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A publicidade é a arma do negócio – Post filosófico
[16 abr 2009 | 8 comentários | escrito por Claudinei ]

almaarma thumb A publicidade é a arma do negócio – Post filosófico

Este é o primeiro artigo que escrevo para a Casa e o faço à mão, no caderno e numa matéria específica. Determinei uma parte do caderno para escrever os artigos. Por dois motivos:

1) para voltar a treinar a escrita, a técnica; para a tendinite ser no pulso e não nos dedos. Digitar é preciso, mas redigir em letras próprias é imprescindível, magnífico.

2) para não ter o recurso de “backspace”. Este artigo é uma transcrição, pura digitalização da escrita “moderna” (tentativa de criar escola filosófica para a arte da escrita).

Vamos ao que interessa.

Supondo que (não quero afirmar nada neste mundo tão dinâmico) a publicidade mantém sua essência primeira que é de transmitir uma mensagem persuasiva a determinadas pessoas com um objetivo pré-estabelecido, só intento neste artigo recordar um outro conceito básico e fundamental da publicidade.

Tomei a liberdade (e não sei se interfiro em direitos alheios) de parodiar a conhecida frase “A publicidade é a alma do negócio” e dar a este artigo o título “A publicidade é a arma do negócio”. Pelo básico e fundamental conceito inerente à publicidade e que apresento aqui com dois sentidos de existência distintos:

- sentido positivo: ou se concentra no problema, estabelecem-se diretrizes e se desenvolve a comunicação como única e especial;

- sentido negativo: ou se produz comunicação em massa; quero dizer, comunicação em escala, para atender à demanda, para satisfazer/saciar a necessidade do cliente e o ego do publicitário criativo.

Momento de reflexão:

A publicidade é a alma de um negócio que quer atirar para acertar. E a melhor arma da publicidade é a alma de quem atira.

E assim nasce um filósofo. Pensem nisso e até a próxima.

As ideias e opiniões expostas nos artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores, e podem não refletir a opinião da Casa do galo.

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Claudinei A publicidade é a arma do negócio – Post filosófico Claudinei Junior, 25, é publicitário para viver e não vive para publicidade. Na agência Marca-X, trabalha com planejamento e mídia. Coagiu seus ex-professores com métodos nada convencionais e, por isso, também é professor universitário da Faculdade de Comunicação de Pres. Prudente (Facopp/UNOESTE). De quebra, escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às sextas-feiras.

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Crie histórias para sempre
[16 abr 2009 | 6 comentários | escrito por patrick ]

amor marcas thumb Crie histórias para sempre

Pessoal, qual é objetivo de uma peça publicitária?

Se você falou que ela serve para divulgar um novo produto, construir uma imagem da marca no mercado, pegar o market share do concorrente e criar um boca-boca (um buzz) entre os potenciais clientes, acertou um terço da questão! A peça publicitária existe também para gerar lucros. E quem recebe esses lucros? Os acionistas da empresa que contratou a agência. E como você sabe que fez um bom trabalho com aquela peça publicitária? Quando esses acionistas ficam felizes ao ver seus dividendos. Vale lembrar que estamos em uma sociedade que lucro é igual à felicidade, e sim, este mundo é frio e calculista.

Mas quem disse que vender um produto é tarefa fácil? Uma coisa é expor um novo conceito, um novo produto, outra é fazer o cliente levantar da cadeira e efetivar a compra. Mas como você atinge as pessoas, de uma forma que elas comprem hoje e continuem comprando para sempre?

Se olharmos por um determinado ângulo, temos dois tipos bem distintos de propagada. De um lado temos a propaganda do tipo:

“Somente hoje, no (insira aqui o nome da loja ou marca), temos (insira aqui o nome do produto) por apenas (insira aqui um valor). Mas é só hoje!”.

Do outro lado, temos a propaganda que não tem apelo de venda empurrada e tem como objetivo despertar uma emoção, um sentimento e até contar uma historia para o consumidor. Como um dos maiores exemplos, propaganda feita pela Saatchi & Saatchi para a Telecom New Zealand, intitulada Father and Son.

(Por sinal, se ainda não leram, leiam Lovemarks: o Futuro Além das Marcas. Esse livro é um divisor de águas).

