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Outdoor, professor?

1 Abril 2008 12 comentáriosescrito por Rafael Amaral

A peça de mídia exterior mais conhecida perdeu muita força nos últimos tempos devido às restrições crescentes impostas pelos governos. Assim como o boom das redes sociais foi uma novidade representativa para quem compartilha a mesma idade que eu, o outdoor figurou triunfante nas primeiras aulas do curso de Publicidade. Com as gerações seguintes, o processo deve evoluir.

Daí que antes que alguém venha perguntar “outdoor, professor?” fica minha contribuição sobre as famosas placas de rua. Seja para informação ou para a posteridade.

Outdoor, segundo a wikipedia salva-leigo é:

“A designação de um meio publicitário exterior, sobretudo em placas modulares,  disposto em locais de grande visibilidade, como à beira de rodovias ou nas  empenas de edifícios nas cidades.”

Mas caso alguém tenha caído aqui na Casa por acaso e não saiba o que é um outdoor, muito prazer, a placa ao lado é um.

 

outdoor

 

Outdoors transmitem, em sua maioria, mensagens curtas e de rápida assimilação. Seus formatos são variados, mas o tamanho é sempre notável, essa é sua razão de ser.

premierAssim como os outros formatos publicitários online e offline evoluíram tecnologicamente, a tradicional e rústica placa de madeira ou metal é oferecida em diversos materiais e formas. A Clear Channel, por exemplo, oferece os Painéis Premier.

Inédito no Brasil, o Projeto Painel Premier é desenvolvido a partir de modelos italianos e apresenta design inovador, além de ser projetado como um todo seqüencial, não restringindo a mensagem a uma única placa. 

Independentemente da estética da estrutura e do layout do anúncio, o outdoor tem por objetivo impactar o transeunte, causar interrupção. Interrupção essa, vantajosa para o anunciante e por vezes, incômoda ao cidadão. Claro que com o passar do tempo, aquele objeto estranho se mescla à imagem da cidade, incorporando-se às paisagens corriqueiras e aliviando o peso sobre nossos resmungos.

incomoda

 

Uma prova de que por mais estejamos incomodados, acostumamos-nos, é o efeito da Lei Cidade Limpa. Principalmente na megalópole São Paulo, o impacto da retirada de mídia exterior no dia-a-dia das pessoas é comparável ao de seu surgimento.

 

nooutdoor

 

Restrições como a Lei Cidade Limpa afetam o cotidiano das pessoas e o bolso de publicitários. Com faturamento de R$19 bilhões em 2007, o mercado publicitário brasileiro apresentou queda de 16,33% no investimento em mídia exterior. Junto a Guias e Listas, os únicos a sofrer baixa.

Mas, assim como qualquer formato publicitário, o outdoor pode ser trabalhado de forma interessante e inovadora. Seja com o uso de tecnologia, placas bem trabalhadas ou completa diferenciação:

 

 

 

mini

bambina

 

E você? O que acha de outdoor?

Compartilhe. Antes que as famosas placas tomem o mesmo destino dos tatus-bola. Meras lembranças de uma infância distante.

 

Em tempo

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Rafael Rafael Amaral, 21, é redator e estudante de publicidade, pronto para encarar o TCC este ano. Escreve para a Casa do galo às terças-feiras.

omaioremaildorafa@gmail.com | http://www.estagiaridade.com/


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12 comentários »

  • Galo disse:

    Rafa, e essa semana a Lei começou também em Brasília.

  • eduardo disse:

    torço para que isso não dure muito.

    eduardo’s last blog post..casa do galo

  • eduardo disse:

    espero que essa história não dure muito

    eduardo’s last blog post..casa do galo

  • Evandro disse:

    Rafael, muito bom seu texto. Apenas à guisa de enriquecer: a foto do “carro io-io” trata-se de uma empena, que não deixa de ser uma mídia “outdoor”. Tem também os outdoor que falam com vc via bluethoot. Abs,

  • Evandro disse:

    Ah, mais uma… moro no interior de SP numa cidade de 80 mil habitantes que quase não tem outdoor, somadas acho que as placas todas não passam de 30… Pois não é que o Prefeitão imitou SP e proibiu as ditas cujas no nas região central da cidade?? É brincadeira né…

  • Rafael Amaral (author) disse:

    Verdade, rapaz?

    Moro no interior de SP também.
    Aqui são 185 mil habitantes e a mídia exterior ainda não entrou na dança.

    Mas acredito que é questão de tempo. Não só aqui, mas sim como um efeito que progredirá continuamente no país.

    Rafael Amaral’s last blog post..Mesma tecla

  • Fernando Paes disse:

    É, que a cidade de sp ficou mais clena isto é verdade, ficou tão clean que acaba até atrapalhando para os forasteiros de encontrarem as lojas e os pontos de referencias. No final do ano passado fiz um post no meu blog a respeito desta lei… clique no link do site no meu nome acima…
    eh mais facil proibir do que regulamentar e fiscalizar… entao…

  • jrpunketone disse:

    Não há muito mais o que comentar sobre a lei. A mídia exterior é uma arma importante e ganhou muitos adereços modernos nos últimos tempos. Sabendo usar, é sucesso e garantia de visibilidade pro anunciante. É extremamente necessário que qualquer pessoa que queira se engendrar pela publicidade saiba como trabalhar bem este recurso, morando em “cidade limpa” ou não.
    Abraços

  • Suzana Magalhães disse:

    Tô impressionada. Será que é só em Belém do Pará que o outdoor continua firme? E acho não vai sair tão cedo mesmo, porque é uma mídia bem forte na cidade.

  • Gutos disse:

    Aqui em Salvador, creio que os outdoors são muito bem vistos (literalmente). Lembro-me até que meu professor disse que a capital baiana é a cidade que representa mais eficácia para os outdoors, devido a limitação de 3 placas por local e a geografia da cidade cheia de altos e baixos.

    A criação da lei das 3 placas e a redução do numero placas pela metade, foram as primeiras ações da Central de Outdoor (*1977) em conjunto com a prefeitura, aqui em Salvador.

    Não me sinto incomodado com os outdoors aqui em Salvador (só com panfletagens), mas uma coisa que incomoda aqui é me deparar certas vezes com anúncios ridículamente péssimos e com erros de português. Erros de portugês, é soda.

    Rola isso por aí também?

    Gutos’s last blog post..Hitler, O Líder que Não Escondeu

  • Luiz disse:

    De certo modo sou favorável a este tipo de legislação, mesmo sabendo dos prejuízos que causa ao setor, pois realmente haviam muitos exageros no uso deste tipo de mídia.

    Moro no Rio de Janeiro e gostaria que lei semelhante fosse criada por aqui, pois os outdoors são tão invasivos que há locais onde não conseguimos nos localizar.

    O uso em beira de estradas e rodovias movimentadas beira a insanidade (até mesmo as favelas que beiram estas rodovias estão sendo entupidas de outdoors piorando ainda mais o mau estar visual).

    Acredito que cada município deveria dispor de uma agência reguladora que faria um estudo de impacto autorizando ou não a exposição da peça.

  • » Brief 12 Especial de mídia Outdoor - Dias Mundiais PSV - Portfolio SEM VERGONHA: Tarado por boas pastas. disse:

    [...] Referências: Oudoor, professor? [...]

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