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Vamos estar dando adeus ao telemarketing
[3 abr 2009 | 18 comentários | escrito por veronica ]

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Hora de dar tchau ao gerundismo telefônico. Fiquei pensando se isso realmente é obra do Procon ou do Professor Pasquale. Não bastasse ter que ouvir um discurso político sobre o produto, as ligações normalmente acontecem nos piores momentos do seu dia. A irritação já começa quando o ID não é identificado. O stress só aumenta ao longo da sessão tortura.

- Estamos com uma oferta surpreendente. Gostaria de estar te passando. O senhor tem 1 minutinho?

Depois de ouvir a palavra “oferta”, soando como música aos ouvidos, você resolve dar uma chance para a moça simpática. Após alguns segundos já é possível enxergar a tamanha burrada. Aí já era. Interromper a atendente no meio do processo robótico? É impossível. Provavelmente esses call centers aplicam treinamentos rígidos, com técnicas para falar cem palavras por minuto (tipo Cajú e Castanha) e aulas de gerúndio em tempo integral. Experimente fazer uma pergunta que fuja completamente do protocolo e você logo ouvirá um: “vou estar checando e te ligando”. Fazer isso é recomeçar um novo ciclo de ligações. Quem sabe você até faz amizade com a atendente e ela tenta lhe vender o produto numa rodada de chopp.

Ligação para cartão de crédito é a que eu mais recebo. Isso ainda é um produto normal. Mas e implante odontológico, por exemplo? Nem sabia da existência, até ouvir a reclamação de um senhor na TV. Deve ser, no mínimo, engraçado. “Estamos com uma super promoção de ponte. Na compra de uma, você pode estar levando outra inteiramente grátis. Que horas podemos estar marcando uma consulta?”. Aí você se pergunta: “em qual banco de dados meu nome diz que sou um prospect para implantes?”. Tem uma ONG, aqui em São Paulo, que liga toda vez lá em casa. Sou totalmente a favor de ajudar. Mas a atendente praticamente empurra o carnê. E, ocorre o efeito inverso – antipatia. As próximas ligações logo são interrompidas com um: “A dona da casa não se encontra.” E nunca vai se encontrar até o telemarketing dizer adeus. Não consigo imaginar qual o tamanho do retorno gerado por ações de telemarketing. Bom seria se as empresas desistissem logo desse tipo de venda.

Vai a dica. Para quem quer sair da lista negra, acesse www.procon.sp.gov.br e PEDE PRA SAIR! É preciso CPF e RG do titular da linha. Mais de 10 mil se cadastram em um dia.

Parece que, finalmente, dá-se início a libertação dos consumidores. Começou com a escolha da operadora, agora com o telemarketing. E viva a revolução!

As ideias e opiniões expostas nos artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores, e podem não refletir a opinião da Casa do galo.

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Verônica Vamos estar dando adeus ao telemarketing Verônica Porsani, 24, é redatora publicitária e acha muito estranho ser chamada de redatora. Já passou por cliente, veículo e agência. Defende a propaganda bom senso - engraçadinha, eficaz, porém ética. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às sextas-feiras.

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Você é o ambiente em que vive
[2 abr 2009 | 19 comentários | escrito por patrick ]

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Meu nome é Patrick Estrabom e sou co-criador, junto com Lucas Couto, do site Que Tal Isso?, dedicado à criatividade, inovação e empreendedorismo. A partir de hoje começa nossa parceria com a Casa do Galo. Toda semana você vai encontrar aqui artigos tratando de criatividade, pensamento inovador, e tudo mais que tenha relação com o mundo das novas idéias, sempre de um jeito descontraído e bem-humorado. Então vamos lá…

Você já deve ter ouvido o ditado: “Diga-me com quem andas e direi quem és”. Sim, sua vó estava pedindo para você ter amigos decentes, e não andar com a turma do fundão na escola, que só queria farra na sala de aula. Mas esse ditado vai mais além – afinal, não é a pessoa com quem você anda que dita sua forma de ver o mundo e sim por onde você convive.

O ambiente é o mundo com o qual você anda. E você se adapta a ele.

(Eu ouvi alguém no fundo gritando: “Determinismo!”?)

