campanhas publicitárias que se assemelham a um filme de terror dos anos 80. Digo isso pois elas não terminam em 30 segundos, elas seguem com uma continuação, depois outra e depois outra.
Vocês já devem ter visto uma campanha (seja ela impressa, televisiva ou web) que termina os dizeres “Não perca a continuação dessa história no intervalo do Fantástico” (por exemplo). Isso acontece com certa frequência, é só ficar atento aos reclames do plim plim.
Nesse caso, que tipos de consumidores iremos encontrar?
Podemos ter três tipos de clientes/telespectadores para essa peça publicitária. Pessoas que só vão ver a primeira parte, pessoas que vão ver somente a segunda parte e as que vão ver as duas partes (seja sem querer ou por vontade de ver o desfecho da peça).
Se formos falar do pessoal que assistiu as duas partes, o artigo iria terminar por aqui. Mas quero saber o que acontece com o primeiro e o segundo caso.
Hoje somos bombardeados por marcas/propagandas/guerrilhas a todo o momento. Se a empresa conseguiu a atenção do cliente por 30 segundos, pode se tornar uma vencedora. Mas o que acontece quando ela gasta esses 30 segundos falando que vai ter uma continuação? A propaganda consegue prender o consumidor no primeiro momento, mas acaba soltando-o para a próxima vinheta (quem sabe até a do concorrente).
Temos também o segundo caso de consumidor, que ao assistir a segunda parte da propaganda, não vai saber do que se trata, pois não tinha visto a primeira parte. Nesse caso ele fica mais perdido que cego em tiroteio!
Se a empresa não conseguiu fazer com que os clientes assistissem as duas peças, perdeu tempo e dinheiro, pois a mensagem será passada em partes.
Criar uma peça que se divide em duas ou mais partes e “exigir” que o telespectador por vontade própria acompanhe é arriscado. Ele pode se encaixar no primeiro ou no segundo caso que comentei acima e perder todo o trabalho de um bom plano de comunicação.
Se for realmente realizar esse tipo de publicidade, encare como desafio dobrado. Duas peças, dois momentos distintos e dois clientes, que se conectam por um mesmo conceito/ideia/produto que a empresa quer passar.
Só não deixem se levar, e criar uma trilogia ou mais, pois no quinto filme, o pessoal nem vai lembrar que estão vendo uma propaganda.
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Patrick Estrabom, 25, Co-fundador e sócio da It’s Digital, uma consultoria e produtora digital e uma das cabeças por trás do Que Tal Isso?, blog relacionado a criatividade e inovação. Escreve para a Casa do galo na esperança de um dia dar um autógrafo na rua.
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Este artigo tem as seguintes tags: atenção, consumidor, divisao, espectador, fantastico, globo, partes, propaganra, publicidade, quetalisso, telespectador

Patrick Estrabom, 25, Co-fundador e sócio da 







Eu concordo plenamente que fica muito arriscado você realizar ações divididas principalmente na TV pois o público-alvo muda de horário, esquece que depois do ”Fantastico” vai ter o final da propaganda.
Em números não saberia dizer o quanto favoravel isto se torna para alguma empresa.
Já que você vai tentar ”prender”, ‘’segurar” seu cliente por volta de 30 segundos, utilize aquele tempo da melhor maneira possível, mas se o caso for de estar trabalhando com dois (ou mais) tipos de pulbico-alvo tome cuidado, o tiro pode ser errado.
Belo artigo Casa, parabéns Patrick!
Acho que quando há uma má construção de conceitos e ideias, a campanha pode não funcionar realmente, mas tenho visto na TV ultimamente uma série de 3 filmes feitos pela Y&R para a Vivo, que achei muito legal, tem provado o contrário.
Os comerciais são interligados, interessantes e de fácil entendimento, até para aqueles que não viram o primeiro anúncio, no início da campanha.
Ta aí um post sensato sobre o verdadeiro motivo da publicidade. Se uma campanha atinge 15″ de um possível consumidor já é uma grande vitória.
Esperar que o consumidor assista por uma trilogia publicitária é muito utópico. A não ser que seja uma campanha inteira em um único intervalo. A latência da informação hoje em dia está cada vez menor e nós como publicitários devemos saber interagir com este curto espaço de tempo, captar a atenção e vender.
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Assunto complicado. Realmente, para as propagandas que vemos por aí na mídia (ou seja, tirando as que são criadas para prêmios e que muitas vezes são ou barradas pelo cliente ou muitas vezes nem mostradas e criadas especialmente para eventos mesmo) é realmente FORA DE COGITAÇÃO pensarmos que um consumidor (até mesmo os em potencial) tenham saco ou fiquem esperando outras sequencias de anúncios.
Mas eu sou a favor, 100%, de teasers.
Opa, hora da réplica! (quem quiser, pode fazer a tréplica, hehe!)
Fala Guilherme, blz?
É isso mesmo, assim que o pessoal esquecer-se de ver a segunda parte da propaganda, todo o trabalho que foi gasto construindo a campanha vai p/ o ralo… Segurar o cliente por 30 segundos já é um trabalho duro de realizar, segurar por 30’ + 30’ é trabalho dobrado. Segundo a fórmula (ai que legal, uma fórmulaaa…): 30” + 30” = 2 Trabalho(s) Hehe!
Obrigado pelo elogio e continue visitando a casa (e dando pitacos!)
Opa! Fala Petterson, tudo bem?
Cara, muito bem lembrado dessa campanha da Vivo. Ela é muito boa mesmo. Mas o mais legal é que ela é “a mesma” propaganda só que por pontos de vista diferentes… Tem até a versão da mãe do rapaz! Mas se formos ver, essa propaganda são três filmes individuais, afinal, uma não depende da outra.
Bom ponto! Abraços!
Fala Felipe!
Ta aí um comment sensato tbm. Esse assunto de “falta de tempo na internet” está cada vez mais atual… tivemos até um artigo aqui na casa sobre esse assunto. Hoje cada segundo de atenção é importante. Quando eu dou em um play em algum vídeo no You Tube, a primeira coisa que faço naqueles segundos antes de carregar o vídeo é ver quantos minutos ele tem. Aí olho para o relógio e vejo se “cabe” dentro do meu “orçamento de tempo” que reservei para a internet.
As coisas estão mudando… Abraços e volte sempre!
@ Kenzo
Cara, sou a favor dos teaser também. Se eu gostar do que vi, eu tomo a decisão de continuar vendo. Mas isso não é o que a propaganda hoje faz? (e sempre fez). A propaganda é um teaser para que vc fique tentado a comprar algo. Agora, vc tocou em um ponto que sempre achei interessante, um teaser de um filme (o trailer) não é a “propaganda” do mesmo? Humm, acho que isso rende uma coluna para a Casa.
No melhor estilo Que Tal Isso?: Colunistas de plantão da Casa do Galo, que tal uma coluna falando da construção de um trailer de filmes para a divulgação do mesmo?
Abraços Kenzo, te vejo no Twitter.
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