O Job da Arte
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Marc Riboud – 1967 – Agência Magnum
Vou tomar como exemplo o advento da fotografia, uma fabulosa história que todos devem conhecer, ou poderia até classificar como um épico, o interminável debate sobre a fotografia ser considerada ou não como arte, onde se digladiavam violentamente artistas, artesãos e a elite intelectual da época.
A fotografia já está tão incorporada ao nosso quotidiano que não nos induz mais, tão fervorosamente, à sua reflexão e sobre seu status como arte. Mas no princípio, chegou a ser taxada como obra do demônio. E ser ou não considerada como arte gerou assunto e discussões para muitas novelas.
Isso me faz acreditar na importância sine qua non do publicitário para a história! Pois, na minha humilde concepção, só há estardalhaço onde não há “job”! Portanto, como não me falta “job”, preciso ser prático em tudo que faço. Para apresentar minhas dicas, far-se-á necessário expor a minha concepção de arte: a arte é um recurso criativo para uma melhor compreensão de mundo!
Minha primeira dica é o site World Mapper, que pode parecer um mash-up utilizando o Google Earth, mas trata-se de um projeto que permite ver o mapa-múndi desenhado de acordo com critérios de consumo, produção, população, saúde, educação, dentre outros; onde o tamanho de cada país é proporcional à sua participação no critério selecionado. Ao invés de gráficos e números, uma forma alternativa de representação artística sobre uma reflexão sobre o mundo que auxilia bastante as pesquisas na área de Planejamento.

No mapa acima, o tamanho de cada território corresponde à proporção de católicos residentes no país
A segunda é o Locative Painting – uma pintura interativa (ou 2.0, o termo da moda) que pode ser interpretada como um mapa na web criado através da interação das pessoas que fornecem o CEP, através do site ou por SMS, que é demarcado por uma “pincelada” de uma determinada cor. Assim, a pintura (ou mapa) muda conforme a localidade do participante. Esse trabalho da artista Martha Gabriel foi exposto no Nokia Trends 2007.

No mapa acima, cada cor identifica a localidade dos participantes
Como podemos ver, o World Mapper já tem sua finalidade bem definida, enquanto o Locative Painting está aberto há imaginação e aplicabilidade de quem o vê! Assim como a fotografia foi adquirindo sua função através da história. Acredito que esse deva ser o objetivo real da web e da arte – ou da web-arte, como um todo – sujeita a muitos avatares e interpretações, de proporcionar uma nova reflexão e de facilitar o “job nosso de cada dia”.
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Wilson Roberto, 29, é publicitário-caçador ou vice-versa na área de Planejamento. Vive caçando de tendências, jobs, baladas; mas está à procura mesmo do 'ócio criativo' e de chefes que o tenham como filosofia. Está se especializando em Estéticas Tecnológicas da Comunicação na PUC/SP. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente às terças-feiras.
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Wilson Roberto, 29, é publicitário-caçador ou vice-versa na área de Planejamento. Vive caçando de tendências, jobs, baladas; mas está à procura mesmo do 'ócio criativo' e de chefes que o tenham como filosofia. Está se especializando em Estéticas Tecnológicas da Comunicação na PUC/SP. Escreve para a Casa do galo quinzenalmente às terças-feiras. 







A fotografia era tida como do demônio mesmo, mas hoje creio que não haja dúvidas se ela é considerada arte ou não. Há?
O que há é esse questionamento sobre o trabalho de alguns fotógrafos específicos, assim como de alguns artistas de outras áreas artísticas.
Na adorável era multimeios a síntese imediata é mais que fundamental.
A atração, reflexão, indução e posterior reação são os misteriosos disparos da arte,
aqueles que se dizem indiferentes aos seus méritos são os que mais carecem de desenhos para entender as mensagens do mundo.
p.s.: bacanérrimos os links.
Não, hoje a fotografia já está consolidada como arte, inclusive, na sua versão digital. Hoje em dia, esse questionamento é quase que desprezível comparado à discussão do século XIX. Fiz esse post inspirado no livro Fotografia e Sociedade de Gisèle Freund, indico para os interessados em fotografia, ainda não existe uma tradução para o Português do Brasil. Tenho que parabenizar pela escolha da fotografia que tem tudo a ver com o momento que eu cito: “A juventude contra as armas” (Marc Riboud, Washington, 1967) que marca o início da fotografia de imprensa!
Ah, agora estamos entrando em um papo entre fotógrafos?
Mas meu predileto ainda é, talvez, o Capa.
abraço
ps: vou dar uma procurada neste livro
Fantástico, adorei as dicas!
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