Plano e Planejamento: parecidos, mas bem diferentes – Parte 2

Vou começar a segunda parte do artigo respondendo uma das perguntas da primeira parte, procurando elucidar alguns pontos. Aí vai:
- Quais são seus planos para este final de semana?
Se você responde que não tem planos, significa que você não tem objetivos definidos. Paramos por aqui.
Se você diz, por exemplo, que quer sair pra encontrar alguns amigos, aí temos um objetivo. Então, se vamos apenas pensar em planos para encontrar os amigos, todas as possibilidades são válidas, mas é preciso fazer tentativas para saber qual dará certo: telefonar, combinar via MSN, ir direto para um lugar costumeiro para saber se eles estão por lá, etc.
Agora se há um planejamento nesta história toda, o risco de você não encontrar os amigos é muito mais baixo. Se há um planejamento, você provavelmente já tem informações suficientes ou vai encontrar informações que te dão muito mais segurança com relação a seu propósito: você já sabe/saberá se seus amigos estão na cidade, se é mais fácil telefonar ou combinar via MSN, se é certo que eles estarão em determinado lugar, etc. O máximo que pode acontecer é você descobrir que, por um motivo inesperado e de última hora, as informações coletadas e dadas como certas foram modificadas. Aí entram as luzes e saídas de emergência: muda o objetivo? Se não dá pra mudar o objetivo, você vai reformular as estratégias de acordo com as novas informações? E assim por diante.
O mais interessante é que você já deve ter percebido que esta história de plano e planejamento não é uma exclusividade do meio publicitário. É assim na sua vida. É assim na vida de qualquer pessoa. Talvez seja assim pra tudo, talvez seja natural.
A diferença é que cada um pode fazer o que bem entender. Mas um planejador de comunicação não pode. Ele precisa saber perfeitamente se vai apostar num plano ou num planejamento. Neste caso, vários fatores influenciam para a escolha de uma ou outra opção: prazos, verbas, cliente, etc.
A única coisa que não pode acontecer, por qualquer motivo, é um planejador ignorar esta diferença. Se isso acontece, temos um plano de profissional ao invés de um profissional de planejamento.
PS: Recomendo o artigo de Robi Caruso no blog Planejamento Criativo, que expõe os três pecados capitais do planejamento em formato tapa na cara.
Leia também:
Plano e Planejamento: parecidos, mas bem diferentes – Parte 1
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Claudinei Junior, 25, é publicitário para viver e não vive para publicidade. Na agência Marca-X, trabalha com planejamento e mídia. Coagiu seus ex-professores com métodos nada convencionais e, por isso, também é professor universitário da Faculdade de Comunicação de Pres. Prudente (Facopp/UNOESTE). De quebra, escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às sextas-feiras.
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Claudinei Junior, 25, é publicitário para viver e não vive para publicidade. Na agência Marca-X, trabalha com planejamento e mídia. Coagiu seus ex-professores com métodos nada convencionais e, por isso, também é professor universitário da Faculdade de Comunicação de Pres. Prudente (Facopp/UNOESTE). De quebra, escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às sextas-feiras. 







[...] Leia também: Plano e Planejamento: parecidos, mas bem diferentes – Parte 2 [...]
Muito boa essa diferença, melhor ainda o modo como foi explicado, sendo aplicável a tudo, em qualquer momento, mas sabendo as diferenças e consequencias.
É a nova geração simplificando o que os velhos acadêmicos complicaram tanto.
Parabéns Claudinei, ótimo artigo.
[Responder]
Como sempre digo: “Não há criação que salve um planejamento mal feito.”
[Responder]
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