Parem de contar cliques

Vejo com certa frequência relatórios de resultados de campanhas que usam a web como principal mídia. A apresentação começa com os números de acesso, passa pelos pageviews, pincela o tempo gasto no determinado site e fecha com a “nova mania da galera”, o Twitter, e os comentários sobre a campanha no microblog.
Tudo uma grande baboseira ensaiada.
Esse roteiro de apresentação é usado para justificar o gasto feito em campanhas na web, que no final se torna o famoso “faz-me rir”. Afinal, vamos aos fatos, se uma ação na web não converteu em vendas (oriundas da ação), o investimento gasto não serviu para nada.
Já consigo ouvir alguém no fundo falando: “Mas você tem que considerar que as pessoas estão falando sobre a marca na web, e isso não importa?”. Lógico que importa, mas somente nos casos em que a ação for feita para se trabalhar branding, coisa que nunca é. Se algum momento a campanha for vendida com o intuíto de aumentar a participação da marca em novos mercados ou aumentar a base de clientes, não me mostre cliques, show me the money.
Mas não fiquem assustados, pequenos galináceos. Não precisam jogar fora dos dados já mensurados, pois mostrar taxa de visitantes únicos ainda é aceito em mesas de diretoria. Muita gente com o poder de decisão nas empresas ainda acredita nessas papagaiadas que o “pessoal antenado de internet” diz.
Mas não devemos nos contentar com isso. Devemos entender o real motivo de se ter uma campanha na web, e mostrar os resultados que são relevantes. Mostrar os dados que realmente trazem um diferencial para a marca ou produto.
Espero que um dia, leitores da Casa, quando estiverem do outro lado da cadeira (se é que já estão), não fiquem deslumbrados com um bando de números vindos de resultados de uma campanha na web, apenas busquem um número, o do bottom line.
Vendeu mais ou não vendeu?
As ideias e opiniões expostas nos artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores, e podem não refletir a opinião da Casa do galo.
Se você gostou deste artigo, assine o RSS feed da Casa do galo. Você também pode receber os artigos por e-mail.
Patrick Estrabom, 24, é engenheiro de formação, pós-graduando em marketing e quer um dia que peçam um autógrafo dele na rua. Vive além do mundo das baias das empresas multinacionais, co-criando o site Que Tal Isso?, dedicado à criatividade e inovação. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quintas-feiras.
patrick@quetalisso.com.br | http://quetalisso.com.br
Últimos artigos escritos por patrick
- A Apple precisa fazer propaganda?
- IKEA, you're doing it wrong
- Temos vagas para trabalhar com Mídias Sociais
- Não tente me explicar a piada
- Horóscopo é a melhor propaganda que existe
- Aproveitando as oportunidades
patrick já escreveu 19
artigo(s) para a Casa do galo.
Leia as colunas anteriores do(a) patrick.
Este artigo tem as seguintes tags: acessos, dados, internet, mensuração, microblog, resultado, share, twitter, venda, visitas, web

Patrick Estrabom, 24, é engenheiro de formação, pós-graduando em marketing e quer um dia que peçam um autógrafo dele na rua. Vive além do mundo das baias das empresas multinacionais, co-criando o site Que Tal Isso?, dedicado à criatividade e inovação. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quintas-feiras. 







[...] This post was mentioned on Twitter by Diego Jock, Tenório Cavalcanti. Tenório Cavalcanti said: RT @diegojock Parem de contar cliques | CASA DO GALO – O animal da publicidade. http://tinyurl.com/ygl5e2h [...]
Social comments and analytics for this post…
This post was mentioned on Twitter by diegojock: Parem de contar cliques | CASA DO GALO http://tinyurl.com/ygl5e2h…
Também não acho que os clientes devam se prender a números, mas é meio utópico achar que um dia eles não pensarão assim. Afinal, quer queira quer não, propaganda é compra e venda. Seja de um produto ou serviço.
Mesmo que estejamos vendendo uma ideia, um conceito de marca, esse investimento – afinal, isso tem um custo, e, bem feito, não é barato – é feito para que, mais à frente, seja transformado na venda/compra desses mesmos produtos ou serviços.
Enfim, número não é tudo, mas é um monte de porcento.
[Responder]
Belo artigo, o cliente só não se prende a números quanto está tendo resultado, caso contrário, qualquer centavo gasto precisa de explicação para onde está indo.
[Responder]
Ótimo texto.
Mas afinal, como tornar resultados através da internet mensuráveis? Saber se vendeu mais ou não?
[Responder]
Deixe seu comentário!
Assine o RSS da Casa do galo
1964 assinantes
Publicidade
Leia também
Eu ainda estou com a minha cabeça no carnaval. Mas não é pelo criativo desfile da Tijuca e muito menos pelas desnecessárias gafes da Glenda Kozlowski na transmissão da Globo. Tudo se resume a uma ida ao supermercado e, logo depois, uma olhada na TV.
Sou daqueles que carregam o carma de não largar a profissão [...]
No contexto atual do mundo, discute-se muito a respeito da falta de ética no campo da política, das ciências e das relações humanas. Sabe-se, cada vez mais, da necessidade de tornar o Brasil um país mais humano e fiel aos seus preceitos de igualdade e respeito ao próximo, ainda que estes valores estejam distantes do [...]
Leia também:
Agência de publicidade por dentro – 02 – Atendimento
Agência de publicidade por dentro – 03 – Mídia
Agência de publicidade por dentro – 04 – O Cliente, esse ignorante
Então, quem aproveitou se deu bem e quem não, só no ano que vem. Carnaval agora é conversa do lado do bebedouro, na porta da [...]
Vagas para publicidade
O que ando dizendo no Twitter
Posting tweet...
Powered by Twitter Tools
Artigos recentes
Mais comentados
Mais lidos
Casa do galo by Diego Jock is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Based on a work at casadogalo.com. Permissions beyond the scope of this license may be obtained by contacting this blog editor.