Propaganda F. C.
Investir em um clube de futebol, hoje, é um ótimo negócio. Ainda mais se for algum com projeção internacional e grandes craques (preferencialmente do eixo Europeu). As empresas pagam quantias da ordem de milhares de dólares somente para estampar suas logomarcas nos uniformes. É só fazer a conta: esporte de massas + transmissão pela TV todas as semanas + estrelas consagradas + torcedores fanáticos (muitas vezes dispostos a dar o sangue – literalmente, pelo próprio time) = resultado garantido.
Para o clube também é algo fora se série. O Manchester United, da primeira divisão Inglesa, considerado hoje o clube mais rico em atividade, é patrocinado pela seguradora AIG. A cota supera a casa dos 40 milhões de dólares anuais. No Brasil, o contrato mais alto é o do São Paulo, como já citado aqui na Casa do Galo, mas nem de longe equipara-se aos altos rendimentos dos clubes europeus, que costumam ter na publicidade a maior parte de sua receita, mesmo com algumas exceções, se não a única, que é o Barcelona, da Espanha (ou da Catalunha, para os xiitas de plantão). O clube é sustentado quase que inteiramente por seus sócios e sócio-torcedores, permitindo assim, que não haja nenhum tipo de patrocinador para a camisa do time de futebol. Esse ano eles passaram a estampar a logomarca da UNICEF, mas em caráter filantrópico (o clube paga para ter a marca, contribuindo com causas sociais. Alô dirigentes brasileiros!).
Mas ainda assim esse pode ser um negócio de risco. Vou explicar:
Suponhamos que o clube que a empresa patrocina não venha passando por uma boa fase. Ele perde jogos, jogadores, é eliminado de diversas competições e ainda por cima é rebaixado para a segunda divisão do campeonato nacional. Ai pensamos, isso acontece com maior freqüência com equipes menores, que tem pouca ou quase nenhuma verba para investir em estrutura extra-campo e algum contrato de patrocínio vantajoso. Errado. Grandes agremiações correm o mesmo risco, às vezes até maior, em razão das fortes cobranças por parte da torcida, da imprensa e até mesmo deles próprios. Clubes de tradição como Palmeiras, Botafogo, Atlético-MG e Grêmio (que hoje é o finalista da Taça Libertadores da América, vejam só) até pouco tempo atrás jogavam a segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Por acaso situações como esta não afetam a imagem da marca ou produto estampada na camisa do time? Quantas vezes você já assistiu a partidas de segunda divisão na TV aberta?
E ainda existem incidentes como brigas de torcidas uniformizadas nos arredores dos estádios, tornando a ida de pessoas de bem e suas famílias ao estádio um tanto quanto arriscadas. Perde-se ai um potencial de marketing enorme. O clube poderia vender produtos licenciados, alimentos com patrocinador (que é o caso da rede Habib’s no estádio do Morumbi) além de poder realizar ações de merchandising em camarotes e com a torcida.
Não que situações como essas sejam exclusivas do futebol Brasileiro. Os Hooligans ingleses e os Tifozzi italianos também dão muito trabalho as autoridades locais.
Mesmo com todos esses pormenores, acredito que a propaganda no futebol (e em outros grandes esportes) é uma das melhores fontes de renda para as empresas dispostas a investir nisso. E olha que eu ainda prefiro as camisas à moda antiga, só com as cores e os distintivos dos clubes.
Um abraço e até a próxima semana.
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Marquito, 23, é publicitário formado pelo Mackenzie e adora a criação e está de volta a redação publicitária. Escreve para a Casa do galo às quartas-feiras.
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É Marquito.
E se eu não me engano, a Parmalat foi uma das primeiras a fazer isso no Brasil.
O mais incrível é que por um bom tempo, as marcas PALMEIRAS e PARMALAT ficaram associadas no inconsciente coletivo…
A questão é: São Paulino deixaria de comprar Samsung (patrocinadora do Corinthians?
Parabéns pelo artigo!
Acho que só o mais xiita dos São Paulinos
Na verdade o patrocínio mais longevo e um dos primeiros, provavelmente, foi o do Flamengo com a Petrobrás.
No caso do Palmeiras, além do patrocínio da camisa, houve uma parceria para a compra de jogadores. Por isso do Verdão montar aquele esquadrão maravilhoso da década de 90. Só não foi maior que o do São Paulo!
Só mesmo os mais xiitas. Porque LG pra mim, nunca mais.
Dá-lhe Barça. Parocinados só estraga a camisa. Logo da LG maior que o brasão é foda.
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