O que mudou na publicidade e no marketing?

Que o universo da propaganda mudou, não há mais o que discutir. Quem pensa em fazer comunicação de marketing usando as mesmas fórmulas de tempos atrás está fadado a fracassos cada vez maiores. Mas o que mudou?
Recentemente, navegando ao acaso, topei com um anúncio de emprego que me chamou a atenção. A empresa, de conteúdo colaborativo e compartilhamento de informação chamada SlideShare, estava selecionando além dos já tradicionais engenheiros de software e analistas de rede, gerentes de comunidades.
Pensando sobre o assunto resolvi procurar, em sites de empregos, outros anúncios do tipo. Vi que apesar de poucas, outras empresas também já oferecem vagas para essa nova especialidade da comunicação.
Porque isso é tão importante? Bem, há algum tempo as funções de comunicação de marketing eram basicamente externas à empresa ― delegada às suas agências de publicidade e consultorias de branding e marketing. No máximo a empresa possuía um departamento de relações públicas, um ombusdman ou um call center. Entretanto, a coisa tem se complicado. Os consumidores estão mais atentos, mais inter-relacionados, mais segmentados e vacinados contra a propaganda de massa.
Podemos até não perceber, mas isso criou uma mudança que vai além do simples fato de mudar a forma de se anunciar. Estamos presenciando uma mudança sobre a forma das empresas pensarem suas estruturas de comunicação com o cliente.
Entendo que gerentes de comunidades são profissionais que tem como função comunicar. São profissionais de comunicação, são publicitários, pois, comunicam em favor de uma empresa. E é aí que a mudança maior começa a se expor. As empresas estão contratando “publicitários” para trabalhar junto de seus clientes, não mais no departamento de marketing. Estamos saindo de trás das mesas e indo para linha de frente.
O mercado ainda é pequeno e em grande parte estrangeiro, mas acredito que muito em breve essa caravela aportará por aqui. Se é que já não aportou. Ser gerente de comunidade pode ser uma solução para dezenas de centenas de jovens que saem das faculdades todos os anos e não encontram no mercado espaço para atuar. Mas não se engane. Logo essas vagas começarão a serem disputadas também por psicólogos, sociólogos e até mesmo lingüistas ― profissionais com uma formação voltada para entender a fala dos seres humanos e não para vender produtos. E nós, publicitários, ficaremos de fora por falta de savoir faire.
As faculdades não nos preparam para o mercado que está aqui fora, cabe a nós, nos prepararmos para ele, pois, enquanto estivermos pensando em vender produtos estaremos nos afastando da mente dos consumidores.
Pensando bem não foi a propaganda. Foi o mercado que mudou, foi o cliente mudou. A propaganda continua a mesma, mas ela não traz mais resultados como antes.
O conhecimento necessário para continuar a ser um publicitário não é mais o mesmo. Esteja preparado para esse novo mercado, porque o velho não volta mais.
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Nauro Rezende Jr, 31, é publicitário e Diretor de Criação e Planejamento da ID Comunicação. Apaixonado pela profissão e suas ciências. Um idealista.
Escreve quinzenalmente para a Casa do galo, às quintas-feiras.
nauro@idmarketing.com.br | http://parapensarpropaganda.blogspot.com
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Artigo bem interessante, principalmente para pessoas como eu, que ainda não entraram no mercado de trabalho :D:D:D
É André, se for por esse lado eu também ainda estou fora hehe.
Mas completando o que Nauro disse sobre as novas profissões, isso é realmente um assunto muito interessante, com o avanço tecnológico, muitas novas formas de se fazer negócios aparecem e outras tantas também desaparecem. O comercial recente do Senac faz alusões a isso, assim como também uma reportagem da revista Exame dessa quinzena, traz uma matéria sobre uma nova profissão que vem surgindo devido ao acúmulo de responsabilidade dos grandes diretores, o cargo de Conselheiro.
Nada de muito assustador, mas com certeza um mercado promissor para as instituições de ensino. Oportunidades hehe.
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Métricas é sempre um assunto polêmico. Sai na frente quem conseguem medir quantas pessoas viram determinada campanha, quando viram e quem são essas pessoas.
Na web a coisa fica mais fácil. Não digo que seja simples, mas a facilidade é bem maior que, por exemplo, um outdoor ou qualquer outra mídia exterior.
Usualmente utiliza-se como base de [...]
O Fantástico Mundo Animal da Propaganda (só pra parodiar o belo artigo da semana passada do Ricardo Chermont) tem espécies mais marcantes do que o Tony, The Tiger ou cachorro da Cofap. Não, eu não estou falando de donos de agências burros, clientes topeiras ou diretores de arte pavões. Estes são mais comuns.
O que motivou [...]
Não é de hoje que o tema gera polêmica, a publicidade é ou não arte? Uns pensam que sim, outros têm certeza que não. Eu fico com os que pensam que não. Isso não quer dizer que não valorize a profissão ou o trabalho que nela desenvolvemos. Penso só que arte é outra coisa.
Como se [...]
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