Existem dois momentos em que você se vê na posição de adaptação ao ambiente. O primeiro deles quando você cai em um ambiente novo, lógico. Um novo emprego, novos clientes com novos pontos de vista, ou uma nova matéria na faculdade. O segundo momento ocorre quando você resolve conhecer um novo ambiente por conta própria. Podemos ver isso quando resolvemos adotar um novo hobbie, quando temos curiosidade sobre algum determinado assunto ou a decisão de ir a lugares novos. Seja qual for a sua “escolha”, você irá se adaptar.

Sua adaptação irá ocorrer sutilmente e em processo gradativo. Com o tempo já estará falando as gírias do seu não-mais-novo ambiente, discutindo e argumentando sobre ele, e começando a pensar na forma que o ambiente pensa.

Seu discurso e suas opiniões se adaptam ao mundo ao redor. Se você trabalhar em uma empresa multinacional, vai ficar viciado em palavras em inglês e usá-las no dia-a-dia. Se participar de um grupo de história contemporânea, vai discutir porque o Arquiduque Francisco Ferdinando não saiu de Saravejo antes. Quer seguir o rumo da advocacia? Se prepare para ter o latim como terceira língua. Se trabalhar com internet vai ficar viciado em Twitter.

Porém, você não pode ficar cego dentro da sua bolha e não enxergar um palmo à sua frente. Toda comunicação entre você e seus clientes, fornecedores e público alvo (quando falamos em publicidade em si) deve estar na mesma sintonia, respirando no mesmo ambiente. Não pense que atingirá um público X falando sobre Y e mostrando seu produto na mídia Z. Uma barreira natural irá surgir e a informação que você gostaria de passar será travada.

Por isso, conheça o maior número possível de ambientes, veja como as outras pessoas pensam e o porquê delas pensarem daquela forma, leia conteúdos referentes ao ambiente delas. Você verá que sua mente se abrirá e encontrará conexões vistas por poucos.

Quando colocamos ambientes diferentes “em choque” um lado aprende com o outro. Mas não devemos nos esquecer do exercício da empatia. Calce os sapatos dos outros e veja o como e o porquê deles.

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Patrick Você é o ambiente em que vive Patrick Estrabom, 25, Co-fundador e sócio da It’s Digital, uma consultoria e produtora digital e uma das cabeças por trás do Que Tal Isso?, blog relacionado a criatividade e inovação. Escreve para a Casa do galo na esperança de um dia dar um autógrafo na rua.

patrick@itsdigital.com.br | http://www.itsdigital.com.br/

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Saiu o brief 27 do PSV – Portfolio SEM VERGONHA – Participe da pirataria
[1 abr 2009 | 2 comentários | escrito por Diego Jock ]

tarja apcm brief Saiu o brief 27 do PSV – Portfolio SEM VERGONHA – Participe da pirataria

“Se não tivermos a chave não podemos abrir aquilo que não temos com que abrir, então do que adiantaria encontrar aquilo que precisa ser aberto, e que não temos, sem primeiro encontrar a chave que o abra?”

Não vale dar uma de Jack Sparrow na hora de defender a peça.
“Todas as vezes que uma criança diz: ‘Não acredito em fadas’, uma pequena fada cai morta em algum lugar.”
Já de Peter Pan sempre vale.

Vai, sem-vergonha, enche o copo de run e capricha na peça.
De um jeito ou de outro, ela será lançada aos tubarões.

Cliente
Associação Antipirataria de Cinema e Música

A APCM foi criada em meados de 2007, a partir da união da ADEPI (Associação de Defesa da Propriedade Intelectual) Brasil e a APDIF (Associação Protetora dos Direitos Intelectuais Fonográficos).

Seu objetivo é defender os direitos de propriedade intelectual trabalhando junto às autoridades policiais, governamentais e acompanhar os processos judiciais em todo o território nacional. O combate aos produtos falsificados que contêm músicas e filmes é feito de uma forma unificada e permanente em todas as regiões do País. Outra vertente é a idealização e realização de campanhas educacionais de conscientização em âmbito nacional, com o objetivo de reduzir as atuais taxas de pirataria.

Pirataria é a apropriação, reprodução e utilização de obras (escritas, musicais ou audiovisuais) protegidas por direitos autorais, sem devida autorização. Ela pode acontecer de diferentes formas, desde a compra de CDs e DVDs falsificados, até o download de arquivos pela internet. Independente dos meios, a pirataria é qualificada como crime, e é punida como tal.

