Oração do redator
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Dia desses, num profundo momento de lamentações aqui na agência, surgiu a idéia de escrever a oração do publicitário. Mas o Google, baita prestativo, afirmou que já havia uma.
Bem, aí num novo momento de lamentações aqui na agência (não se espante, acontece nas melhores) resolvi adequá-la ao meu pobre propósito, crente dEle, de repente, ouvir meu clamor.
Senhor, que não me faltem as palavras.
Eu sei que acontece até com as Escrituras Sagradas, Senhor, mas peço-te, humildemente, que meus textos não entrem por um olho e saiam pelo outro.
Que eles recebam um mínimo de atenção por parte dos leitores, nem que seja visual. Até por isso, Senhor, que eles caiam sempre nas mãos benditas de homens diagramadores de boa vontade, daqueles que pagam penitências para encaixar as danadas viúvas que insistem em aparecer ao final de cada linha.
Que meus textos complementem as imagens, Senhor. Que valorizem-as ou que pelo menos acenem com um mero – paz do Senhor – diante das direções de arte arrebatadoras.
Que eles sejam criativos quando tiverem que ser trocadilhos, breves quando não tiverem espaços, explicativos quando tiverem que ser entendidos, poéticos quando transbordarem emoção, e sobretudo vendedores, Senhor, para que eu não perca o emprego… e a Sua Casa, minhas humildes ofertas.
Que meus textos façam ciranda para as crianças. E algum sentido para os apaixonados por leitura, Papaizinho querido.
Que eles recebam um mínimo de prazo para serem escritos. Eu sei que isso é praticamente impossível, mas como redigiu divinamente Lucas: “Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus”.
E que no outro dia, Senhor, eu leia-os livre de orgulho por essa casta paternidade.
Senhor, que eu perdoe aqueles que por ventura os chuparem, assim como o Senhor perdoou as citações que deixei de mencionar as fontes.
Que meus textos contenham poucos erros ortográficos, Senhor, para que os revisores não usem Seu santo nome em vão. Que as repetições não sejam vistas como redundâncias, os gerúndios sejam recheados de discernimento.
E que meus títulos jamais precisem se submeter às humilhações de outros redatores, em virtude do uso de exclamação ou reticências exigido para a aprovação do cliente.
Amém.
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Mauro Sérgio de Morais está redator e tem alguma experiência. Também tem alguns prêmios e uma dificuldade tremenda em escrever currículos na terceira pessoa. Escreve de vez em quando para a Casa do galo, às sextas-feiras.
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Mauro Sérgio de Morais está redator e tem alguma experiência. Também tem alguns prêmios e uma dificuldade tremenda em escrever currículos na terceira pessoa.
Escreve de vez em quando para a Casa do galo, às sextas-feiras. 







Parabéns pela sua estréia como colunista…..
Como sempre, tudo que você escreve tem a mais perfeita sintonia…toca, de várias formas, a mente e o coração da gente!!
Feliz por uma conquista sua…Sucesso pra você sempre!!
Parabéns Mauro, texto bem articulado nos chama a querer ler mais textos seus!
Sucesso pra vc!
Abraços
Só faltou a apresentação do editor-in-chief do site né?
Haha, muito boa a oração Mauro. Seja bem vindo ao time.
Agora já temos dois redatores, uma planejadora e um enganador (um marketeiro), hehehe.
Muito bom.
Mauro
O que falar de um texto destes?
Amém, certo?
Parabéns pela estréia na “casa”.
Sucesso
Ow irmãos… valeu mesmo!
Mari e Raquel: olha que eu acredito, hein…
Marquito: muito obrigado, cara. Na próxima eu mando uma apresentação ou pelo menos o link de uma. “tá no pente”.
isso aí. boa sorte pra ti.
Brito redator: se até tu tá dizendo amém, ganhou meu voto na comu hahahahahah
TENHO CERTEZA DE Q ‘ELE’ OUVE SUA PRECE!!
VC SO’ BOLA COISAS SUPER BACANAS POR ONDE PASSA!
PARABE’NS MESMO MAURÃO
Hahahaha!
Muito bom, gostei da parte da “paz do Senhor”
Abraço
Bela estréia, Mauro!
Seja bem vindo!
Abraços
Oi Mari e Raquel,
Obrigado pela visita! Voltem sempre!
Parabéns pela estréia, Mauro!
E seja bem vindo!
Ainda acho q faltou uma prece:
Afasta de mim esse job de nome, Pai…
Valeu, negada.
Boa!
“Que meus textos contenham poucos erros ortográficos, Senhor, para que os revisores não usem Seu santo nome em vão”.
Imagine ai: “MEU DEUS, como pode ser tão burro?!”
AUHUAhhUAhuAuhauHAUHAUHAUHAUHAUhauh!!! Muito boa essa parte! =D
“…e não nos deixeis cair em tentação de usar idéias comuns, amém!”
Você não pediu essa parte na oração, mas foi atendida quando você criou esse texto! =D
Valeu, Mauro. Abraço
Hawrys,
“Senhor, que não me faltem as palavras.
Eu sei que acontece até com as Escrituras Sagradas, Senhor, mas peço-te, humildemente, que meus textos não entrem por um olho e saiam pelo outro.”
Essa oração é cheia de “clássicos”… hehe
Amêêêmmmm!!! UAHauAUAAHUaHAha!! =D
Texto excelente. Dá para pregar na porta do quarto.
Huaha! É verdade! Ou na geladeira da cozinha!
Animal e Amém.
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