Os vídeos virais e a Beyoncé
Pessoal do Galo, eu fui enganado!
Mas sabe qual é o pior? Eu sabia que estava sendo enganado. Eu assisti a um vídeo viral.
Recebi no meu email o vídeo de uma vaca dando a luz a um cara de óculos, o Lewis Hamilton dirigindo um carro de corrida através de um celular e um cara simulando o jogo Guitar Hero em uma bicicleta. Quando vi, achei que eu estava vendo obras reais, cenas diretas de uma câmera amadora que flagrou momentos únicos e colocou na internet para divulgar para o mundo.
Como eu sou inocente. Todas essas obras eram peças montadas para se tornarem virais. Mas será que conseguiram?
Médio. Eles até criaram vídeos que podem ser usados nessa epidemia que o marketing viral cria. Mas mesmo assim, parecem reais? Quando vemos esses vídeos, já ficamos com aquela pulga atrás da orelha e nos perguntamos: “Esse vídeo é real ou fake?”. E quanto mais a internet se expande, mais seus usuários ficam críticos e observadores. Tanto que o conceito de “vídeos virais” já se tornou até motivo de piada. Tem até vídeo viral que incentiva o desmascaramento de vídeos virais ou até carros fantásticos nas estradas.
Fazer viral é cool. Todo mundo quer fazer um, mas não são todos que tem um bom resultado, que realmente trazem algum retorno para a marca. Por isso, uma boa obra viral é aquela que é sutil e que dá gosto de “infectar” os outros. Vale lembrar que existem virais que surgem por acaso. Se você conseguiu criar algo que o publico goste ao ponto do mesmo fazer todo o trabalho viral, você tirou a sorte grande. Por exemplo, a música Single Ladies da Beyoncé.
O clipe mostra a cantora dançando uma música à passos únicos. Até ai, tudo bem. É apenas um clipe. Porém, no YouTube você encontra diversos vídeos de meninas repetindo a coreografia. O clipe da Beyoncé se tornou um viral sem querer. Será que aquela dança tem alguma mensagem subliminar que incentiva todas as meninas dançarem, gravar e tentar ganhar seus 15 minutos de fama? Ou será que é uma obra perfeita para se tornar um viral?
Só sei que cada vez que recebo um novo vídeo, desconfio do que assisto, pois no fundo daquela “produção caseira” pode ter uma empresa tentando fazer um viral. E no meio da correria do dia-a-dia, às vezes quero ver um pouco de realidade e não um monte de cenas montadas.
E vocês? Já foram enganados?
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Patrick Estrabom, 24, é engenheiro de formação, pós-graduando em marketing e quer um dia que peçam um autógrafo dele na rua. Vive além do mundo das baias das empresas multinacionais, co-criando o site Que Tal Isso?, dedicado à criatividade e inovação. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quintas-feiras.
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Patrick Estrabom, 24, é engenheiro de formação, pós-graduando em marketing e quer um dia que peçam um autógrafo dele na rua. Vive além do mundo das baias das empresas multinacionais, co-criando o site Que Tal Isso?, dedicado à criatividade e inovação. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quintas-feiras. 







A Beyoncé é um viral.
[Responder]
Interessante este tema ser abordado justamente hoje aqui na Casa.
Ontem, em minha aula de marketing, um dos grupos tentou explicar o que era o marketing viral, porém sem muito sucesso.
O que entendo do marketing viral é que ele é uma consequência de uma campanha bem feita, sendo apenas mais um homônimo para mídia espontânea (ao menos na minha opinião).
Ações de guerrilha tornam-se “virais” devido à criatividade aplicada, e não de forma pensada. O que quero dizer é que, de forma nenhuma, em um plano de comunicação você pode dizer que fará uma campanha viral, mas apenas torcer para que ela gere um buzz significante.
Posso estar errado, mas esses vídeos engraçadinhos não podem ser chamados de virais, apenas de vídeos engraçadinhos mesmo.
[Responder]
Se a maioria perceber desde o início que é um viral, ele não foi bem sucedido. Pra mim, não existe viral bom ou ruim. mas o que funciona.
A questão, como você bem colocou, é esse pé na orelha que fica. Esse desconforto de não ter a certeza de que o video caseiro é amador ou profissional!
[Responder]
este comentário era pra ser meu artigo de hoje. por ironia do destino, estamos falando do mesmo assunto, meu caro Patrick. Então resolvi, junto com o Galo, adaptar meu artigo e publicá-lo como comentário do seu. Lá vai:
“A gripe da publicidade não pega mais
Pegando uma gripe, ou melhor, um gancho com a gripe suína, quero dizer que a minha opinião é a de que a gripe da publicidade não pega mais. Ninguém mais tem medo dela. O motivo? Os publicitários esqueceram da essência básica da contaminação, que é a mutação, a mudança.