Cenário
A Associação Antipirataria Cinema e Música (APCM) registra diariamente os números em relação à pirataria física e virtual (internet) em todo o País. Por meio das apreensões realizadas pelas Autoridades Públicas, em parceria com os agentes da associação, foi possível retirar do comércio ilegal de todo o território nacional mais de 41 milhões de CDs e DVDs piratas em todo o ano de 2008, um aumento de cerca de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O setor fonográfico tem 48% de seu mercado tomado pela pirataria o que já ocasionou, nos últimos anos, a perda de mais de 80 mil empregos formais e uma queda de mais de 50% no faturamento do setor. Além disso, mais de 3,5 mil pontos de vendas legalizados já foram fechados no País e a estimativa com a perda em arrecadação de impostos já ultrapassa os R$ 500 milhões anuais. Todo este prejuízo também afetou diretamente os artistas, já que as gravadoras reduziram em mais de 50% os lançamentos de produtos nacionais e a contratação de artistas locais.

No setor audiovisual as estatísticas não são muito diferentes, no ano de 2006, por exemplo, mesmo o mercado lançando cerca de 1,7 mil títulos de filmes em DVD e um faturamento de mais de R$ 700 milhões em bilheteria de cinema no Brasil, ainda perde com pirataria, pois 59% dos DVDs comercializados não são originais. As perdas mundiais com pirataria, para os estúdios de cinema, são de US$ 6,1 bilhões, desse número, os estúdios deixam de ganhar, em vendas, na América Latina, o valor de US$ 1 bilhão, o que representa 16,9% do total do prejuízo mundial. A cópia de filmes piratas (39%) e o download pela internet (38%) são os grandes responsáveis pela perda da indústria.

Problema
A maior comunidade de downloads de músicas do orkut deu seus últimos suspiros no dia 16 de março. Sob ameaças da APCM e outros orgãos de defesa dos direitos autorais, os moderadores foram obrigados a trancar todo o conteúdo da “Discografias” na rede social.
A APCM (Associação Anti-Pirataria Cinema e Música) começou a perseguição no final do ano passado, nos bastidores do orkut. O alto volume de arquivos e os mais de 921 mil usuários foram as principais razões para a comunidade ser nominada como o primeiro e principal alvo dos defensores de direitos dos artistas.
As medidas são largamente rejeitadas pelos usuários. Inconformados com as constantes ameaças de fechamento da comunidade “Discografias”, um abaixo-assinado foi criado em outubro do ano passado e se mantém na internet, contendo mais de 26.555 assinaturas.

Público
HM, 18-30, AB

Abrangência
Nacional

Objetivo da comunicação
Conscientizar a população sobre os problemas e consequências da pirataria.

Desafio
Reverter o dano causado à imagem da Associação.

Oferecer uma mídia adequada e de  impacto. Claro, também pode ser anúncio padrão de revista, pois visamos o desenvolvimento de portfolio.
Fiquem à vontade para potencializar a mensagem da forma que julgarem pertinente.

NOVIDADE
Desta vez, o PSV fará um teste em caráter experimental: defesa da peça/conceito.
Para tanto, basta descrever a defesa e nos enviar juntamente com a sua peça/campanha. Publicaremos tudo em um mesmo post.

A única exigência é que a defesa não ultrapasse 700 caracteres.

E é opcional. Cada player decide se quer usufruir da novidade ou não.

Agora não mandem primeiro a peça e depois de uns dias, horas ou semanas decidam enviar a defesa.
Sem sacanagem com a gente icon smile Saiu o brief 27 do PSV – Portfolio SEM VERGONHA – Participe da pirataria
Chegou peça com defesa, vai tudo para a Galeria. Chegou peça sem defesa, vai para a galeria e pronto acabou.

E, claro, a defesa NÃO deve interferir negativamente no resultado. Isso quer dizer que, caso ela esteja ruim, é a percepção do júri referente ao ANÚNCIO quem vai prevalecer. Se ela estiver bacana, só tende a valorizar.

É isso.

Ah, teremos mais testes no decorrer dos briefs. Acreditamos que isso pode enriquecer o aprendizado de todos.

Prazo
11h59min59seg de 21 de abril

Júri
Galera da
Megg, de São Paulo
Fernando Wada – Designer
Marcos Cangiano, o Marquito – Redator
Renan Romão – Diretor de Arte

Créditos
Rafael Amaral, do Estagiaridade.
Um garoto arretado, recém formado e planner nato.