Onde seus olhos pousarem
Dias atrás eu e o Patrick, o outro pai do Que Tal Isso?, fomos a uma reunião na zona norte de São Paulo. Como a reunião era cedo, e não conhecíamos bem a região, resolvemos ir bem cedo, e nos deparamos com uma cena interessante. O comércio da região ainda estava de portas fechadas, e um grupo de garotos colava adesivos de propaganda nas trancas daquelas portas corrediças (típicas de comércio).
Taí uma mídia que eu nunca havia imaginado: adesivos perto da fechadura das portas do comércio. E será que não podemos investir mais em ideias diferentes como essa?
Embora a internet continue sendo a grande promessa para a publicidade no futuro, no presente dois detalhes ainda são pedras no caminho. Em primeiro lugar, ninguém descobriu muito bem como ganhar dinheiro com propaganda na web, além de parcerias com mecanismos de buscas, como o Google Adwords. Além disso, a internet continua sendo extremamente restrita em países como o Brasil. e esse panorama não deve mudar muito nos próximos 10 anos.
Então ainda não faz sentido abandonar por completo as possibilidades da propaganda no mundo real. Mas para se destacar nesse universo, não dá mais pra ficar restrito à tríade TV + Revista + Outdoor. É preciso inovar, e pensar em novas mídias é um dos caminhos mais promissores.
A receita é simples: se prender a atenção da audiência está mais difícil, é importante perguntar onde pousam os olhos do público.
Potencialmente, qualquer lugar para o qual olhemos conscientemente por mais que 1 ou 2 segundos é passível de receber uma mensagem publicitária. Pode ser a tela do celular, maçanetas de portas e carros, os botões do elevador, o guardanapo de um restaurante, ou a bolacha do chopp.
Além de serem, em geral, mais baratas, mídias inusuais se destacam por não concorrerem com outros anunciantes, e por conseguirem burlar nosso filtro de propaganda (vai dizer que você repara no banner da home do UOL cada vez que acessa o portal?).
Pode ser difícil vender Adesivos para Portas de Comércio ao cliente, mas o baixo custo e alto retorno podem fazer com que ele enxergue “o pessoal que mexe com propaganda” de outra maneira.
Abs!
Lucas
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Lucas Couto, 25, é publicitário por formação e inquieto por natureza. Já atuou nas áreas de Criação, Marketing, Inovação, Vendas, Logística, Finanças, e mais uma porrada de coisas (foco que é bom, nada). Hoje é empresário e co-criador do site Que Tal Isso?, dedicado à criatividade e inovação. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quintas-feiras.
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Lucas Couto, 25, é publicitário por formação e inquieto por natureza. Já atuou nas áreas de Criação, Marketing, Inovação, Vendas, Logística, Finanças, e mais uma porrada de coisas (foco que é bom, nada). Hoje é empresário e co-criador do site Que Tal Isso?, dedicado à criatividade e inovação. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quintas-feiras. 







Tem gente na Casa do galo que criou o bundoor…
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AHAHAHA não sei quem fui
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É… o esquema é esquecer o que pode se chamar de novas mídias, mídias tradicionais e o escambal… e partir para o “tutti mídia”.
O bundoor, por exemplo, é uma boa pedida ali na região da Augusta. Aliás, não sei por que a Olla não investiu nessa mídia ainda.
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“Vale tudo Gil? Valeu tudo?”
Olha, nesse esquema de encontrar novas mídias, vale tudo, até mesmo o bundoor.
Difícil é medir o alcance. Vai ter muita gente dizendo que viu mais campanhas do que realmente foram veiculadas, hehehe…
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Podia ter na parte interna dos orelhões.
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Pô Jock!
Vê-se q vc nunca usou um orelhão, hahahaha… Nunca reparou nas senhoritas (ou não) que divulgam seus serviços nos telefones públicos?
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Eu já vi um moleque colando esses adesivos, e, com uns dois minutos de diferença, um concorrente passar descolando para colocar os seus no lugar.
Aprendi que o negócio de propaganda é difícil em qualquer mídia.
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É isso aí…aqui na minha cidade,no nosso único shopping, usa-se colar a publicidade nas mesas da praça de alimentação.A tática é tão boa que,descendo pela escada rolante,vê-se praticamente só a logomarca,as pessoas e a comida sobre a mesa a gente só percebe depois…
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Aqui chegamos a fazer publicidade através de graffiti, stickers e stencil pra loja de um amigo, com pouca grana pra desenvolver, foi uma solução que achamos, e acabou dando um retorno legal.(Comparando o que seria investido em outdoors e cia,a caneta posca, cola caseira, chapa de raio-x e as latas de spray saiam bem mais em conta)
Acaba sendo chamativo, comparando com aquelas clássicas pinturas de muro já que o lance era optar por uma “midia” mais barata.(Não que isso possa ser aplicado em tudo, não imagino um dentista fazendo uma divulgação underground rs)
E aqui na cidade rola a mesma coisa que a Eleide de cima. ^^
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Fala Fernando,
Vc está certo… Não é pq determinada mídia é diferente que sua vida vai ser moleza.
Mas se já existe competição nas soluções inovadoras, imagine a dificuldade pra se destacar com um mero outdoor…
Dá a impressão q a gente só continua apostando nesse caminho por costume.
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Oi Eleide,
Gostei desse conceito, acho q nunca vi aqui em SPaulo. E poderíamos explorar mais, criando peças que se destacam qnd vistas de longe. Podemos chamar de Publicidade Salvador Dali, hehehe…
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Oi Luiza,
Eu aposto muito nesse caminho, a propaganda integrada ao ambiente, deixando de ser invasiva, e passando a compor a decoração (e quem sabe até enfeitando o local)…
Por exemplo, quantas pessoas que tem casa com o muro pichado não topariam enfeitá-lo com um grafite de bom gosto, e que passasse tb uma mensagem publicitária (também de bom gosto, não com uma baita logomarca da empresa).
E acho q isso poderia ser aplicado até mesmo pros dentistas… Será q um cara jovem não prefere ir num médico que é um pouco como ele, do que ir num senhorzinho careta?
É claro que não seria tão fácil quanto vender skates, mas não acho impossível…
Bjs!
PS: Pessoal, desculpem a demora em responder. É que o Windows Vista e a Megaware me brindaram com uma formatação inesperada (e indesejada) do meu HD. Ainda estou abalado com as perdas, e superar o trauma de computadores está sendo difícil, rs…
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ola
Acho que a propaganda deve ser sempre limpa sem emborcalhar a cidade
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