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Pérolas ao vento
[11 mar 2010 | 2 comentários | escrito por tatiana ]

Shell with Orb

Nunca me considerei uma pessoa realmente criativa, mas nos últimos tempos tenho descoberto muito do que há de novo e estranho em mim. E, no meio desse emaranhado de sentimentos, pensamentos e reflexões sobre dúvidas diante das quais eu nem sempre tenho uma resposta, desenvolvi uma espécie de vontade de ter idéias e espalhá-las o máximo possível ao meu redor.

Eu gosto muito de executar, também. Mas ultimamente tenho jogado sementes nos mais variados lugares e vejo as pessoas transformando-as em frutos. Nesse momento de contemplação, é lindo dizer que pude conter em mim o embrião daquele que seria o grande projeto da vida de uma pessoa.

Talvez essas idéias, a princípio sem pé nem cabeça, estejam surgindo porque, mesmo trabalhando muito e diante da maior correria, nunca deixo de pensar no que impulsionou o meu passado e me fez ser o que sou hoje. Essas influências, sejam elas na forma de pessoas ou acontecimentos, moldam o meu caminho, trazem muita luz e felicidade para minha vida… Não que eu viva de passado, mas sei que ele foi a base para que todas essas vivências pudessem hoje se alastrar com tanta facilidade!

Hoje, sou uma transformadora de experiências. Optei por atribuir um final feliz a um rol de conflitos, superações, alegrias e aprendizados, pois uma história que nasceu para dar certo não poderia, simplesmente, acabar com uma cena melodramática de novela…

O meu final feliz vai durar a vida toda, pois continuo fazendo alquimia e descobrindo meu lado criativo sempre!

Porque o verdadeiro alquimista transpõe seus sentimentos e visões para transformá-los em autênticas pérolas espalhadas pelo vento.

Quer uma de presente? Follow me.

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Tatiana Tatiana Kielberman, 22, é futura psicóloga, mas possui os dois pés no mundo da escrita. Trabalha na área de Comunicação no Grupo Foco, unindo duas grandes paixões: Recursos Humanos e Jornalismo. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quintas-feiras.

tatikielber@yahoo.com.br | http://retratosdaalma.zip.net

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Agência de publicidade por dentro – 04 – O Cliente, esse ignorante
[10 mar 2010 | 8 comentários | escrito por marcos ]

publicidade cliente Agência de publicidade por dentro  – 04 – O Cliente, esse ignorante

Leia também:
Agência de publicidade por dentro – 01 – Dupla de Criação
Agência de publicidade por dentro – 02 – Atendimento
Agência de publicidade por dentro – 03 – Mídia

Ok, é isso mesmo. A verdade dói, fere por dentro. Mas grande parte das empresas que você irá atender no futuro tem uma visão “parque de diversões” a respeito da publicidade ou não tem a mínima idéia do que a propaganda pode fazer pela marca. Eles gostam do que vêem nas campanhas dos outros ou o que está sendo feito pela concorrência em termos de comunicação, mas não sabem quanto custa, o trabalho que dá e, muitas vezes, não entendem o conceito da própria marca. São uns ignorantes.

Cabe aqui colocar de qual ignorante estamos falando. Se para você ignorante é o mesmo que idiota, então você ignora o real sentido da palavra e vai ficar nervosinho em cada reunião de briefing. Ignorante é alguém que, na maioria das vezes, não conhece o processo ou não tem entendimento a respeito de determinado assunto. Na prática, porém, pode ser o sujeito que escolhe não saber (normalmente por questões de mágoa, ego ferido, etc). Esse, além de ignorante… é burro mesmo.

Dito isso, cabe ao profissional de agência informar ao seu cliente (com paciência zen e tolerância franciscana), cada passo do desenvolvimento da criação, do marketing, das peças, enfim, do processo todo. Seu cliente não é um idiota. Sem você, ele construiu uma empresa, criou uma marca, cativou um público e oferece um serviço ou produto de relativo sucesso. Como resultado, ele tomou a iniciativa de chamar você (freelance ou agência) para atendê-lo e aumentar o crescimento da conquista dele, cliente. Sacou?

Também tem um lance que é bom falar: se você tirar as grandes empresas (Boticário, Wolks, Nestlé, etc, etc) vai perceber que a mentalidade das pequenas e médias empresas sofrem para acompanhar tanto o progresso tecnológico quanto a criação “moderna” de uma agência. O Brasil possui muitas empresas que começaram como um pequeno negócio de família e continuam arraigadas em valores que inibem uma idéia mais ousada, mesmo que comercialmente criativa e viável.

Já visitei clientes onde o dono é “Jr”, ou seja, filho do fundador e ele tem que seguir por um determinado caminho. E você tentando colocar o seu ponto de vista criativo e nada. Neste impasse, busque a informação e a empatia porque senão, o ignorante será você que não entende os limites da empresa naquele momento. Respeite isso e você pode ter um cliente cativo por muito tempo (inclusive para oferecer sua ousadia no futuro).