Estou falando da publicidade viral. A epidemia de antes está controlada. Todo o alarde causado no início já se dissipou e agora vemos fracas manifestações aqui e acolá.
Confesso que estou um tanto alienado quanto às ações virais que acontecem hoje pelo mundo, mas estou certo de que em todo lugar as pessoas já adquiriram uma resistência bastante eficiente contra a publicidade viral. Vejam os comentários e como os vídeos são distribuídos pela rede; há sempre uma maioria que afirma ser ação publicitária.
E aí entra outra falha que complementa a falta da mutação: o vírus sobrevive através da resistência, pois ele encontra caminhos para se fortalecer devido a esta resistência. E o vírus da publicidade ainda não conseguiu encontrar estes caminhos.
O problema é que nós, publicitários, tentamos criar um vírus natural em cativeiro e acabamos nos contaminando com ele sem perceber que as pessoas já estavam ficando imunes. Um caso que posso citar é o da Conforama, aquela loja de móveis que soltou seus produtos em paraquedas na cidade de Paris e depois publicou o vídeo na internet. Muito interessante. E sim, o vídeo se espalhou. Mas qual foi o resultado? A maioria das citações que eu encontrei quando a empresa autora da ação ainda não tinha sido divulgada foi: é uma ação da Ikea. E não era. Ou seja: marcou um gol contra. E não deve ter sido barato: nem a ação nem o resultado.
Minha conclusão é simples: nós, publicitários, precisamos nos vacinar antes de contaminar as pessoas. Senão acabamos ficando doentes com nossos próprios vírus. E aí já não dá mais pra garantir que o cliente vai bancar o remédio.
Atchim!”
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[...] · Auto-Ajuda e Desenvolvimento Humano · Ciências Biológicas e Naturais … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
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Bah, cada dia que passa nós (publicitários ou não) criamos novas vacinas pro viral. Assim como toda novidade, aos poucos os virais também vão perdendo a graça. Antes de terminar meu comentário li o artigo do Claudinei, e concordo com tudo que foi falado. Viral era pra ser extraordinário, ser inédito. Agora cabe a nós, além de nos vacinarmos antes, criar novos vírus que consigam driblar as tantas barreiras que já foram construidas contra o tal inédito que já não é mais tão inédito assim.
[Responder]
E quando se ouve em viral, tem gente que se interessa em ver e diz que amou apenas para se sentir parte do todo. Mas ainda acredito na graça do viral, na sua utilização e visibilidade. Desde que bem feito, é mais uma ferramenta para esse mundo da comunicação tão mutável. xD
[Responder]
rsrsrsr da hora o hamilton no controle rsrsr !!
[Responder]
leticia ferreira da costa Reply:
fevereiro 17th, 2010 at 11:03
amOoO Q AMoOo Beyoncé!
[Responder]
Acho que hoje em dia a questão não é mais a veracidade dos vídeos online. Temos que admitir que este assunto (virais e afins) já está mais do que bem discutido em blogs de publicidade, e ainda fico surpreso em escutar de algumas pessoas da área de comunicação teorias sobre o futuro deste tipo de produção. Update yourself, please!
Os virais vieram como projetos embrionários de algo maior, o branding entertainment, ou como muitos preferem “entretenimento de marca”. Enquanto aguardamos a adaptação do mercado à evolução das mídias, infelizmente ainda teremos que aguentar muitos projetos virais fracos e funcionalmente incapazes de gerar alguma atenção à marca neste mar de informações espalhadas.
Aliás, pessoal da Casa, vocês podiam postar assuntos mais pertinentes, como o próprio entretenimento de marca, convergência das mídias, restruturação das redes de contato mundial, etc.
Duda C.
*disseminando a gripe suína*
[Responder]
Viral nada mais é do que uma forma de divulgação de uma mensagem.
Pode ser um vídeo, um ppt, um excel. Não importa o que é, o que importa é a forma como ele se espalha, de pessoa pra pessoa, como um vírus, infectando todo um grupo após algum tempo.
Esse formato de vídeo que se propõem a parecer real é apenas uma de suas possibilidades. Existem vários exemplos de viral que utilizam outras técnicas.
O da vaca por exemplo, não se propõe a parecer real, ou alguém acredita que um homem saindo de uma vaca possa acontecer de verdade.
A proposta é fazer um vídeo curioso e inusitado, alinhado com o posicionamento da marca. Mesmo sabendo que se trata de um “comercial” de uma marca na verdade, as pessoas podem querer passar pra frente por terem achado interessante.
