Outdoor, professor?
A peça de mídia exterior mais conhecida perdeu muita força nos últimos tempos devido às restrições crescentes impostas pelos governos. Assim como o boom das redes sociais foi uma novidade representativa para quem compartilha a mesma idade que eu, o outdoor figurou triunfante nas primeiras aulas do curso de Publicidade. Com as gerações seguintes, o processo deve evoluir.
Daí que antes que alguém venha perguntar “outdoor, professor?” fica minha contribuição sobre as famosas placas de rua. Seja para informação ou para a posteridade.
Outdoor, segundo a wikipedia salva-leigo é:
“A designação de um meio publicitário exterior, sobretudo em placas modulares, disposto em locais de grande visibilidade, como à beira de rodovias ou nas empenas de edifícios nas cidades.”
Mas caso alguém tenha caído aqui na Casa por acaso e não saiba o que é um outdoor, muito prazer, a placa ao lado é um.
Outdoors transmitem, em sua maioria, mensagens curtas e de rápida assimilação. Seus formatos são variados, mas o tamanho é sempre notável, essa é sua razão de ser.
Assim como os outros formatos publicitários online e offline evoluíram tecnologicamente, a tradicional e rústica placa de madeira ou metal é oferecida em diversos materiais e formas. A Clear Channel, por exemplo, oferece os Painéis Premier.
Inédito no Brasil, o Projeto Painel Premier é desenvolvido a partir de modelos italianos e apresenta design inovador, além de ser projetado como um todo seqüencial, não restringindo a mensagem a uma única placa.
Independentemente da estética da estrutura e do layout do anúncio, o outdoor tem por objetivo impactar o transeunte, causar interrupção. Interrupção essa, vantajosa para o anunciante e por vezes, incômoda ao cidadão. Claro que com o passar do tempo, aquele objeto estranho se mescla à imagem da cidade, incorporando-se às paisagens corriqueiras e aliviando o peso sobre nossos resmungos.
Uma prova de que por mais estejamos incomodados, acostumamos-nos, é o efeito da Lei Cidade Limpa. Principalmente na megalópole São Paulo, o impacto da retirada de mídia exterior no dia-a-dia das pessoas é comparável ao de seu surgimento.
Restrições como a Lei Cidade Limpa afetam o cotidiano das pessoas e o bolso de publicitários. Com faturamento de R$19 bilhões em 2007, o mercado publicitário brasileiro apresentou queda de 16,33% no investimento em mídia exterior. Junto a Guias e Listas, os únicos a sofrer baixa.
Mas, assim como qualquer formato publicitário, o outdoor pode ser trabalhado de forma interessante e inovadora. Seja com o uso de tecnologia, placas bem trabalhadas ou completa diferenciação:
E você? O que acha de outdoor?
Compartilhe. Antes que as famosas placas tomem o mesmo destino dos tatus-bola. Meras lembranças de uma infância distante.
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Rafael Amaral, 21, é planner na Super Produções e blogueiro do Estagiaridade. Escreve para a Casa do galo às terças-feiras.
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Este artigo tem as seguintes tags: cidade, kassab, lei, limpa, outdoor, proibicao, publicidade










Rafa, e essa semana a Lei começou também em Brasília.
torço para que isso não dure muito.
eduardo’s last blog post..casa do galo
espero que essa história não dure muito
eduardo’s last blog post..casa do galo
Rafael, muito bom seu texto. Apenas à guisa de enriquecer: a foto do “carro io-io” trata-se de uma empena, que não deixa de ser uma mídia “outdoor”. Tem também os outdoor que falam com vc via bluethoot. Abs,
Ah, mais uma… moro no interior de SP numa cidade de 80 mil habitantes que quase não tem outdoor, somadas acho que as placas todas não passam de 30… Pois não é que o Prefeitão imitou SP e proibiu as ditas cujas no nas região central da cidade?? É brincadeira né…
Verdade, rapaz?
Moro no interior de SP também.