Ignorar é um sistema de defesa. Faz parte do instinto humano de preservar a si mesmo de alguma ferida fisica ou emocional. No caso do cliente, de ser obrigado a enxergar que as vendas cairam porque a comunicação vai mal. A sabedoria neste caso está em não colocar mais lenha na fogueira (como criticar a comunicação anterior) e mostrar ao seu cliente onde e quando a marca/produto perdeu o caminho da produtividade. Só isso. E não é pouco.

Lembrando: o termo “burro” refere-se a qualquer pessoa que repete sempre a mesma ação sem aprender. É isso que o “animal” de onde o “elogio” foi tirado faz porque não possui o raciocínio que você, profissional da comunicação, passou anos aprendendo na sala de aula e nos inúmeros estágios não remunerados, cheio de clientes ignorantes.

Eu, como bom ignorante, aprendo com eles. E você?

Quer mais? http://www.formspring.me/marcosredator

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Marcos Marcos Oliveira, 40, é redator publicitário e casado com a Arte (porque amante já tem muito). Não acredita em corretor ortográfico e detesta acordar cedo para descobrir depois que a reunião de briefing foi cancelada. Seu blog de variedades possui apenas um seguidor: ele mesmo e suas duplas personalidades. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quartas-feiras.

marcosredator@hotmail.com | http://twitter.com/marcosredator

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Um argumento com salada e Coca-Cola, por favor
[5 mar 2010 | 12 comentários | escrito por joao ]

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Em mesa de restaurante, queixa nenhuma é bem-vinda. Engraçado, porque parece que na mesa de quem cria também. Mas entre os ingredientes de um prato que chegou errado e um job mal feito existe muita diferença. No restaurante, o máximo que o garçom pode fazer é cara feia e repetir o pedido. Numa agência, o mínimo que um criativo pode fazer é se superar e ter bons argumentos, ou então, sentar a bunda na cadeira e refazer o job.

Não quero dizer que existe receita para criar. Porque não existe. Mas da mesma forma que um bom chef de cozinha prepara um prato com a plena consciência do que colocar, quantidade e por quanto tempo, redator e diretor de arte têm o dever de ter a defesa do que criou na ponta da língua. Já vi cara-de-pau falar que a ideia é muito boa e, pronto, vai vender. Mas boa por quê, meu querido? Você pesquisou? Sabe quem é o público? Buscou referências e conhecer sua linguagem? Pelo jeito, não. Se a criação não tem argumento, não tem cabimento levar pro cliente. Eu penso assim. Quem cria só por criar são aqueles artistas de rua, que desenham cem vezes uma cachoeira bizarra, céu cinzento, três luas e dois saturnos, só pra ficar meio louco mesmo. E o pior, tem louco que gosta e compra. Acontece. Assim como tem louco que mesmo sem entender, aprova a campanha só por aprovar. Quem faz isso acaba sendo reprovado no quesito qualidade.  Igual serviço de botequim, ninguém controla, ninguém sabe o que entra e o que sai. Dá até vontade de sair sem pagar.

Nós estamos falando de propaganda, onde se investe em pesquisa, profissionais, estrutura e ferramentas para aprimorar cada vez mais o resultado. Nós estamos falando de Comunicação, aquela que, infelizmente, alguns Comunicólogos esquecem de praticar dentro do próprio local de trabalho. Aí é foda, difícil de engolir. Numa agência é imperdoável não conversar, fazer por fazer, criar por criar. Mais que isso, se queixar de outra pessoa que quer tentar melhorar todo o trabalho. Deixe esse individualismo com os escritórios de contabilidade ou de advocacia.

Bote uma coisa na sua cabeça: é função do Atendimento questionar a criação, afinal, não é a cara dele que vai ser colocada à tapa na apresentação?  Ele não quer ser chato, quer se sair bem também. Se quem atende a conta for pra reunião sem entender a campanha, vai sobrar pra quem não soube explicar. Você. E nessas horas, uma conversinha básica conta muito. Salve sua pele. Quer ir além? Abra o Word e escreva a defesa da peça com pesquisas, dados, informações bacanas para o cliente. Ele adora, é uma maneira dele enxergar que a OS CARAS DA AGÊNCIA sabem o que estão propondo. Discutir, analisar, ouvir sugestões, rever, avaliar. Adicione uma pitada de defesa com a criatividade que Deus lhe deu e mãos na massa, vai dar certo. Troque uma boa pizza por um bom argumento. É muito mais prazeroso e, cá entre nós, não engorda.

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João João Pitanga, 25, é capixaba e se formou em Publicidade dizendo que no final tudo ia dar certo. Não deu, virou redator. Não se imagina fazendo outra coisa a não ser escrever e por isso conta os dias para trocar uma ideia com a gente na Casa do galo quinzenalmente, às sextas-feiras.

joaopaulopitanga@hotmail.com | http://twitter.com/joaopitanga