Cada empresa usa seu esquema publicitário para o seu determinado tipo de mercado e seu tipo de consumidor. Mas lembre-se que no primeiro caso seu cliente vai comprar o produto, uma única vez. Já no segundo tipo, o cliente vai amar sua marca e vai gerar um resultado mais perene que vai se sustentar por anos e anos.

Só que aí eu pergunto (novamente), como são as propagandas de hoje?

Hoje, as coisas estão um pouco diferentes. O mundo se tornou mais volátil e ágil em uma velocidade que mal conseguimos acompanhar. Com isso, observamos cada vez mais o primeiro formato de propaganda. Ele é mais fácil e mais rápido. O cliente assiste, compara e compra. Mas quando formos conversar sobre o mundo publicitário daqui a 10 anos, de qual propaganda vamos lembrar?

Se quisermos ter um produto que sustente as vendas e sustente a imagem perante o público, temos que trabalhar com histórias (trabalhar hoje e sempre). Faça seu cliente comprar uma emoção, um sentimento, um momento.

Façam obras que sejam engraçadas, assustadoras, dramáticas e misteriosas. Deixe que o cliente ame sua marca e use a peça publicitária como a porta-voz desse relacionamento.

Daqui a 10 anos, vamos conversar de novo sobre esse tema e quero ver de qual propaganda você vai lembrar…

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Patrick Crie histórias para sempre Patrick Estrabom, 25, Co-fundador e sócio da It’s Digital, uma consultoria e produtora digital e uma das cabeças por trás do Que Tal Isso?, blog relacionado a criatividade e inovação. Escreve para a Casa do galo na esperança de um dia dar um autógrafo na rua.

patrick@itsdigital.com.br | http://www.itsdigital.com.br/

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Cachorro também é status
[14 abr 2009 | 7 comentários | escrito por renan ]

cachorro thumb Cachorro também é status

Ele é parceiro, companheiro, melhor amigo do Homem, disso eu não tenho dúvidas. Mas percebo que, cada vez mais, tudo em nossa vida carrega e mostra um determinado tipo de valor. E o nosso querido cãozinho não é exceção. Aliás, é exemplo.

Roupas, acessórios, carros, enfim, uma infinidade de coisas sempre servirá para criarmos um, digamos, diagnóstico social. Classe A, Y, Z, surfista, roqueiro ou nerd, não importa. Isso já não é nenhuma novidade faz tempo.

Porém, a máxima “Você é aquilo que você come” sofreu grandes modificações, até chegar ao que poderíamos chamar de “Você é aquilo que você vomita”. Modelos e encaixes estereotipados hoje são jogados na cara de parentes, amigos, trabalho, e por que não, na casinha do cachorro.

Em um contexto cada vez mais superficial, onde “parecer” vale mais do que “ser”, ter um bicho que revela a cara do seu dono pode ser um grande diferencial.

Quem quer parecer chique, escolhe logo a raça com um nome que ninguém está habituado a ouvir, como, por exemplo, Lhasa Apso (que, aliás, parece que já está na moda). Aquele que deseja ter uma família típica americana, daquelas que toma café da manhã igual ao comercial, tem um Labrador (Marley & Eu está aí pra isso).  Ainda há aqueles que querem chocar com uma raça feia. E não vamos esquecer o clássico Pitbull.

Rações mais caras? Claro, sou uma pessoa que prezo pela qualidade em tudo na minha vida. Rações mais baratas? Claro, sou uma pessoa que não penso no supérfluo e, por isso, estou acima das outras.

O simples ato de catar (ou não) as fezes do seu animal mostra o quanto você está engajado nas questões sociais. A casinha que ele dorme. A veterinária que você escolhe. Tudo faz parte da sua vida. De como você se mostra para o mundo através do seu cachorro.

Não estou aqui para julgar os donos. Muito menos diminuir ou desvalorizar a relação existente. Apenas desejo que aproveite cada momento com eles, da maneira mais amorosa e sincera possível.

Pois ser sincero com o seu cachorro é ser sincero com o seu mundo.

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Renan Cachorro também é status Renan Corrêa, 24, é redator publicitário, mesmo sua família não entendendo o que isso significa. Já passou por grandes empresas e agências, conquistando prêmios estudantis e profissionais. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às terças-feiras.

renanredator@gmail.com | http://renancorrea.carbonmade.com