Propaganda com cara de propaganda ou Para onde foram os jingles?
Este é um texto saudosista. Portanto, se você é daqueles que tem o jingle de Cremogema na ponta da língua e provavelmente aponta o filme Gordinho da Honda como um dos melhores de todos os tempos, pode preparar o lencinho.
Entre comigo nessa minha máquina do tempo com destino aos anos 80 e 90, período da propaganda mágica brasileira, onde o tio até que não, mas a garota da Sukita me enchia de frissons. Era só soar o barulhinho do elevador no comercial e lá estava eu, atento à conversa mais afiada do momento. Vivíamos à espera do próximo fora levado pelo tiozinho, e os criativos caprichavam. Se você nasceu depois, procure no Youtube “Tiozinho da Sukita” e entenda por que Woody Allen parecia fazer escola nos filmes publicitários com diálogos sacados.
Logo depois veio Mamíferos da Parmalat a arrebatar as famílias brasileiras. A campanha virou febre, mania nacional. Os personagens do filme viraram pelúcias, a campanha virou promoção e as pelúcias viraram desejos de consumo, sendo disputadas a tapas nos postos de troca. Um case histórico que levou a dupla criadora a diretores de criação, depois, a donos de agência e, a DM9, então agência da conta, a ocupar o topo da publicidade mundial.
Ah, você também confundiu o Carlinhos? Sensacional, não?
Sem falar que ainda tínhamos os jargões saindo dos comerciais para a boca do povo. A vice-versa também era verdadeira. Foram tempos brilhantes, de garotos-propagandas como o Garoto Bombril, o Baixinho da Kaiser; tempos em que a dona de casa era o alvo da propaganda, tempos mágicos que, se dependesse das estratégias de guerrilha e publicidades digitais de hoje em dia, não voltariam mais.
Só que, para alegria dos nostálgicos, parecem estar voltando.
Não por acaso Washington Olivetto disse no Encontro dos Redatores 2009 que ninguém jamais verá ele fazer ou falar de “sei-o-que-lá-2.0, cross-sei-lá-o-que-over-blablablá”.
Amigos, o velhaco tinha uma carta na manga. E, pelo que percebo, A SUA carta, feita de propaganda-povo, propaganda-poesia, propaganda-inocência, propaganda-marcante, vendedora… o brilho da publicidade dos anos 80.
A W/ parece se rejuvenescer com tudo aquilo em que foi pioneira. Está em seu DNA “O meu primeiro sutiã”, o clima dos bombons da Garoto, a magia que colocou W.O. no topo.
Não sou tradicional, por favor, não me rotule. Também não sou um defensor dos anúncios “padrão Archive” em portifas, só porque estipulei como página dupla o formato dos anúncios a serem postados no Portfolio Sem Vergonha. Se bem que, nas páginas daquela revista, ainda não vi uma publicidade online publicada, nem uma ação de guerrilha carregada de estratégias, tampouco com cross de ene mídias interligado a ação promo viral na internet.
Eu sou apenas um mero entusiasta da propaganda com cara, boca, pele, cheiro e silhueta que, mesmo nos dias de hoje, me faz lembrar de “Pipoca e Guaraná” e “Pizza e Guaraná” toda vez que chega uma pizza na agência, compro um pacote de pipoca no cinema ou abro um guaraná para assistir ao meu time jogar.
Se alguém souber de algum jingle sensacional criado a partir do ano 2000, por gentileza, me envie, pois ainda carrego em meu repertório muito mais da época mágica da propaganda brasileira do que da criatividade adivinda das novas mídias.
Podem decretar a morte da propaganda à vontade. Olivetto a ressuscita.
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Mauro Sérgio de Morais está redator e tem alguma experiência. Também tem alguns prêmios e uma dificuldade tremenda em escrever currículos na terceira pessoa. Escreve de vez em quando para a Casa do galo, às sextas-feiras.
maurosergiomsm@yahoo.com.br | http://www.psvsite.com
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Mauro Sérgio de Morais está redator e tem alguma experiência. Também tem alguns prêmios e uma dificuldade tremenda em escrever currículos na terceira pessoa.
Escreve de vez em quando para a Casa do galo, às sextas-feiras. 







Sempre inspirador.
E viva WO!
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Essa você venceu por W.O..
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Boa hein, Alê!?
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Aliás, pára de ficar mudando de marca o tempo todo, Alessandro Ribeiro.
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É reposicionamento.
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A próxima vai ser Alessandro Ribermo.
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[...] This post was mentioned on Twitter by O cara do PSV and AnaCarol, Julio Ferracini. Julio Ferracini said: Reading: http://twitthis.com/o69e79 [...]
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This post was mentioned on Twitter by diegojock: Propaganda com cara de propaganda ou Para onde foram os jingles? http://retwt.me/1Gte1…
excepcional e nostálgico
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Mesmo muito distante (Belém-PA), às vezes, dá vontade de espancar o Mauro. Os textos dele são muito porradas.
(Tá, já puxei o saco. Agora quero convite pro Point hahaha)
Abraços.
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E por falar em “Propaganda com cara de propaganda”, não gosto da tendência que usa “termos” que são inerentes à área na redação de anúncios.
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Quando vi pela primeira vez o filme da W/ para a Wizard, arrepiei todo e pensei logo “puta que pariu! quanto tempo eu não vejo um comercial tão perfeito em diversos aspectos como esse!”.
Impossível não se lembrar do “Primeiro Sutiã” ao vê-lo. As narrativas são muito parecidas e o apelo subjetivo (muitas vezes chamado – erroneamente, ao meu ver – de “emocional”) é forte e funciona. Não consigo assistir a ambos sem soltar aquele sorrisinho de cantinho de boca. E é isso que encanta na propaganda.
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Para Suzana: Podem decretar a morte da propaganda à vontade. Olivetto a ressuscita.
Para o Marco (contactou via e-mail): A W/ parece se rejuvenescer com tudo aquilo em que foi pioneira.
O povo fazia mesmice há algumas décadas. Aí surgiu o WO e pimba.
O povo tem feito mesmice de novo. Pimba de WO de novo.
Para Sonia, Jader, Jock, Palermo: Lembrar coisas boas é ótimo. A alegria de publicar o 48º é a mesma do 1º artigo para a Casa.
ValeU
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Muito bom cara…parabéns…
[Responder]
[...] criativo (o veículo/mídia você escolhe). E por aí vai. Eu começaria lendo o saudoso artigo do Mauro Sérgio, o novo filme do Olivetto para Wizard e depois alugaria Jornada nas Estrelas. Mas, a seu favor, [...]
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