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O fenômeno Gisele Bündchen

27 Setembro 2007 106 leituras 14 comentáriosescrito por Bruna

A idolatria é um costume antigo do ser humano. Antes eram os deuses e os animais. No cinema e na música, a idolatria dos ídolos efêmeros ou eternos criou milhões de fãs-clubes. E com a chegada da internet, foi a vez dos seguidores do Bill Gates e do Steve Jobs.

Para o mundo da propaganda, não poderia ser diferente. Quem idolatra quer ser igual ao ídolo, e essa idéia tão óbvia se tornou a chave para o sucesso de vendas de muitos produtos. Além disso, parece que certas pessoas nasceram com a dose certa de carisma, a ponto de prender a atenção e ganhar a simpatia de inúmeros desconhecidos só por terem sua foto em uma revista.

Penso que o ápice para um garoto-propaganda é passar a ser considerado da família, a ponto de caso sua mãe se encontre com ele na rua, queira puxar assunto sobre a vida dele. Exemplo disso, Carlos Moreno, o conhecido garoto-propaganda da Bombril. O vínculo entre sua imagem e a marca é tão grande que quando esteve fora das campanhas da W Brasil o produto perdeu espaço para o concorrente Assolan.

Mas nada disso se compara ao sucesso junto público que a nossa querida amiga Gisele Bündchen possui. Pense comigo, aqui no Brasil ela já vendeu de tudo: C&A, Ipanema Grendene (veja aqui site da campanha), Nívea, Colcci, etc. Lá fora, ela é ‘a top’. É só abrir uma revista Bazaar ou Allure que você verá a menina em diferentes campanhas. Ela é a queridinha do fotógrafo Mario Testino, que inclusive declarou que ela possui a bunda mais perfeita que ele já fotografou.

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Ela é um fenômeno. Ela vende qualquer coisa. Se ela aparecer vestida só com uma cueca em qualquer campanha masculina, ela vende. Certamente porque ela não é só admirada por mulheres, não é mesmo meninos?

Em contrapartida, toda a personalidade que um garoto-propaganda confere a um produto pode ter seu momento negativo. Pensem, por exemplo, como deve estar se sentindo o dono da Citroen com relação ao Sr. Jack Bauer. Se você ainda não sabe, o ator Kiefer Sutherland foi preso nesta terça-feira por dirigir bêbado. Por acaso, ele só está estrelando a campanha do Citroen C4 Pallas.

Enfim, confesso que fiquei pensativa sobre a questão do Conceito Criativo x Gisele Bündchen. Será que é justo ou politicamente correto sacrificar um conceito em nome de um garoto-propaganda? Ou, será que é possível transparecer um conceito criativo sem ser ofuscado pela imagem de uma ‘Gisele da vida’?

Penso que para não nos tornarmos totalmente mercenários, a solução (ou seria a salvação?) é ser, pelo menos, pertinente ao produto e ao público. Mas é claro, toda regra tem sua exceção, e se algum dia na sua vida de publicitário acontecer a exceção de receber uma verba de campanha grande o suficiente para ter a Gisele estrelando sua campanha. Seja e exceção e se venda. Deus sabe que cliente nunca tem dinheiro.

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Bruna Bruna Rocha, 24, é atendimento da LongPlay360°. Tem um passado meio obscuro na área comercial, onde aprendeu as maravilhas do excel. Seu sonho reprimido é ser redatora, mas nunca tentou fazer um portfólio. Escreve para a Casa do Galo às quintas-feiras.

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14 comentários »

  • Ana disse:

    Será que o fato de ter uma Gisele estrelando uma campanha realmente influencia no momento da compra?!

    Eu tenho minhas dúvidas. Talvez por que não me influencie. Mas também, já falamos aqui que os mais ignorantes provavelmente se influenciem.

