O que sexo, drogas e o rock n’ roll podem fazer por você
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Você pode fugir, você pode se esconder, mas você não vai escapar. Sinto muito pelos criativos bonzinhos, politicamente corretos e seguidores das regras de forma e conteúdo aprendidas nos cinco anos de faculdade e MBA. Tudo isso tem seu valor mas, acredite, em algum momento da sua carreira (digo, trabalho) você vai precisar guardar as asas de anjinho e ficar do jeito que o diabo gosta. E o que ele mais gosta (e a propaganda também) é do trio ai em cima.
Antes de chamar as Senhoras de Santana ou a TFP, lembre-se que estamos falando de publicidade e é no momento de pegar uma campanha de bebidas ou cigarros (drogas), uma marca de lingerie ou cosméticos (sexo) ou mesmo de roupa jovem ou comportamento (devo colocar os três?) que todo e qualquer preconceito precisa ser deixado de lado para que a ideia aconteça.
Estes elementos possuem uma dupla penetração (opa!) porque fazem do profissional de criação parte do público-alvo. Afinal, de pelo menos um deles você é também consumidor. Já sabemos que o sexo vende (seja de forma subliminar ou explicíta), que as drogas (legais ou não) vendem e que música vende. Boa parte do fracasso das campanhas contra o tabagismo e prevenção de DSTs, por exemplo, sairam da cabeça de pessoas que não se colocam no lugar do consumidor. Neste caso, só pode mesmo sair uma droga.
O diferencial criativo aqui não reside no produto mas na forma de como você entende o produto. O (produto) sexo é ótimo para crescer e multiplicar ideias. De campanhas de pedofília à camisinha, liberdade sexual e prevenção, o criativo amoral possui um terreno fértil. Remédios, bebidas, campanhas antidrogas podem ser um grande barato se você entender que pode educar sem ser chato. E a escolha da música certa (coloco a música como representante de uma atitude mais ousada, desafiadora) pode ser o fundo ideal para sacudir aquele rebelde (com causa) dentro de você que aguarda com ansiedade o momento de tirar a gravata e colocar a criatividade prá dançar.
Vale lembrar, porém, que tudo que é bom é ilegal, imoral ou engorda. Neste caso, o excesso pode acabar com uma boa ideia e transformar classe e sensualidade em rebolation fácil, fácil. Um bom exemplo é a lendária campanha da Benetton que hoje já não empolga nem surpreende porque a ideia expirou. Não force a barra na agressividade e tenha o departamento de pesquisa sempre ao seu lado, ok?
Separei algumas campanhas onde acredito que a proposta de mexer com estes tabus sociais foi atingida de forma bem legal. Todas são do contra para que você possa se exercitar a favor. Portanto, só me resta dizer que se beber não dirija, use camisinha e let’s rock!
Até o próximo artigo.
Abuso infantil:
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Alcoolismo:
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Direitos Humanos:
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HIV e Camisinha:
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Tabagismo:
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Sexo:
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Marcos Oliveira, 40, é redator publicitário e casado com a Arte (porque amante já tem muito). Não acredita em corretor ortográfico e detesta acordar cedo para descobrir depois que a reunião de briefing foi cancelada. Seu blog de variedades possui apenas um seguidor: ele mesmo e suas duplas personalidades. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quartas-feiras.
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Este artigo tem as seguintes tags: campanhas, dst, pedofilia, polêmica, produto, sexo, tabagismo

Marcos Oliveira, 40, é redator publicitário e casado com a Arte (porque amante já tem muito). Não acredita em corretor ortográfico e detesta acordar cedo para descobrir depois que a reunião de briefing foi cancelada. Seu blog de variedades possui apenas um seguidor: ele mesmo e suas duplas personalidades. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente, às quartas-feiras. 









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