Olhe de fora: a comunicação é criativa?
Se você está sem assunto para puxar com aquele amigo publicitário no bar, ou não sabe como mostrar conteúdo e profundidade para a nova estagiária gata da agência, não se preocupe: apele para a atemporal crise criativa.
O assunto vem e volta de tempos em tempos e é sempre motivo de polêmica. Estamos passando por uma crise criativa? Nosso ápice já passou e estamos descendo a parábola? Perdemos o brilho? É tudo balela? Nossa indústria está mais forte do que nunca?
Enfim. Seja uma crise ou não, uma coisa é fato: sempre dá para fazer melhor. É acreditando nisso que as cabeças de destaque do mundo criativo alcançam grandes realizações.
E nesse ponto, achei interessante fazer uma observação.
Recentemente a revista Fast Company listou as 100 pessoas mais criativas do mundo dos negócios, com nomes de peso como o designer Jonathan Ive, responsável pelo iPod, iPhone e iMac, e JJ Abrams, que todos conhecem pelo sucesso de Lost.
A surpresa é não encontrar muitos nomes da nossa indústria na lista, embora o Lee Clow, Chairman and Chief Creative Officer da TBWAWorldwide, apareça na 32ª posição.
O que será que acontece? Será que o mercado de comunicação não é mais visto como um berço da criatividade ou as soluções de ruptura, criadas por ícones da nossa indústria, não se comparam à criatividade e inovação das obras de outras áreas?
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Rafael Amaral, 21, é planner na Super Produções e blogueiro do Estagiaridade. Escreve para a Casa do galo às terças-feiras.
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Rafael Amaral, 21, é planner na 







Triste pensar que os nerds de TI parecem ser mais criativos que nós publicitários. Nada contra eles, lógico. Mas ainda penso que existe muita criatividade em nosso setor mundo afora. O que vejo de mais difícil é conseguir uma visibilidade esplendorosa. Inisto em dizer que não existe mais nada que seja novidade. O Twitter está aí para afirmar minha suposição. Acontece agora e tem alguém twittando de um BlackBerry contando exatamente os detalhes. Pensar criativamente é fácil, mas acho que a facilidade de encontrar o novo tem nos deixado um tanto quanto preguiçosos. Pra que pensar se alguém já está fazendo isso por mim em algum lugar?
[Responder]
Não, não é – ainda que seja triste de admití-lo.
Precisamos lembrar que vivemos num tempo em que as pessoas estão ávidas por CONTEÚDO e NOVAS IDÉIAS, e além disso, repensando conceitos sobre CONSUMO SUSTENTÁVEL.
Esses termos apenas recentemente entraram na pauta – e nos briefings – do mercado publicitário(clientes, agências e veículos).
Por causa disso, o valor da propaganda diminuiu drasticamente com o passar do anos.
Mas este é um cenário que podemos mudar, se realmente nos esforçarmos para fazer algo inovador e, principalmente, relevante!
[Responder]
Bacana ver essas opiniões.
Só quero ressaltar que me refiro à indústria da comunicação como um todo e não somente à propaganda.
Abração!
[Responder]
É complicado esses rankings, os americanos são os mais criativos de todo o planeta !?
[Responder]
Oie.Voltei hoje pra dizer que ontem na minha faculdade o Marcelo Silveira, da Agnelo, foi palestrar sobre a vida publicitária. Além de ter sido muito bom, ele ainda falou um pouco sobre a tal criatividade. Disse que atualmente, tem gente achando que saber mecher em uns programinhas do pc o torna o mais criativo e que na verdade, ele vê um papel e uma caneta muito mais promissores para quem tem boas ideias. Ainda disse que na internet tudo está muito igual e a novidade não é mais novidade. Rs*
Legal né? Rs*
xD Bjus
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olá
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De qual criatividade estamos falando?
Aquela que faz o profissional ganhar prêmios no Festival de Cannes ou aquela que faz os brasileiros terem aquele “jeitinho” que é típico dele para fazer gambiarra?
O profissional de comunicação deve ser criativo, mas hoje ele é movido por interesses maiores. Criação deveria ser um prazer para quem a faz. Tanto que muitos afirmam que a Publicidade é uma arte.
Daí vem a parte econômica do negócio Se-você-não-for-criativo-tá-fora-do-mercado. É esse lado que desvirtua o profissional de comunicação: Fazer o que você ama ou fazer o que te mandam fazer?
Infelizmente, a resposta é clara e evidente, e não clarividente.
[Responder]
Eu acho esse termo, indústria da comunicação, um pouco amplo demais. Muito generalista.
Se não me engano já assisti essa palestra também. A crítica do Marcelo é louvável porque faz a gente perceber que a internet é na verdade uma ferramenta, um recurso, um canal. A diferença é que ela é muito recente e com ela as pessoas tem mais voz ativa e estão muito menos sujeitas a interrupção. As pessoas têm o poder de simplesmente ignorar o que julgam ser irrelevante pra suas vidas. E infelizmente nós, da indústria da comunicação, ainda estamos aprendendo a lidar com isso. Ou seja: a cada dia, nós desenvolvemos e descobrimos novas ferramentas, mas não renovamos nosso modo de pensar e nosso modelo de negócio.
É aí que a coisa empaca…
Boa discussão, Rafa!
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[...] · Auto-Ajuda e Desenvolvimento Humano · Ciências Biológicas e Naturais … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
“Triste pensar que os nerds de TI parecem ser mais criativos que nós publicitários.” – Tem muita gente de TI que na verdade trabalha com design, usabilidade e criação.
[Responder]
Pode crer, eu sou design gráfico só que trabalho com web, criação, TI e algo mais.
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