Por que escrever?
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Li um artigo da Danuza Leão sobre a arte de escrever. Curiosamente este texto foi intitulado como Sem Medo. E as suas linhas são de uma leveza textual que mexem com qualquer amante das letras. Os Por ques gostamos tanto de escrever, os para ques, as necessidades vitais e as vantagens em se preencher uma ou duas páginas com letrinhas eliminaram o medo que eu andei cultivando do maior prazer que tive na vida.
Amei o texto. Me vi. Decidi escrever.
Escrever é hábito mesmo, definitivamente. Não há segredo: apenas comece. Que se dane manjar de ortografia, comece.
O dia a dia, como num diário, talvez seja o melhor começo. A gente se entende relatando, pra gente mesmo, o que aconteceu e todas as consequências dos acontecimentos dos dias de nossas vidas.
Mulher amadurece mais do que homem por causa dos danados diários.
Elas aprendem a amar e se vêem como nascidas para amar também por isso: a confidência a um amigo secreto dos seus sonhos, desejos, paixões e anseios.
Escrever é a coisa mais amadurecedora do mundo. Torna o ser emocional mais racional, claro, se este voltar a ler seus textos e refletir sobre o seu crescimento. Mas isso nem foi muito o meu caso.
Escrever é contar uma história. Quantos não viajam frente à combinação arrebatadora de letrinhas de Camões, Machado de Assis, MillIôr Fernandes?
Estes, com certeza, amam escrever e nem imaginavam que seriam venerados ao serem devoradamente lidos.
Já o livro dos Salmos é de uma inspiração para os dias atuais que me assusto ao pensar que foi escrito por um pastorzinho de ovelhas em momentos de aflição, esperança, clamor há uns 5 mil anos e, pasmem, embaixo de um pé de azeitona sob um sol escaldante. Sei não se eu teria tanta inspiração vivendo de pastorear ovelhas.
Escrever é um ato solitário, onde as palavras borbulham e constróem um texto cheio de nós mesmos. Que nunca ninguém jamais se encha de escrever, pois é como fechar para sempre o seu Livro.
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Mauro Sérgio de Morais está redator e tem alguma experiência. Também tem alguns prêmios e uma dificuldade tremenda em escrever currículos na terceira pessoa. Escreve de vez em quando para a Casa do galo, às sextas-feiras.
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Mauro Sérgio de Morais está redator e tem alguma experiência. Também tem alguns prêmios e uma dificuldade tremenda em escrever currículos na terceira pessoa.
Escreve de vez em quando para a Casa do galo, às sextas-feiras. 







Maurão,
artigo inspirador, como sempre!
Sentimos sua falta por aqui!
Galo,
vc não corrigiu a concordância no penúltimo parágrafo:)))
q se dane
Maurão, eu tinha corrigido!
Bom, agora foi!
Mauro, bom o seu e bom o da Danuza.
Como sempre.
Abraços.
a escrita é um vírus de outro espaço,
é deliciosa abstração e prazer solitário.
Pena que peguei esse gosto tarde, aos 17.
Outro dia li o primeiro texto do meu blog, bizzaro e cheio de erros. Não apaguei, mas não está mais visível a todos.
A parte boa é ver o quanto aprendi.
Abraço
Mauro,
ótimo texto! eu estou iniciando um blog devido a mesma dificuldade/necessidade de me expressar,descrever, ser, inventar…ou alguma coisa do tipo.
obrigado.
Olá João,
Muito obrigado pela visita. Volte sempre!
E parabéns pelo pontojm.
abraços
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