Para ser digital é preciso viver o digital
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Entre os séculos XVIII e XIX, surgiu na Europa uma corrente lingüística denominada gramática comparativa, que tinha como objetivo estudar as relações e similaridade entre as palavras de várias línguas da época, como o grego, o latim, o alemão e o sânscrito – língua das escrituras sagradas da Índia.
Essa corrente surgiu do contato de lingüistas europeus com o trabalho feito no estudo do sânscrito por estudiosos indús. O trabalho feito na índia era tão avançado que permitiu aos estudiosos da época teorizar sobre uma língua comum de onde se haviam originado tanto o sânscrito, quanto várias das línguas antigas da Europa.
As comparações se davam na forma como as palavras eram escritas, ou ainda, como determinados sons em uma língua haviam “se tornado” sons diferentes em outras. Para a gramática comparativa, a semântica das palavras não era muito relevante, ou seja, o sentido que a palavra tinha era secundário em relação às semelhanças de grafia.
Pode parecer que não há nenhuma relação entre a história da lingüística e a publicidade na web, mas pelo contrário, estamos revisitando o pensamento comparativista de séculos atrás.
Mídias sociais, blogs, conteúdo criado pelo usuário, são o sânscrito de nosso tempo. Sobretudo para as empresas, que têm feito um esforço cego para entender o que ali se passa.
Vimos, desde o surgimento da internet comercial, um grande número de tentativas de se criar um paralelo do mundo real no mundo virtual, banners, pop-ups, intersticiais, conteúdo pago, uma versão digital do nosso mundinho físico. Agora temos, senão uma vida virtual, mas uma extensão do mundo real que não tem mais relação direta com ele.
Trabalho com a internet desde 95 e por algum tempo fui resistente à web 2.0, achei que ela seria, assim como outros modismos que surgiram na rede, passageira. Mas, no final do ano passado, resolvi mergulhar nesse mundo e, se posso oferecer aqui meu testemunho, me senti como um peixe em um oceano de possibilidades.
E na verdade é sobre isso que esse texto trata, sobre a necessidade de viver esse mundo para poder saber como se comunicar nele. Pergunte a um profissional de marketing se ele tem um blog, pertence a uma rede social, uma conta no YouTube ou algo do gênero. A maioria deles irá responder não para pelo menos 70% das perguntas. Como então querem se comunicar se nem sabem exatamente o que esse mundo é?
Se fizermos essas mesmas perguntas para empresas e seus donos o índice de nãos será provavelmente ainda maior.
Para ser digital é preciso viver o digital. Para sua empresa ser digital ela precisa estar lá participando, interagindo, compartilhando com a rede. Há dois anos ter um site era bom, hoje é o mínimo, ou quase nada.
Se você trabalha com comunicação de marketing, está lendo esse texto e respondeu não para a maior parte das perguntas, não perca tempo, nem troque de roupa, mergulhe de cabeça.
Para apreender o que significa essa nova internet, não basta comparar com o que você conhece. Você precisa estar lá.
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Nauro Rezende Jr, 31, é publicitário e Diretor de Criação e Planejamento da ID Comunicação. Apaixonado pela profissão e suas ciências. Um idealista. Escreve quinzenalmente para a Casa do galo, às quintas-feiras.
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Este artigo tem as seguintes tags: 2.0, banners, comparada, digital, gramatica, internet, intersticiais, linguistica, pop-ups, publicidade, redes, sociais, web, youtube

Nauro Rezende Jr, 31, é publicitário e Diretor de Criação e Planejamento da ID Comunicação. Apaixonado pela profissão e suas ciências. Um idealista.
Escreve quinzenalmente para a Casa do galo, às quintas-feiras. 







Tesão de artigo, Nauro!
Aliás, sou dos que se inscrevem em todo e qualquer “site 2.0″. Muitos deles chego a usar somente uma vez. Mas tenho sempre muita curiosidade de experimentar o novo, vasculhar, etc.
é impensável alguém da comunicação viver off no mundo cada vez mais on.
megartigo!!!
Excelente artigo!
E fico feliz em poder responder sim a todas as perguntas, mesmo não sendo nenhum dono de empresa ;D
Abraços!
Esse é um debate interessante e complexo. Eu sou desenvolvedor de sistemas e continuo achando o termo web 2.0 um tanto enfadonho e marketeiro. A maioria dos sites web 2.0 são toscos e não tem finalidade alguma.
Todas as empresas hoje querem ter um blog, mas quem os lê? Aliás, na imensidão da web, poucos blogs realmente tem leitores. A própria web; acho que 80% dela é movida à pornografia ou inutilidades. A realidade é que ainda não usamos o real potencial da rede e pouco se aproveita do que realmente existe de útil.
[...] Clique aqui para ler o artigo completo. Este post foi publicado por naurojr em 5 de junho de 2008 na(s) categoria(s) colaborações, lingüística, publicidade, publiciologia, web 2.0. Se achou interessante comente-o logo abaixo, ou indique-o em seu próprio site. [...]
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