Parem de contar cliques
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Vejo com certa frequência relatórios de resultados de campanhas que usam a web como principal mídia. A apresentação começa com os números de acesso, passa pelos pageviews, pincela o tempo gasto no determinado site e fecha com a “nova mania da galera”, o Twitter, e os comentários sobre a campanha no microblog.
Tudo uma grande baboseira ensaiada.
Esse roteiro de apresentação é usado para justificar o gasto feito em campanhas na web, que no final se torna o famoso “faz-me rir”. Afinal, vamos aos fatos, se uma ação na web não converteu em vendas (oriundas da ação), o investimento gasto não serviu para nada.
Já consigo ouvir alguém no fundo falando: “Mas você tem que considerar que as pessoas estão falando sobre a marca na web, e isso não importa?”. Lógico que importa, mas somente nos casos em que a ação for feita para se trabalhar branding, coisa que nunca é. Se algum momento a campanha for vendida com o intuíto de aumentar a participação da marca em novos mercados ou aumentar a base de clientes, não me mostre cliques, show me the money.
Mas não fiquem assustados, pequenos galináceos. Não precisam jogar fora dos dados já mensurados, pois mostrar taxa de visitantes únicos ainda é aceito em mesas de diretoria. Muita gente com o poder de decisão nas empresas ainda acredita nessas papagaiadas que o “pessoal antenado de internet” diz.
Mas não devemos nos contentar com isso. Devemos entender o real motivo de se ter uma campanha na web, e mostrar os resultados que são relevantes. Mostrar os dados que realmente trazem um diferencial para a marca ou produto.
Espero que um dia, leitores da Casa, quando estiverem do outro lado da cadeira (se é que já estão), não fiquem deslumbrados com um bando de números vindos de resultados de uma campanha na web, apenas busquem um número, o do bottom line.
Vendeu mais ou não vendeu?
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Patrick Estrabom, 25, Co-fundador e sócio da It’s Digital, uma consultoria e produtora digital e uma das cabeças por trás do Que Tal Isso?, blog relacionado a criatividade e inovação. Escreve para a Casa do galo na esperança de um dia dar um autógrafo na rua.
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Também não acho que os clientes devam se prender a números, mas é meio utópico achar que um dia eles não pensarão assim. Afinal, quer queira quer não, propaganda é compra e venda. Seja de um produto ou serviço.
Mesmo que estejamos vendendo uma ideia, um conceito de marca, esse investimento – afinal, isso tem um custo, e, bem feito, não é barato – é feito para que, mais à frente, seja transformado na venda/compra desses mesmos produtos ou serviços.
Enfim, número não é tudo, mas é um monte de porcento.
Belo artigo, o cliente só não se prende a números quanto está tendo resultado, caso contrário, qualquer centavo gasto precisa de explicação para onde está indo.
Ótimo texto.
Mas afinal, como tornar resultados através da internet mensuráveis? Saber se vendeu mais ou não?
Acabo de fazer um artigo sobre Novas Midias e o seu post me ajudou na consideração final.
Acho que as empresas não devem criar esta obsessão por redes sociais achando que vai resolver tudo e tal, o foco é criar uma melhor relação com seu publico e tentar vender mais.
Agora uma boa como medir se vendeu mais ou não? E se aumentou as vendas como saber se foi causa da internet?
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