Como fizeram com o clip da Beyonce, como as tiazonas que passam aqueles ppts horríveis pra frente. SE tivessemos muita tiazonas na internet, esses powerpoints bonitinhos seriam os principais virais da internet, independente de seus temas.
[Responder]
Fala pessoal! Comment imenso!
Fala Maurão (aka PSV Dude)!
Sim, ela, e esse clipe são virais… eu fico doente de tanto ver. Abraços!
Opa Felipe!
Cara, gosto da sua linha de pensamento. Porém eu acho que acontece as duas coisas que vc falou. Virais surgirem de campanhas bem executadas e criação de vídeos justamente que sejam virais. Vamos ao primeiro caso.
Vc, e quem mais está lendo esse comment, já deve ter recebido um email com o título parecido com “O melhor armário do mundo” (ou qq coisa parecida) seguido por um vídeo. Ao abrir o vídeo, vê que é aquela nova e já famosa propaganda da Heineken, dos caras entrando em um closet de cerveja e gritando igual as mulheres que entraram em um closet de sapatos (ufa, como é difícil explicar uma propaganda!).
E no final, vc vê o vídeo, repara que é uma propaganda e pensa… “como é que essa propaganda passou de ser uma “simples propaganda” para um SPAM?”. A magia do viral!
No segundo caso, vou usar a propaganda da Ray-Ban, do cara e a vaca que está no texto. Essa aí os caras criaram p/ ser um viral, pois esse vídeo não é material de televisão, só de net mesmo. E net é um ambiente perfeito para espalhar o os vírus por ai!
Grandes abraços cara!
Fala Renan!
Cara, é isso mesmo. Quando eu fico com a dúvida (ou até nem me surge a dúvida e eu acredito de vez) o viral acertou!
Abraços!
Claudinei,
Eu me levanto e bato palmas. Por dois motivos.
1) Pelo texto, muito bom! Aproveitou o momento certo (viral e gripe suína). Vc tocou em um ponto muito interessante, sobre as vacinas que tomamos. Cara, obrigado por aumentar com muito mais conteúdo o meu texto acima. Um excelente complemento! Fico até incumbido de comentar algo com tanto conteúdo em algum texto seu… (ou não? Hehe)
2) Cara, é um puta texto legal que vc fez e “matou” ele nos comments de outro texto de outro cara (no caso eu). O meu ego nunca deixaria isso acontecer! Eu ia esperar passar umas 2 semanas e mandar p/ a Casa publicar… shhh, só não fala isso alto p/ o Galo!
Grandes abraços!
Olá Bela, tudo bem?
Vc tirou as palavras da minha boca. O texto do Claudinei tocou nesse ponto da “vacina” muito bem. Ele falou dos publicitários, mas vou além, como vc citou, as pessoas estão cada vez mais racionais e criticas. Julgam tudo o que vê. Por isso alguns virais se tornam bobos, por ser tão na “caruda” uma peça publicitária.
Até!
Cy, tudo bem?
Não preciso falar mais nada. Temos que ter essa “esperança” e aguardar boas peças publicitárias que vão surgir no caminho. Mas como vc disse, esse mundo é mutável! Bj!
Olá 15 anos (?)
Ei, vc sabia que ele esse vídeo é um viral?
(comentário típico ao ver uma peça que ta na cara que é um viral… hahaha)
Abraços!
Duda, olá!
Caraca meu, que lição. Eu vez falei que preciso fazer o exercício da empatia, e ele começa agora.
Só que não estou aqui para criar teorias (ainda), só comentei sobre como as peças publicitárias fazem para criar uma nova realidade, a partir da nossa realidade, criando produções que forçam ser reais.
Sobre seu puxão de orelha com a Casa… fica a dica para todos nós!
Abraços e volte sempre!
Henrique, tudo certo?
Cara, assino em baixo sobre seu comentários das tiazonas. Comentei isso nas respostas acima.
Mas sobre o vídeo da vaca… ele não se propõe ser real? A imagem sem nenhum tratamento, um vídeo sem nenhum corte, só som ambiente… tirando o fato de uma vaca parir um cara (logico), todo o resto é real!
Abrações!
[Responder]
Thriller então foi o maior viral de todos os tempos!
[Responder]
porque esiste mesagens subliminar da byoncé eu amo ela que piiiiiiiii.
[Responder]
João Uchôa Reply:
fevereiro 22nd, 2010 at 16:06
AHSUAHUSHAUS, ri demais! WTF PI = 3,14 (?????)
[Responder]
↑ EURI
[Responder]
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