    De qualquer forma, lembro quando saiu uma campanha da Nivea com a Gisele, e ao mesmo tempo, saiu aquela campanha do Dove que mostrava mulheres “normais” (gordas, magras demais, sardentas, etc). Mesmo a Nivea gastando mais e tendo uma Gisele nas capas, a campanha do Dove com certeza influenciou muito mais as compras.

    Será que as pessoas não separam o garoto propaganda do produto em si?!

    No caso da Bombril, será que o garoto propaganda não fez parte do produto por que não tínhamos mais nenhuma referência?! Só existia o bombril, tanto é que nunca falamos “esponja de aço”. Acho que o maior sucesso dele (além do carisma é claro), é que só havia a marca bombril, só havia ele, e as mulheres eram mais donas de casa do que qualquer outra coisa na época.

    Bem, não sei se falei muita besteira. Mas continuo achando que a propaganda não influencia tanto assim e que as pessoas sabem separar.

    Se for assim.. quero comprar um corolla e ganhar o Brad Pitt de presente!!!

  • Ana disse:

    Nossa.. que texto!

    Tirei 10?

  • Galo disse:

    Ana, pior que influencia muito. E se não no Brasil, principalmente lá fora, onde o chinelinho e a modelo são um sucesso.

    Um exemplo, apesar de não se encaixar tão bem, é do jogador Beckham. Só com a venda de camisetas dele, o Real Madri recuperou o investimento da compra do jogador. Isso sem falar na bilheteria dos estádios, etc…

    Sobre o Jack Bauer, a Citroen disse que o manterá como garoto propaganda. Quero só ver…

    Belo texto, Bruna!

    A Ana (conhecida como “a causadora”) e o Claucio têm uma competição interna para ver quem consegue escrever o maior artigo via comentário! :P

  • sama disse:

    Jack Bauer dirigindo bêbado? Q PALLAS!

  • Galo disse:
  • Rafael Rizuto disse:

    Tu escreve muito bem guria. Parabéns

  • Bruna (author) disse:

    Nossa Galo, ele gosta da ‘mardita’.
    hahahahah

    Ana, vc é esclarecida né, as campanhas te impactam de uma forma diferente. Olha só, esse papo de idolatria se repete com as novelas. O sucesso que a personagem Bebel alcançou faz com que as pessoas liguem para o SAC da Rede Globo só pra saber onde podem conseguir uma roupa igual a que ela usou na novela.

    As pessoas não só se deixam influenciar, como tb se deixam manipular pela mídia.

    Rafael, muito obrigada pelo elogio. Ganhei o dia!

  • Rafael Amaral disse:

    A questão não é ser justo ou politicamente correto sacrificar um conceito em nome de um garoto-propaganda. É questão de oportunidade.

    Ana: Outra parcela de peso no caso do Bombril é que o garoto-propaganda era um “cara comum”. Gisele já tem nome pelo mundo todo. Agora quem aí lembra (não vale usar o google) quem era Carlos Moreno antes de protagonizar as campanhas da Bombril?

  • Ana disse:

    É.. creio mesmo que as campanhas me atinjam de outra forma.

    Acho que fico até meio indignada de saber que as pessoas se deixam levar apenas pelo garoto propaganda!

    Rafael!! Me conte logo que sou muito ansiosa! Quem ele era antes?!?!?!

  • Ana disse:

    Hahahahaha.. essa foto é ótima!!!!!!

    E como dizem, c* de bêbado não tem dono! Tadico!

  • Alessandro Ribeiro disse:

    A Ana na Casa do Galo parece o São Paulo no Brasileirão: abrindo muitos “pontos” de distância do segundo colocado. O pior é que eu sou corinthiano e tenho que admitir isso. =(

  • Ana disse:

    Vou ficar famosa desse jeito!!

  • daniele disse:

    Nossa muito bom mesmo esse tema me ajudou a escolher um tema para meu trabalho de pesquisa na faculdade, além de ser um tema interessante.
    Parabens Bruna

  • Galo disse:

    Daniele,

    Ficamos felizes em saber!
    Bom trabalho!

    Abraços

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