Aqui são 185 mil habitantes e a mídia exterior ainda não entrou na dança.
Mas acredito que é questão de tempo. Não só aqui, mas sim como um efeito que progredirá continuamente no país.
Rafael Amaral’s last blog post..Mesma tecla
É, que a cidade de sp ficou mais clena isto é verdade, ficou tão clean que acaba até atrapalhando para os forasteiros de encontrarem as lojas e os pontos de referencias. No final do ano passado fiz um post no meu blog a respeito desta lei… clique no link do site no meu nome acima…
eh mais facil proibir do que regulamentar e fiscalizar… entao…
Não há muito mais o que comentar sobre a lei. A mídia exterior é uma arma importante e ganhou muitos adereços modernos nos últimos tempos. Sabendo usar, é sucesso e garantia de visibilidade pro anunciante. É extremamente necessário que qualquer pessoa que queira se engendrar pela publicidade saiba como trabalhar bem este recurso, morando em “cidade limpa” ou não.
Abraços
Tô impressionada. Será que é só em Belém do Pará que o outdoor continua firme? E acho não vai sair tão cedo mesmo, porque é uma mídia bem forte na cidade.
Aqui em Salvador, creio que os outdoors são muito bem vistos (literalmente). Lembro-me até que meu professor disse que a capital baiana é a cidade que representa mais eficácia para os outdoors, devido a limitação de 3 placas por local e a geografia da cidade cheia de altos e baixos.
A criação da lei das 3 placas e a redução do numero placas pela metade, foram as primeiras ações da Central de Outdoor (*1977) em conjunto com a prefeitura, aqui em Salvador.
Não me sinto incomodado com os outdoors aqui em Salvador (só com panfletagens), mas uma coisa que incomoda aqui é me deparar certas vezes com anúncios ridículamente péssimos e com erros de português. Erros de portugês, é soda.
Rola isso por aí também?
Gutos’s last blog post..Hitler, O Líder que Não Escondeu
De certo modo sou favorável a este tipo de legislação, mesmo sabendo dos prejuízos que causa ao setor, pois realmente haviam muitos exageros no uso deste tipo de mídia.
Moro no Rio de Janeiro e gostaria que lei semelhante fosse criada por aqui, pois os outdoors são tão invasivos que há locais onde não conseguimos nos localizar.
O uso em beira de estradas e rodovias movimentadas beira a insanidade (até mesmo as favelas que beiram estas rodovias estão sendo entupidas de outdoors piorando ainda mais o mau estar visual).
Acredito que cada município deveria dispor de uma agência reguladora que faria um estudo de impacto autorizando ou não a exposição da peça.
[...] Referências: Oudoor, professor? [...]
Li seu artigo Rafa, está muito bom. Aqui por Manaus já estamos sendo bombardeado com a lei cidade limpa.
Sou de uma pequena Empresa de Outdoor trabalhando a 24 anos e filiado a Central de Outdoor.
Começo a demitir funcionários que já trabalham comigo a vários anos todos pais de família tirando seu sustento do outdoor.
Sou como muitos, acho que a falta de fiscalização e infra-estrutura de uma prefeitura desorganizada e caótica como a de nossa cidade permite um mau funcionamento de todas as atividades.
Camelô aqui em Manaus ninguém tem coragem de regulamentar…….
mas outdoor todo mundo se acha capaz de resolver.
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A pergunta, na verdade, deveria ser `Como você se organiza hoje?`. Isso porque, neste texto, quero falar sobre organização e bagunça. E isso porque falamos tanto e a todo instante de mudanças e de novos paradigmas que estão se formando na publicidade e na comunicação em geral que este cenário me parece meio bagunçado. E [...]
Ninguém discorda que o mundo da publicidade está TENSO pelas mudanças que estamos vendo mundo afora. Os jornais estão morrendo, as redes de TV estão sendo trocadas pelo Youtube, e o computador está virando a principal fonte de informação e entretenimento (eu sempre digo, quando acordo, a primeira coisa que eu ligo é o computador, [...]
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